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sexta-feira, 18 de abril de 2014

YOGA, A PREPARAÇÃO PARA PRATICAR: POR ONDE COMEÇAR


Muitas pessoas se lançam à prática sem haver preparado o alicerce que fará com que possam efetivamente aproveitar as técnicas. Elas podem por momentos achar que fizeram grandes progressos mas na verdade pode acontecer que nem sequer tenham conseguido se preparar para começar.

Imagine a chegada no samádhi como a tarefa de construir uma casa. A iluminação aconteceria quando, construído o alicerce, levantadas as paredes e o teto, você entra na casa já pronta e liga o disjuntor da rede elétrica. Algumas pessoas começam alegremente a construir as paredes esquecendo que elas se sustentam pelo alicerce.

Sem as preparações preliminares, sem a ética (yama e niyama), sem a purificação do corpo e do pensamento (kriyá, bhúta shuddhi, chitta shuddhi e alimentação correta), sem exercício adequado (ásana e pránáyáma), não pode haver progresso no sádhana. Sobre esse alicerce se elevam as paredes: a discriminação entre o eterno e o perecedouro (viveka), o desapego do fruto das ações (vairágya) e o desejo de libertação (mumukshutva).

Depois, vem o telhado: controle dos órgãos sensoriais e motores (shama e dhama), cessação das ações desnecessárias (uparati), paciência (titiksha), concentração (samadhana) e fé (shraddha). Se você nem sequer pensou nessas coisas ao fazer um balanço da sua prática, é bem provável que não esteja ainda preparado para ir além das práticas introdutórias. Quando não há nada disto, diz David Frawley que a única resposta possível àquela pergunta 'quem sou eu?' é 'o mesmo idiota de sempre'.

A competência para atingir a iluminação se chama em sânscrito adhikara e se consegue pela purificação do corpo e da mente. Essa competência não deve subestimar-se. Não adianta apenas querer. É essencial estar preparado, da mesma forma que não qualquer surfista pode surfar as maiores ondas do planeta. Aqueles que não estiverem física e psicologicamente preparados, os que não tiverem a habilidade técnica, a resistência, a experiência e o sangue frio necessários, correm o sério risco de morrerem afogados. Às vezes confundimos a possibilidade de fazer alguma coisa, com a habilidade necessária para fazer essa coisa.

A competência e a purificação corpo/mente de que falamos antes pode comparar-se com a preparação pela qual o surfista precisa passar antes de ousar surfar ondas que poderiam matá-lo. Yoga é um caminho para a libertação. A verdadeira dimensão desse caminho só pode vislumbrar-se com a prática constante. Quanto mais você sabe, mais você é consciente da sua ignorância e do que há para se conhecer. As práticas mais simples, com ásana e respiratórios são benéficas para todos mas têm pouco a ver com o que há no final do caminho. Entretanto, até mesmo na prática de ásana ou pránáyáma há perigos: quem se machucou na primeira tentativa de fazer uma invertida sobre a cabeça sabe disso.

Quanto mais o praticante avança no sádhana, mais aumenta a auto-exigência. O Yoga é para todos, mas, a partir de um certo ponto, são poucos os que seguem mesmo além. Um ditado hindu diz: o verdadeiro heroísmo está em conquistar sua própria natureza (svabhavo vijayati iti shauryam). Por isso a tradição yôguica dá tanta ênfase às técnicas preliminares, da mesma forma que se recomenda aprender a nadar antes de aprender a surfar. Não importa onde você está, senão para onde está indo. Para saber exatamente onde estamos no sádhana, basta olhar para as nossas atitudes no dia a dia. Somos capazes de controlar os pensamentos indesejáveis? Conseguimos concentrar-nos no que fazemos? Conseguimos controlar as emoções negativas ou somos controlados por elas? As nossas debilidades são mais fortes que nós?

Para saber onde estamos exatamente na prática, Shivananda propõe acompanhar o nosso sádhana cotidiano levando um registro num diário. Esse diário de sádhana não deve servir apenas para anotar os respiratórios, ou sobre o que meditamos e durante quanto tempo, mas também deve incluir as nossas atitudes do dia a dia: as mais e as menos felizes. Desta forma você se dá a chance de acompanhar a sua evolução ao longo do tempo.




  http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2011/06/22/2637-a-preparacao-para-praticar

quarta-feira, 16 de abril de 2014

YOGA, A ORIGEM DESTA ANTIGA FILOSOFIA ORIENTAL


Gostaríamos primeiramente de contextualizá-los em relação a essa filosofia estranha para nós, ocidentais, acostumados ao pensamento filosófico grego.

Cerca de 2.500 AC, no vale do rio Hindus, onde hoje é a o atual Paquistão, desenvolveu-se uma civilização muito avançada, os dravídicos ou dravidianos, povo totalmente pacífico, de pele e olhos escuros.

