Mostrando postagens com marcador São Francisco de Assis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Francisco de Assis. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de outubro de 2011

SÃO FRANCISCO DE ASSIS / MESTRE KUTHUMI NO ESOTERISMO









 São Francisco de Assis/ Mestre kuthumi

Mestre Kuthumi foi Pitágoras o grande matemático,astrónomo e mestre da tão famosa numerologia. Este Mestre foi director do 2º Raio,o Raio amarelo dourado (representativo da Sabedoria,Equilíbrio e Iluminação),até à sua ascensão como instrutor do Mundo juntamente com Jesus no ano de 1956.

Mestre Kuthumi foi Pitágoras (500 A.C.).Ele fundou uma escola em Crofona no Sul de Itália,onde fez diversas descobertas em diversos campos da matemática,astronomia e música.Ele determinou que o Mundo era redondo,que os planetas produziam as músicas das Esferas,que o verdadeiro Ser Humano é imortal e deve reencarnar várias vezes, até conseguir atingir o seu estádio de ascensão.Nos templos bíblicos ele foi Gaspar,um dos três Reis Magos.


Poderia ter ascendido antes,mas adiou sua ascensão para ajudar a humanidade,tal como Mestre El Morya (que foi também um outro Rei Mago),afim de fazerem surgir a Teosofia.







Mais tarde, Mestre Kuthumi encarnou como S. Francisco de Assis (por volta de 1200 D C.).Tinha um grande amor pelos animais,tendo ajudado milhares deles a alcançarem o ponto em que não precisassem mais de reencarnar.Mestre Kuthumi amava não só os animais como também as plantas chegando a passar imenso tempo a contempla-las.




Em uma encarnação posterior, este Mestre participou na construção do famoso monumento "O Tajmahal" na Índia,1640 D.C. Em sua última encarnação,ele e Mestre El Morya foram instrumentados para que a Teosofia surgisse finalmente e fosse ensinada.

Mestre Kuthumi manteve uma encarnação na Índia durante 300 anos, e ascencionou ao fim desse tempo num vale das montanhas dos Himalaias cerca de 1889.

Passou em várias vidas pela Grécia,Egipto, Itália e Índia,dedicando-se em quase todas elas às mesmas coisas e aperfeiçoando-as,afim de dar conhecimento delas à humanidade.A Teosofia é desenvolvida e ensinada por várias sociedades, e a numerologia é um dos instrumentos para conhecimento do Ser Humano, e a meu ver,sendo bem aplicada, poderá ajudar os jovens a descobrir qual a área de estudos a seguir, conjuntamente com os testes psicotécnicos

Os dados aqui escritos foram tirados do livro; "Os Senhores dos Sete Raios" da Fraternidade Branca Universal



http://portugalparanormal.com



CANTICO DAS CRIATURAS - SÃO FRANCISCO DE ASSIS




Cântico das Criaturas
de São Francisco de Assis
Altíssimo e onipotente Bom Senhor
Teus são os louvores, a glória a honra e toda a benção
A Ti somente, Altíssimo, eles convém
E nenhum homem é digno de te imitar
Louvado sejas, meu Senhor, com todas as Tuas criaturas
Especialmente o senhor irmão Sol
O qual faz o dia e por ele alumia
E ele é belo, radiante, com grande esplendor de Ti
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Lua
Pelas estrelas que no céu Formaste-as claras preciosas e belas
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão vento
Pelo ar, pela nuvem, pelo sereno e todo tempo
Pelo qual dá às tuas criaturas o sustento
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água
A qual nos é muito útil úmida, preciosa e casta
Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo
Pelo qual iluminas a noite, ele é belo robusto e forte
Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã a mãe terra
A qual nos sustenta, governa e produz diversos frutos,
Flores coloridas e ervas (2x)
Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã a morte corporal
Da qual nenhum vivente pode escapar
Bendito aquele que se encontra na Tua santíssima vontade
Ao qual o mal não fará mal

