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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

QUEM SÃO OS TUAREGUES


Os tuaregues são um grupo étnico da região do Sahara que falam uma língua berber.
Estes nômades do deserto do Sahara cruzam as terras de areia montados em camelos.
Vivem numa terra onde assuntos como vida e morte são sempre preponderantes. Um povo orgulhoso e com um olhar severo e penetrante por fora de seus turbantes. Sua riqueza são carneiros, cabras e os poucos instrumentos que eles precisam para viver. Vivem em pequenas tendas e se mudam com freqüência sempre procurando por pasto novo para seus rebanhos domésticos.
Este estilo de vida não se modificou por séculos.
 Usam a linhagem materna embora não sejam matriarcais.  São os homens que não dispensam um véu azul índigo característico, o tagelmust, que usam mesmo entre os familiares. Dizem que os protege dos maus espíritos, e tem a função prática de proteger contra a inclemência do sol do deserto e das rajadas de areia durante suas viagens em caravana. Usam como um turbante que cobre também todo o rosto, exceto os olhos. As comunidades de tuaregues têm por norma oferecer chá de menta aos grupos de turistas.
Alguns deles formam caravanas para cruzar o deserto do Saara e comercializar sal e cobre do norte da África por ouro do Golfo da Guiné. A história dessa rota de caravanas é muito antiga.  Houve um tempo em que a cultura islâmica era transmitida através dessa rota e esta também foi a trilha pela qual escravos negros foram trazidos da África para os países mediterrâneos.
Até hoje os tuaregues vagam por essa trilha juntamente com outros nômades da Arábia Saudita trazendo mercadorias e cultura cruzando o deserto.
A região que aparentemente sempre viveram é no noroeste africano, principalmente no deserto do Sahara, do sul da Argélia ao norte de Mali no lado leste da Nigéria. Podem ser encontrados, todavia, em praticamente todas as partes do deserto.
A língua tamasheq é o principal elo que os caracteriza como povo em comum, mais do que a raça ou linhagem genética.  Provavelmente têm parentesco com egípcios e marroquinos, com quem compartilham trechos culturais e a religião muçulmana. Mas não são árabes, são "berberes" e usam esse alfabeto.
Antes de se tornarem pacíficos como são atualmente, os Tuaregues cobravam pedágios altíssimos dos outros viajantes, assaltando e massacrando os que deixavam de pagar. Em 1946, com a chegada de novos governos, eles entraram em guerra por sua liberdade (o que acabou com aproximadamente quarenta mil Tuaregues mortos, incluindo mulheres e crianças). Agora dedicam-se principalmente à música, ao artesanato e ao pastoreio de animais como os camelos e dromedários.





http://www.khanelkhalili.com.br

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CONTO ARABE



Conto arabe
Certa feita, um valoroso e sábio guerreiro árabe, Al Hassim, chefe de numerosa tribo, após

fragoroso combate, diante do espetáculo macabro

que presenciara, do alto de uma montanha orou aos céus :"se for da tua vontade ò todo-poderoso, sacrifica-me para por fim à guerra "!

Houve novos combates e numa tarde, pouco antes da chegada da noite, Al Hassim orou, com fervor redobrado, mas a luta não cessou...

Os membros de sua tribo diminuíam a cada dia sangrento.

Decidiu-se então a combater só. Empunhou a cimitarra e partiu para o campo de batalha.

Ao deparar com o exército inimigo em formação de ataque, bradou: " Vão embora !

Digam aos seus líderes que já basta de tanta matança.Aqui estou para enfrentá-los, a todos " !

Açodou o cavalo, investiu furioso contra as hostes inimigas, estáticas ante a bravura do guerreiro solitário.

O líder adversário, presa de indizível vergonha, ordenou a retirada de suas tropas, dirigindo-se sem escolta ao acampamento árabe, onde celebrou a paz.

Al Hassim galgou a montanha para agradecer ao todo-poderoso. Lá no alto ouviu uma voz que lhe ordenava recolher todos os cadáveres, inclusive os dos inimigos, para sepultá-los naquele lugar.

Árdua era a tarefa de trazer tantos mortos para a montanha. Após o derradeiro sepultamento, Alah fez chover por semanas a fio, ao fim das quais, dos céus, conclamou os chefes dos exércitos para reunir os guerreiros ao redor da montanha.

Ao crepúsculo, os mortos levantaram-se dos seus sepulcros. Ressuscitados,os antigos contendores se abraçaram, tomaram suas montarias e partiram.

Conta-se que ainda hoje, quando se ora em direção àquela montanha, o Anjo da Paz surge no horizonte, ressuscitando todos os que tombaram

em alguma estúpida guerra...

Bruno Ropf

LENDA ARABE



Lenda Arabe
"Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, discutiram e um deu uma bofetada no outro. O outro, ofendido, sem nada poder fazer, escreveu na areia:

HOJE MEU MELHOR AMIGO ME DEU UMA BOFETADA NO ROSTO.

Seguiram adiante e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se.

O que havia sido esbofeteado e magoado começou a afogar-se, sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se, pegou um canivete e escreveu em uma pedra:

HOJE MEU MELHOR AMIGO SALVOU MINHA VIDA.

Intrigado, o amigo perguntou:

POR QUE, DEPOIS QUE TE MAGOEI, ESCREVESTE NA AREIA E AGORA, ESCREVES NA PEDRA?

Sorrindo, o outro amigo respondeu:

QUANDO UM GRANDE AMIGO NOS OFENDE, DEVEMOS ESCREVER ONDE O VENTO DO ESQUECIMENTO E O PERDÃO SE ENCARREGUEM DE BORRAR E APAGAR A LEMBRANÇA. POR OUTRO LADO, QUANDO NOS ACONTECE ALGO DE GRANDIOSO, DEVEMOS GRAVAR ISSO NA PEDRA DA MEMÓRIA E DO CORAÇÃO ONDE VENTO NENHUM EM TODO O MUNDO PODERÁ SEQUER BORRÁ-LO."

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