Viviam em duas cidades principais, Mohenjo Daro e Harapa, altamente desenvolvidas, com planejamento urbanístico, escrita, organização política e social e arte cerâmica.

Modernas pesquisas encontraram nestes locais as primeiras manifestações de culto à Shakti, a Mãe Divina, a base do tantrismo.
Foram encontradas também imagens em postura de yoga e em atitude de meditação. Contam os historiadores ocidentais que esta civilização teria sido destruída por uma invasão aryana.

Recentes descobertas arqueológicas e lingüísticas, no entanto, estão descartando esta teoria de uma possível invasão de um certo povo aryano vindo da Europa com provas significativas da impossibilidade de ter havido esta invasão.

A descoberta do rio Sarasvati, por exemplo, é uma destas provas.
Este grande rio é louvado muitas vezes no Rig Veda, o que significa que o primeiro Veda já existia antes das acomodações geológicas que causaram a grande seca do rio Sarasvati, por volta de 3000 AC.

Esta seca motivou o deslocamento dos habitantes das margens do rio Sarasvati para se estabelecerem às margens dos rios Indus e Sutlej (seu afluente).

Provavelmente a civilização Indus ou Harapa foi continuação da época védica.Está sendo comprovado também que o desaparecimento de Mohenjo Daro e Harapa deveu-se a fenômenos geológicos.

VEDAS
A base do conhecimento hindu é a Shruti.
Shruti é uma palavra sânscrita que vem da raiz shru, que significa escutar. Shruti é aquilo que é escutado, é a tradição oral.A literatura Shruti é constituída pelos Vedas.

Originado da raiz sânscrita vid, conhecer, saber, Veda é o Conhecimento completo revelado. Segundo a tradição hindu, esse Conhecimento foi revelado no início da Criação aos primeiros mestres, pelo próprio Criador na forma do primeiro mestre, Dakshinamurti, e transmitido oralmente de mestre a discípulo.

Os Vedas são, portanto, apaurusheya, ou seja, não foram criados por ser humano.

São constituídos por: Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda.

*Rig Veda é o mais antigo, composto de hinos, rituais e oferendas às divindades.
*Yajur Veda contém as fórmulas para fazer os rituais do Rig Veda, dividindo-se em Krishna (negro) e Shukla (branco).
*Sama Veda contém melodias e cânticos.
*Atharva Veda é composto de fórmulas para rituais em geral.

Cada um dos Vedas é dividido em Samhitá, Brahmana, Aranyaka e Upanishad.

*Samhitá são coleções de mantras.
*Brahmana são explicações das palavras e dos textos.
*Aranyaka são textos para os renunciantes.
*Upanishad são textos que tratam do Absoluto, Brahman, constituindo a parte final dos Vedas.

Para melhor compreensão dos textos védicos, surgiram manuais auxiliares, os vedangas e os upavedas.

Os vedangas, ou membros dos vedas, são compostos por: Vyakarana (Gramática), Nirukta (Etimologia), Shiksha (Fonética), Chandas (Métrica), Kalpa (regras para aplicação dos rituais) e Jyotisha (Astronomia).

Os upavedas, ou suplemento dos vedas, são compostos por: Ayurveda (Ciência da Vida, a Medicina), Dhanurveda (Ciência do manejo do arco), Gandharvaveda (Ciência da música) e Sthapatya (Arquitetura).

SMRTI

Mais tarde surgiu a literatura Smrti (da raiz smr, lembrar), aquilo que é lembrado.Seu objetivo é preservar o ensinamento védico.É composto de : Shastras, Puranas, Itihasas, Agamas e Darshanas.

*Shastras são textos sobre leis, política, ética, vida em sociedade, etc.
*Puranas contém todo o material sobre mitologia hindu.
*Itihasas são os dois grandes épicos, o Ramayana e o Mahabharata.
* Agamas são textos que comentam um aspecto do Criador.
* Darshanas são pontos de vida da Realidade, são os sistemas filosóficos, Nyaya, Vaisheshika, Sankhya, Yoga, Karma-Mimansa e Vedanta.








(Baseado em obra sobre Hinduísmo, de Annabella Magalhães)
 http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2010/02/25/510-yoga

segunda-feira, 28 de março de 2011

JEJUM - PRÁTICA SÁDHANA: NOSSA PRÁTICA PESSOAL

 

Hoje não é dia de jejum, mas resolvi falar um poquinho de jejum ja que é um assunto que faz parte do conhecimento da yoga.

O dia de jejum é dia de lua nova. O jejum voluntário é chamado Upavasa. Manter-se próximo a Ishvara.O que significa manter a mente absorta no pensamento de Ishvara.