Louvai e bendizei o meu Senhor
Agradeça e sirva com grande humildade
Louvai e bendizei o meu Senhor
Agradeça e sirva com grande humildade
Louvai e bendizei o meu Senhor
Agradeça e sirva com grande humildade
Louvai e bendizei o meu Senhor
Agradeça e sirva com grande humildade
Louvai e bendizei o meu Senhor
Agradeça e sirva com grande humildade

Louvai e bendizei o meu Senhor...
Louvai e bendizei o meu Senhor...
Louvai e bendizei o meu Senhor...
(...)

Que esta seja a nossa oração no dia de hoje e pelo dia de hoje!



domingo, 3 de outubro de 2010

SÃO FRANCISCO DE ASSIS - MESTRE KUTHUMI

Bem-Amada Presença Divina EU SOU em mim e Bem-Amado
Mestre Ascensionado Kuthumi " São Francisco de Assis": esta noite, enquanto o meu corpo físico estiver adormecido, mandai-me u mensageiro para conduzir-me até Vós em meus corpos sutis.

Isso feito, ensinai - me a mergulhar completamente na Chama Dourada da Iluminação e preencher a minha consciência com tudo o que devo saber, a fim de realizar o meu Plano Divino.

Providenciai, após, a minha volta ao meu corpo físico com recordação perfeita dessas instruções, afim de que o conhecimento seja real e prático, possibilitando-me a mestria no meu próprio mundo, a fim de que Eu seja um melhor veículo para os Mestres Ascensionados e meus companheiros.
Eu confio plenamente que isso seja realizado,
Bem-Amado EU SOU!
MESTRE ASCENSIONADO JESUS E MESTRE KUTHUMI
Jesus e Kuthumi através de Lynette Leckie-Clark 


MESTRE ASCENSIONADO JESUS

O Mestre Ascensionado Jesus canalizou esta mensagem através de Lynette, a fim de que a humanidade tenha uma maior compreensão do propósito da Irmandade no processo da iluminação do planeta.

Eu venho até vocês com grande alegria e amor. Um grande amor. Eu emano amor a vocês porque ele é muito necessário para todos na Terra. Muitos acreditam que conhecem o verdadeiro amor, tristemente isto não é assim. Pois as energias que envolvem o seu amor freqüentemente são limitadas pela falta de compreensão e pela sua própria insegurança. É por isto que eu tento dar este amor compassivo a todos os que me buscam.

Muitos ainda acreditam que não é possível alcançar as minhas energias, sentir a minha essência. Novamente eu digo, eu venho a todos que me buscam. Eu venho com amor e dou livremente as minhas energias de cura. Todos contêm uma chispa de luz da fonte divina, e assim todos estão conectados.

Eu encorajo o amor, a compaixão e as energias de cura a todos. Eu lhes lembro que isto também deve incluir o seu eu.

Eu vejo tantos se esquecerem de si mesmos! Eles pensam que para ser iluminado devem se doar a todos, em serviço abnegado.

Mas eu lhes digo, primeiro o coração deve estar puro e forte na fé, o corpo físico deve estar purificado e curado, e a mente deve estar aberta à consciência mais elevada. Ao cuidarem do seu próprio eu, vocês então são capazes de servirem mais aos outros, com uma intenção pura e amorosa.
Mestre Jesus 


MESTRE ASCENSIONADO KUTHUMI

O Mestre Ascensionado Kuthumi é o guardião dos antigos Mistérios Ocultos, e é também o co-protetor do Santo Graal – a antiga busca pela autoconsciência.

Mestre Kuthumi colabora no reaparecimento do conhecimento que esteve perdido para a humanidade por tanto tempo.

Ele também se empenha em auxiliar aqueles que participam de instrução religiosa, encorajando todos os interessados a abrirem o Chacra Cardíaco a fim de expressarem o Amor Incondicional a todos.