Quando se aproximam os dias de lua cheia e lua nova, podemos observar que os elementos gasosos e líquidos do corpo são atraídos para o cérebro e para o peito, provocando-nos uma sensação de desconforto.

Portanto,quando não comemos nesses dias, esses elementos são atraídos das partes superiores do corpo para as partes inferiores, aliviando-se assim a sensação desagradável.

Os alimentos ingeridos convertem-se após seu processamento, numa substância final denominada shukra, que se constitui um nutriente do cérebro.

A partir dessa substância é que se produzem as partículas ectoplásmicas da mente unitária.

Se fizermos jejum seguindo o sistema, na lua nova, cheia ou ekadashi (décimo primeiro dia depois da lua cheia e depois da lua nova), nenhum excesso de shukra estimulará as vrittis (tendências mentais como medo,
aflição, ódio e etc..), e assim a mente será influenciada por vrittis mais elevados (pensamentos e fluidez positivas).

Além do mais, devido ao jejum, resíduos tóxicos e nocivos ao corpo são debelados e expelidos.
Finalmente a energia não gasta na digestão de alimentos, pode ser utilizada para outros fins.

Portanto, o dia do jejum é uma excelente ocasião para a prática de sadhana.
Fonte: Ananda Marga


(Caryacarya parte 3)
http://anandamarga.org.br/ananda_marga.php
http://yogaganapati.blogspot.com





YAMA SÁDHANÁ - LIÇÃO DA CONDUTA HUMANA E A MORALIDADE


O que não falar para ficar em paz consigo mesmo

O primeiro princípio de Yama é Ahimsa, (não-violência em sânscrito), é uma conquista interior. Precisa ser assimilada e praticada por cada um de nós. É uma atitude interna de suavidade que substitui a aspereza e agressividade das palavras e ações.
O Yoga nos ensina que é preciso discernimento, concentração e contemplação para falar de maneira apropriada. Não devemos falar sem ter a mente presente. Se falarmos descuidadamente, muitas vezes falamos o que não devíamos e nossas palavras causam problemas e desavenças.
Ao falar demais, sem discernimento, sem cuidado, nos tornamos desagradáveis e críticos. Desperdiçamos energia, ficamos ansiosos e inquietos. E até os parentes e amigos se afastam de nós.
Existe desarmonia e conflitos por causa das palavras. Muitas pessoas tagarelam muito, outras gritam. Algumas falam apenas para si mesmas e não querem ouvir o outro. Não têm paciência, andam sempre apressadas e focadas em si mesmas.
A filosofia do Yoga nos ensina como colocar esta prática da não-violência em nossa vida diária, em nossos relacionamentos, educando o corpo, a língua e a mente.


Contemple estes ensinamentos que podem lhe ajudar a viver bem com as pessoas, evitando brigas desnecessárias:
Saiba o que não falar
- Não seja violento nas palavras, no modo de falar e no tom da voz.
- Mantenha a calma e não entre na raiva.
- Fale com discernimento e gentileza.
- Evite fofocas, mentiras ou comentários maldosos.
- Nunca engane os outros.
- Não seja crítico.
- Evite ferir os sentimentos alheios.
- Não divulgue o segredo de alguém.
- Diga apenas o que beneficia os outros.
- Não culpe, não julgue e nem fale sobe os defeitos das pessoas.
- Fale sempre de assuntos bons, não perdendo tempo com conversas fúteis.
Falar com bondade, sem falar dos defeitos dos outros e adquirir a disciplinana fala são práticas para toda nossa vida. É muito importante desenvolver tolerância, paciência, compaixão para superar a violência, a raiva, e o impulso da agressividade.
Não adianta reprimir e conter a violência e sim, descobrir a afabilidade, exercitar a amabilidade, conquistar a suavidade. Com uma forte intenção e determinação, vamos conquistando a nós mesmos e alcançando sabedoria e gentileza
Seguir o sábio ensinamento de Emanuel, transmitido por Francisco Xavier : “Se não puder elogiar, cale-se”. Quantos conflitos, quanta desarmonia, quantas brigas são evitadas seguindo este conselho. Um elogio sincero aquece o coração do outro e melhora sua auto-estima.
Precisamos aprender com nossos erros. Aceitar quando falamos alguma coisa inapropriada em vez de ficar em uma atitude defensiva negando o fato. Aceitar as críticas construtivas dos outros para não cometermos os mesmos erros. Parar de reclamar e se lastimar. Parar de perturbar o outro repetindo sempre a mesma coisa. Ter momentos de silêncio em nossa vida diária.

Como disse o poeta indiano Tulsidas:
“As complicações são criadas pelo falar.
Os problemas são resolvidos pelo falar.
Ao se falar com discernimento pode-se ganhar bênçãos.
Ao se falar insensatamente, pode-se ficar louco.”

Para se relacionar melhor com os outros e praticar a não-violência na fala, contemple antes de falar:


O que vou dizer é verdadeiro?
É necessário dizer?
È o momento apropriado?
Pode ser dito de maneira apropriada?
Estou sendo bondoso, amável, educado, amigo?


Aplique esses conselhos dos sábios. Fale sobre os outros como se eles estivessem presentes ouvindo você. Fale como gostaria que falassem sobre você, com respeito, sem diminuir nem rebaixar ninguém. Controle sua fala e torne-se um mensageiro da paz!


Texto - Por Emilce Shrividya Starling

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

REIKI E YOGA


Reiki e Yoga


A energia das mãos. Entenda como aliar as técnicas de Reiki à sua prática de Yoga


Por Thaís Harari


O Reiki é um método milenar de cura, um sistema de harmonização e recuperação energética que atua melhorando a saúde e a qualidade de vida. Foi descoberto no fim do século XIX, por um sacerdote cristão japonês, Mikao Usui (1865-1926), que passou muitos anos pesquisando sobre como Jesus e Buda eram capazes de curar.


Segundo Claudete França, presidente da Associação Brasileira de Reiki, Usui descobriu que poderia desbloquear os centros de energia do corpo - chakras - e alinhar uma pessoa a energia primordial, constituinte de todo o universo: Rei. Basicamente, o que a técnica faz é promover o encontro da Energia Universal com a nossa energia física, individual chamada Ki. Quem quiser aprender a aplicar o Reiki precisa passar por um processo de iniciação - também chamado de sintonização - em que os mestres aplicam mantras e símbolos para transmitir a energia ao aluno. Assim, ele se torna canal da energia universal e pode direcioná-la para zonas debilitadas do corpo, promovendo a cura. "Uma pessoa alinhada ao Reiki pode, não só tratar os outros, mas, efetivamente, tratar a si próprio", explica Claudete.


Tratamento


Claudete explica que os tratamentos com Reiki levam em torno de uma hora e meia. Diferente de uma massagem, a técnica não exige nenhuma manipulação de tecido ou músculo. O terapeuta posiciona as mãos em diferentes partes do corpo, geralmente começando pela cabeça e demora de quatro a cinco minutos em cada local. "É comum o paciente sentir a sensação de calor fluindo das mãos de quem esta aplicando. Muitas pessoas sentem um relaxamento profundo. Os que conhecem meditação dizem entrar em profundo estado meditativo. A mente acalma, a respiração diminui, um sentimento de bem-estar os envolve", afirma.


Qualquer um pode desfrutar dessa técnica de cura natural. O Reiki traz grandes benefícios mesmo para aqueles que não estão doentes, já que promove um estado de relaxamento e mantém a harmonia interna. Quem, por outro lado, sofre com algum tipo de desequilíbrio corporal, pode utilizar a técnica como tratamento. Indica-se um mínimo de quatro sessões, feitas em dias consecutivos, para tratar os desequilíbrios. Problemas crônicos, porém, podem exigir mais sessões, dependendo do paciente. 



Reiki e Yoga


Satyam é mestre em Reiki e massagista ayurvédica. Há cerca de três anos começou a praticar Yoga e afirma conseguir aliar a técnica de cura à prática cotidiana. "Durante asanas que exigem força, por exemplo, mentalizo o primeiro símbolo do Reiki. Os símbolos são compostos da união de mantras (sons energéticos) e yantras (desenhos energéticos) e funcionam como instrumentos captadores da energia universal, Rei. O Choku Rei é o primeiro dos símbolos do Reiki e o mais poderoso entre todos. Atua como um amplificador de energia e, quando o utilizamos durante a prática de asanas, dá mais força e proteção ao corpo," explica.


No caso de asanas que exigem grande flexibilidade, Satyam mentaliza o segundo símbolo do Reiki, também chamado de símbolo da harmonia. Este é capaz de transformar emoções negativas em positivas, além de trazer tranqüilidade e relaxamento ao corpo, aspectos importantes que ajudam na realização de asanas que trabalham o alongamento dos músculos.


Cada símbolo está associado também a uma cor característica. Satyam explica que visualizar uma cor envolvendo a parte do corpo que trabalhamos quando realizamos os asanas também pode ajudar a potencializar os benefícios da prática. "Imagino a cor azul envolvendo os membros que trabalham quando faço asanas que exigem flexibilidade, pois ajuda a relaxar.", conta.


Gyano, terapeuta no Centro de Yoga da Montanha e pioneiro na introdução do Reiki no Brasil, explica que aplicar a técnica de cura depois de uma aula de Yoga também pode ajudar a relaxar. "O Reiki vai atuar no campo energético que já foi potencializado pela aula de Yoga e melhorar assim os efeitos do relaxamento."