O Mestre Kuthumi atualmente compartilha o papel de Professor do Mundo. Entretanto durante a Era de Aquário, o Mestre Kuthumi assumirá plena responsabilidade por este enorme empreendimento.

Como Koot Hoomi Lal Singh ele participou da Universidade de Oxford no final de 1800 e ele se originava de Kashmir.

Como Pitágoras (582 – 500 A.C.), ele estabeleceu uma escola de mistérios no Sul da Itália que era principalmente devotada ao ensino da Matemática, da Numerologia, e à Geometria Sagrada. Criador do Juramento de Hipócrates, da Árvore da Vida, e do uso de Mandalas. Esta escola era destinada a se tornar uma Escola de Mistérios para a Fraternidade Branca.

Outra encarnação foi como Baltazar, um dos Três Reis Magos que vieram até o Menino Jesus. E ainda outra encarnação muito conhecida foi como Francisco de Assis. E novamente mais tarde como Shah Jenan, construtor do Taj Mahal.

No final do século dezenove, Mestre Kuthumi com o Mestre El Morya foram fundamentais no estabelecimento da Sociedade Teosófica para assegurar que as verdades há tanto tempo perdidas ressurgissem.

MINHAS PALAVRAS PESSOAIS A VOCÊS

Enquanto a Terra testemunhava o final de um século e o início do novo, um grande fluxo de poderosa energia foi enviado às almas em sua Terra a fim de começar o processo de iluminação em massa. Muitos sentiram este chamado a sua alma, e certamente, aqueles que responderam, despertaram, e estão, por sua vez, ajudando outras almas a se desenvolverem e a se abrirem ao conhecimento e propósito de sua alma. Seus esforços são aplaudidos por mim e pelos meus irmãos. Há muito há ser alcançado e cada um de nós aqui tem um papel a desempenhar na conquista da iluminação da Terra. Espera-se que irmão viva com irmão, que a paz seja o caminho normal, não a exceção. A música será elevada a novas alturas através do coração, e isto proporcionará a cura poderosa para o corpo emocional, mental e físico do homem. Todas as formas de controle, o ciúme e o ódio serão abandonados. Este processo já começou. Muitos na Terra estão agora ouvindo o nosso chamado de despertar para o propósito de sua alma. Para começar a mudança interior, e ensinar à nova raça de alma que passam pela Terra. Enquanto estas almas crescem em número, a mudança em massa ocorrerá no plano da Terra para o amor, a paz e a fraternidade.

E assim é uma grande alegria alcançar muitas almas em sua Terra através do meu canal, chamado Lynette. Ela foi escolhida por muitas razões, e eu posso dizer que ela superou muitas lições, e nem todas foram fáceis para ela.

Não temam esta mudança em seu plano da Terra. Por favor, não permitam que o medo os guie. Através desta ligação, nós somos capazes de guiá-los e de ajudá-los através deste tempo de transição que vocês estão vivenciando. Nós podemos lhes proporcionar um insight claro, que permita ao eu definir as suas escolhas. Espera-se que isto lhes dê mais compreensão, pois ao aprenderem e compreenderem, vocês superarão qualquer medo que tenham.

Através da compreensão vocês evoluirão.