De acordo com Claudete, o Reiki combina com qualquer modalidade de Yoga e pode "realçar, expandir e aumentar a força de radiação interior e o despertar do processo de conscientização de uma pessoa". Sendo um método complementar, o Reiki pode trabalhar conjuntamente com qualquer outra técnica e promovendo o equilíbrio energético e a cura.




Fonte: Site da Revista Prana Yoga Journal
http://eyoga.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=1121&idCanal=4
http://www.luzdaserra.com.br

DEZ PASSOS PARA SER FELIZ ATRAVÉS DO YOGA

Por : Elizabeth Leal

Cada um é o verdadeiro responsável pela sua saúde, que é um ingrediente essencial para a felicidade que cada um de nós aspira. Não existe nenhuma receita, mas existem alguns ingredientes que são importantes lembrar, mesmo que pareçam simples e evidentes.

A felicidade é um estado permanente de harmonia física, mental e espiritual, resultado de uma vida em acordo com as leis cósmicas. Ser feliz é viver a vida, é fazer com que ela seja um sucesso. A verdadeira felicidade é decorrente de uma atitude interna e é conseqüência de uma vida correta e sadia sob todos os pontos de vista.

Com atitude e pensamentos incorretos favorecemos as circunstâncias negativas das quais vivemos nos queixando. Conheça em 10 passos o caminho para ser mais feliz e saudável através do yoga:

1 - Pratique regularmente os asanas, as posturas de yoga. Isso não e uma meta, mas um meio para controlar e dominar o corpo com a mente, garantindo um bom funcionamento de cada órgão.

2 - Fique sempre atento à respiração e confira se ela esta confortável e gostosa.

3 - Faça um curto relaxamento durante o dia, mesmo que seja no escritório. Assim terá capacidade, de ficar no meio do turbilhão e permanecer calmo e descontraído.

4 - Estar relaxado não quer dizer sem energia, pelo contrário: um relaxamento físico e mental pode se tornar muito criativo.






5 - Preste atenção aos traços do rosto. Se sentir uma tensão, principalmente entre os olhos, apague-a mentalmente.

6 - Em baixo do chuveiro: imagine que as preocupações são lavadas e levadas longe. Ao mesmo tempo, desperte a sensação de alívio, leveza e felicidade.

7 - Lembre-se, de vez em quando, que nascemos neste planeta e que estamos em simbiose com o universo, então, curta o espetáculo da natureza, sinta o sol, o mar e o vento. Essas sensações nos levam para nossa essência e não possuem nenhuma contra-indicação.

8 - Da mesma forma que se presta atenção à respiração, preste atenção também aos pensamentos. Os pensamentos negativos devem ser acolhidos - nunca escondidos, mas trocados por imagens positivas de sucesso e de vitória.

9 - Durante um episódio estressante, é preciso dirigir a atenção também ao meio do peito para senti-lo. As sensações são seu leme, faça com que só tenha sensação de força interna, e essa autenticidade, será sua própria verdade que lhe dará paz e tranqüilidade de espírito.

10 - Sorria, tenha um sorriso amigável. E mesmo que não o sinta esforce-se, nem que seja um pouco, talvez até na frente do espelho. Não há nada igual ao sorriso para apavorar o ventinho da depressão.



Por : Elizabeth Leal
Numeróloga, Astróloga e Pesquisadora na área de Angeologia
elizabeteleal@gmail.com

OS CAMINHOS DA YOGA



Yoga em sânscrito significa união, isso quer dizer que ela é completa e trabalha com corpo, mente e espírito.


Existem muitas formas de se praticar yoga, mas todas tem o mesmo objetivo final que é moksha "a libertação".


Vamos explicar brevemente alguns tipos de yoga, pois assim você pode escolher o caminho que mais combina com você.


Hatha Yoga - em sânscrito ha quer dizer sol e tha significa lua. Dá ênfase ao corpo físico, durante sua prática executam-se posturas psicofísicas (ásanas), exercícios respiratórios (pranayamas), gestos com as mãos (mudrás), contrações (bandhas) e purificações (kryas) sempre executados com consciência e concentração procurando integrar corpo, mente e espírito.


Bhakti Yoga - é o yoga do amor devocional. Dá maior importância ao corpo emocional e espiritual. Utiliza-se de cantos de louvor a Deus, Mantras e rituais devocionais.


Kundalini Yoga - dá ênfase ao corpo de energia, focaliza-se no fluxo energético (prana) dentro do ser.


Está ligado ao hatha yoga e ao tantra yoga.


Tantra Yoga - tantra é ver Deus com reverência dentro de tudo, animando a vida em todas as suas manifestações. É transformar as experiências diárias, especialmente as negativas, em uma experiência com o divino.


Jnana Yoga - é o yoga da auto-realização através da sabedoria intuitiva direta, é o caminho do conhecimento que conduz a sabedoria. É não dualista, o divino e o ser estão integrados, são apenas manifestações diferentes de um Ser Absoluto.


Mantra Yoga - é o yoga do som sagrado, man quer dizer mente e tra controle. Utiliza-se da repetição de mantras para elevar a vibração conectando-nos com a fonte da vida. O mantra mais conhecido é o OM, que de acordo com os textos védicos foi o som que deu origem ao universo.


Karma Yoga - é o yoga da ação adequada, devemos agir com uma atitude interna em benefício dos demais sem apegar-se aos frutos da nossa ação. Serviço desinteressado, um exemplo de karma yoguini é Madre Teresa de Calcutá. Este yoga é o tema principal do Bhagavad Gita.


Raja Yoga - é conhecido como yoga real, pois está baseado na meditação. Seus ensinamentos estão contidos no Yoga Sutras de Patãnjali que explicam de forma sistemática todos os ensinamentos do yoga.






Por:Amanda Dreher
amanda@luzdaserra.com.br

PRECE DO YOGUIN


Prece do Yoguin

"Entrego, confio, aceito e agradeço"

Esta frase simples e profunda é do Prof. Hermógenes, um grande mestre do yoga e autor de vários livros. Veja abaixo a Prece do Yoguin, extraído do seu livro Yoga, Caminho para Deus:

SENHOR, ESTOU AQUI, para adorar-Te em todas as imagens; nos santos de todas as religiões; em catedrais, sinagogas, capelas, mosteiros, mesquitas, terreiros; em ladainhas, terços, mantras, pujas, missas, rituais e
ofícios; em todos os altares; nas florestas, nas praias, nas ruas, nas casas, nas estradas, nos corações, em sorrisos e lágrimas, em todos, em tudo...

Vem ajudar-me, dando pureza, infinito, eternidade e universalidade a meu amor.

Eis-me aqui Senhor Jesus, Senhor, Buda, Maitreya, Senhor Krishna, Sai Baba, Maria de Nazaré, Ramakrishna, Babá-U-Lláh, Inayt Khan, Sankara, Ramanuja, Ramana, Santa Teresa...

Eis-me aqui todos os Avataras, Rishis, Siddhas, Gurus, Mahatmas, Hierarcas, Santos conhecidos e desconhecidos.

Quero aprender o Amor que liberta.

Aqui estou, Senhor Supremo, para que me ajudes a vencer a frustradora ignorância; a afastar ilusões, enganos e encantos; a afastar-me dos opostos obsedantes, a retirar a venda de meus olhos...

Já não me satisfaz o vulgar conhecer intelectual.

Quero agora vivenciar a Verdade que liberta.

Eis-me aqui, Senhor, como instrumento impessoal. Querendo apenas servir. Lança mão de mim em teu divino agir.

Quero aprender a empreender o Agir que liberta.

Faz de minha mente, meu Deus, o teu sacrário.

Que Tua Paz a domine. Que Tua Luz a ilumine.

Diviniza, Senhor, minha mente.

Eis-me Senhor.

Tu és eu. Eu sou Tu.


Autor: Prof. Hermógenes
Livro: Yoga, Caminho para Deus
http://www.luzdaserra.com.br/

YOGANANDA



O pai da ioga no Ocidente Paramahansa Yogananda, o sábio iogue, deixou como legado técnicas de meditação capazes de revitalizar o corpo e ensinamentos para alimentar a alma.
Ele morreu há mais de um século e não é exagero dizer que seus conhecimentos são atemporais e até hoje influenciam milhares de pessoas no Ocidente. Sim, foi graças a Paramahansa Yogananda que a ioga chegou até nós. Nascido em 1893, em Gorakhpur, na Índia, com o nome de Mukunda Lal Ghosh, Yogananda parecia intuir desde pequeno que sua passagem na Terra deixaria marcas importantes. Em seu principal livro Autobiografia de um Iogue (ed. Self-Realization Fellowship) publicado pela primeira vez em 1946, e já traduzido em 25 idiomas, é possível perceber que seus conhecimentos acerca da espiritualidade eram inatos. “Nas minhas recordações mais antigas lembro-me claramente de uma existência longínqua - a de um iogue entre as neves do Himalaia. Esses indícios do passado, graças a um elo imensurável, permitiram-me também vislumbres do futuro”, afirma em seu livro.

Porém, foi com o Swami Sri Yukteswar que, aos 17 anos, Yogananda desenvolveu seu lado espiritual em toda plenitude. Com o mestre, ele aprendeu a técnica da kriya ioga, um sistema de meditação avançado derivado da raja ioga, capaz de revitalizar o organismo, fazendo com que a energia vital circule livremente pelos chacras, expandindo a consciência. Durante dez anos, o iogue ficou em treinamento com o sábio, tornando-se monge da venerável Ordem Monástica dos Swamis da Índia. Pela conquista, teve o direito de escolher seu nome: Yogananda (ananda, que significa bemaventurança, yoga, por meio da união divina). Em 1917, fundou a escola Arte de Viver, em que modernos métodos educacionais combinavam-se com treinamento em ioga e espiritualidade. Ao visitar o local, em 1925, Mahatma Gandhi ficou impressionado. Dez anos depois, em seu segundo encontro com Yogananda, Gandhi pediu que ele o iniciasse, assim como a seus discípulos, na kriya ioga.

Da Índia para o mundo
A grande virada de sua vida ocorreu na década de 20 durante o Congresso Internacional sobre Religiões Liberais, em Boston. Ali, percebeu que sua missão era levar a ioga para a América. Nesse ano, fundou a Self-Realization Fellowship, organização que até hoje dissemina seus ensinamentos em todo o mundo. Em 1925, Yogananda mudou-se para Los Angeles e passou as três décadas seguintes trabalhando arduamente na divulgação de seus conhecimentos por meio de palestras, conferências e viagens. Por onde passava, o guru conquistava mais adeptos. Diante de sua notoriedade, em 1927 foi recebido oficialmente na Casa Branca pelo presidente Calvin Coolidge.

Assim como sua vida, sua morte também foi cercada de acontecimentos difíceis de serem explicados pela ótica ocidental. Yogananda faleceu em 7 de março de 1952, aos 59 anos, em Los Angeles, após fazer um discurso para dezenas de pessoas num banquete em homenagem a Binay Ranjan Sen, embaixador da Índia nos Estados Unidos. Dizem os testemunhos que, no momento do término de sua fala, seu corpo deslizou para o chão e ele entrou em mahasamadhi (o momento mais elevado da trajetória de um iogue, em que ele abandona conscientemente seu corpo). Durante quase um mês, foi velado em um retiro espiritual, até a chegada de devotos indianos. Por todo esse período ele permaneceu imutável, sem o menor sinal de decomposição.


Principais preceitos de Yogananda
• A meditação é o principal instrumento para quem busca manter uma vida equilibrada e em absoluta sintonia com o Divino.
• Devemos nos guiar pelo estímulo à simplicidade e ao pensar com elevação.
• Precisamos nos lembrar da superioridade da mente sobre o corpo e da alma sobre a mente.
• A respiração consciente é uma forma poderosa e eficiente de recarregar a energia vital, acalmar a mente e o corpo.
• O desenvolvimento da verdadeira intuição é o caminho mais seguro para o discernimento e para escolhas guiadas com mais sabedoria.
• É importante regular a ambição pessoal para que ela não entre em desacordo com os interesses da sociedade.
• A necessidade de converter a ganância de possuir pela alegria de compartilhar precisa orientar nossas escolhas.


Fonte: Omnisciência – Cultura para Paz
http://www.autobiografiadeumiogue.com/
http://www.almasdivinas.com.br/links/mestres_self_realization_fellowship.htm
http://yogaganapati.blogspot.com

SRI YOGA DEVI - A DEUSA -SUPREMA DO UNIVERSO



Por: Margareth Gonçalves (Devi Dasika)

Algumas Palavras sobre a Deusa Sri Yoga-Devi

Sri Yoga-Devi é a Suprema Deusa , de infinito Poder em Sua atuação nos processos da Natureza, na evolução dos seres e dos mundos (físico e sutis). Manifestando-Se, investida com o Poder da Brahma-Shakti (a Energia de Brahman, que representa a Inteligência Cósmica Infinita), Ela atua na Criação, Preservação e Desintegração (em todos os processos deste Planeta), como Shakti tanto de Brahma, como de Vishnu e Shiva, assumindo o Aspecto de Saraswati, Lakshmi e Durga (ou Pârvati), respectivamente. Porém todos os seus nomes e vários outros pelos quais Ela é conhecida são somente descritivos de Seus Poderes de acordo com Sua atuação, sendo Ela Mesma sempre, em Seus vários Aspectos de manifestação. – Como Deusa, o Aspecto Feminino de Deus, Ela é a Divina Mãe.
Ela é o "fio de Sutratma" que liga todas as nossas intenções, emoções, desejos e etc....neste tão conhecido mundo interior, formando assim o "Tantra", a "Teia" de nossas
experimentações, através de nossos Karmas, unindo tudo e todos....

A Deusa a Quem Arjuna invoca antes da batalha, aconselhado por Sri Krishna, é a mesma Yoga-Devi em Seu Aspecto de Durga, a Deusa das guerras justas.


Ela é a criação...do Universo
Ela é a manutenção...do Universo
Ela é a transformação...do Universo

Ela é o Prana...(energia carreadora, facilitadora, que abre os caminhos do Universo, tanto externos como internos)
Ela é o Ojas...( energia da libido do Universo, esta energia é que nos traz o sentimento de "felicidade " é a nossa ocitocina !)
Ela é o Tejas...(energia do discernimento, sabedoria, sagrada-compreensão, consciência, enfim, espiritualidade)

Ela é o tudo e o nada !!!

Ela é o manifesto e o imanifestado !!!

Ela é Purusha...(Espírito,Consciência Pura, Sat, Chit, Ananda, sendo que este aspecto tbm é de energia masculina)
Ela é Mahat...(Alma Divina, Imaculada)
Ela é Prakriti...(matéria densa, formada pelos Doshas e suas qualificações Trigúnicas)

Ela é a Shakti(energia Suprema)do Universo !!!

Ela é a energia que alinhava tudo e todos através do Tantra Absoluto como um pano de fundo, bordando e tecendo a própria existência.

Ela é Aquela que pari a vida, que concretiza as vontades da minha própria fonte que é formada de energia masculina.

Ela é a força criadora do Universo !!!!

Ela é o Dharma (Lei individual, pessoal)
Ela é o Paradharma (Lei planetária)
Ela é o Paramadharma (Lei Universal)

Ela é a Lua mas tbm o Sol...

Se reconhece como Una em sua vontade e determinação do consciente que habita sua transcendência.

Ela é a motivação da intenção que gera movimento, atribuindo Karmas...

Ela é a causa dos Karmas que geram Dharmas...

A adoração à Mãe como Deusa é mais antigo que o de D'eus como Pai, mas em essência, D'eus não é masculino nem feminino, É a Realidade Absoluta !!!!!

Ela é formada de PURA LUZ, sendo incontestávelmente o EXPLENDOR de "Narayana", o D'eus de forma masculina....

Como "Yoga Devi", Ela é Maheswari, a Grande Energia Cósmica....representando a união de TODAS as manifestações femininas em nosso planeta, a junção de todas as Mães existentes em todas as Religiões, Tradições, Ciências, Artes e Filosofias....

A estampa, que representa a Deusa sobre um imenso Lótus, foi inspirada na descrição d’Ela feita pelos Mestres do Mandalam. Ela Se apresenta assim, em forma humana (em certas ocasiões importantes), como uma jovem de rara beleza, resplandecente de luz, Àqueles que A adoram e A podem ver com Visão Transcendental.

Esta tela foi pintada em São Paulo em meados dos anos 70 por Sri Vajra Yogui Dasa (Don Benjamín Guzmán Valenzuela), então Presidente da Sede Continental da Śuddha Dharma Mandalam Association, em Santiago do Chile e Instrutor Iniciático para as Américas e Europa. Foi Ele o precursor do "Suddha Raja Yoga"(metodologia de Yoga) para o Ocidente. Sendo durante muitos anos, professor de pintura e Diretor da Sociedade Nacional de Belas Artes em Santiago.

http://devidasika.blogspot.com

UM POUCO MAIS SOBRE  A DEUSA...


Yoga Devi" uma das manifestações da Grande Deusa (Shakti). Este nome não aparece nos textos indianos mais antigos, mas faz parte da linha espiritual chamada Suddha Dharma Mandalam (que significa Círculo Puro do Caminho de Vida). Nesta abordagem, as duas divindades supremas são Bhagavan Narayana (Vishnu) e Shri Yoga Devi (Lakshmi). Ela é a Deusa do Yoga e o centro de Poder (Shakti) do qual flui constantemente o amor (Prema) e a luz divina (Sattva) que conectam todos os seres espirituais mais elevados deste universo. Ela é a fonte da Energia Feminina que sustenta toda criação e toda vida. Ela é também chamada de Sutratma, e imaginada como o fio que mantém unidas as contas de um rosário indiano (mala). 
     Há uma cerimônia indiana realizada na Lua Cheia de cada mês, na qual Shri Yoga Devi e a hierarquia divina são invocadas. Ela é também homenageada no festival chamado Durga Navaratri Puja, dedicado à Grande Deusa, realizado no mês de Asvayuja (Setembro-Outubro do nosso calendário ocidental). Os três primeiros dias desse festival são dedicados a Durga (uma das manifestações de Parvati, a Shakti de Shiva), os três dias seguintes a Lakshimi (a Shakti de Vishnu) e os três seguintes a Sarasvati (a Shakti de Brahma). O décimo dia, Vijaya Dasami ou Dia da Vitória, é dedicado a Shri Yoga Devi.
     Seu mantra é "Om Hrim Yogadeviaya Namaha".


http://www.yogadevi.org/espaco.html

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