Mestre Kuthumi 


http://pt.netlog.com/



4 DE OUTUBRO DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis (Assis, 5 de julho 1182 [1]4 de outubro de 1226), foi um frade católicoItália. Depois de uma juventude irrequieta e mundana, voltou-se para uma vida religiosa de completa pobreza, fundando a ordem mendicante dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos, que renovaram o Catolicismo de seu tempo. Com o hábito da pregação itinerante, quando os religiosos de seu tempo estavam mais ligados aos mosteiros rurais, e com sua crença de que o Evangelho devia ser seguido à risca, imitando-se a vida de Cristo, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Alguns estudiosos afirmam que sua visão positiva da natureza e do homem, que impregnou a imaginação de toda a sociedade de sua época, foi uma das forças primeiras que levaram à formação da filosofia da Renascença.[2] da
Dante Alighieri disse que ele foi uma "luz que brilhou sobre o mundo", e para muitos ele foi a maior figura do Cristianismo desde Jesus, mas a despeito do enorme prestígio de que ele desfruta até os dias de hoje nos círculos cristãos, que fez sua vida e mensagem serem envoltas em copioso folclore e darem origem a inumeráveis representações na arte, a pesquisa acadêmica moderna sugere que ainda há muito por elucidar quanto aos aspectos políticos de sua atuação, e que devem ser mais exploradas as conexões desses aspectos com o seu misticismo pessoal. Sua vida é reconstruída a partir de biografias escritas pouco após sua morte, mas essas fontes primitivas ainda estão à espera de edições críticas mais profundas e completas, pois apresentam diversas contradições factuais e quase sempre são tendenciosamente inclinadas a fazerem uma apologia de seu caráter e obras, e assim, devem ser analisadas sob uma óptica mais científica e mais isenta de apreciações emocionais do que tem ocorrido até agora, a fim de que sua verdadeira estatura como figura histórica e social, e não apenas religiosa, se esclareça. De qualquer forma, sua posição como um dos grandes santos da Cristandade se firmou quando ele ainda era vivo, e permanece inabalada. Foi canonizado pela Igreja Católica1228, e por seu apreço à natureza é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente.[3] menos de dois anos após falecer, em 1228, e por seu apreço à natureza é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente.[3]

O místico

Segundo Bernard McGinn o elemento místico no Cristianismo é aquela parte da crença e das práticas que preparam e conscientizam o indivíduo para aquilo que pode ser descrito como a presença imediata e direta de Deus, mas para Paul Lachance o misticismo pessoal de Francisco, parte tão proeminente de sua vida, até há pouco tempo vinha sendo estudado quase apenas a partir das biografias escritas sobre ele e das numerosas lendas criadas a seu respeito, com pouca atenção ao que ele mesmo expressara em seus escritos ou fora registrado a partir de suas próprias palavras - até onde é possível considerar a documentação a ele atribuída como autêntica. Mesmo na tradição cristã que o considera, obviamente, um santo, poucas vezes ele é descrito como um místico, e esse silêncio também se deve ao fato de que o estudo de sua experiência interior é extremamente difícil, pois ele poucas vezes falou diretamente no assunto e seus escritos dão apenas indicações indiretas. Nisso ele seguiu na contramão da tendência de seu tempo entre as outras Ordens religiosas, cuja literatura é muito mais abundante e explícita a esse respeito, e seu modo de ser estava muito mais relacionado com o dos cristãos primitivos, dos primeiros padres do deserto e dos patriarcas do oriente, para quem as revelações autobiográficas eram coisa estranha. Um dos documentos que dão uma primeira ideia sobre sua visão sobre a divindade é a própria Regra Primitiva, o seu primeiro credo expresso em sua pureza, a qual, embora perdido seu original, crê-se que sobreviva em fragmentos dispersos entre vários manuscritos. Nesses trechos Deus é mostrado como criador, redentor e salvador, fonte de todo o bem, e essência e objetivo último de todo o ser, sendo "uno, sem início e sem fim, imutável, invisível, indescritível, inefável, incompreensível, insondável, bendito, digno de louvor, glorioso, exaltado nas alturas, sublime, altíssimo, gentil, amável, deleitável e totalmente desejável acima de tudo para sempre". Sua atitude diante desse Deus "onipotente, santíssimo, altíssimo e supremo" era de completa sujeição e entrega, movidas por um desejo intenso de "amar, honrar, adorar, servir, louvar e bendizer, glorificar e exaltar, magnificar e agradecer", e essas cadeias de adjetivos entusiásticos são comuns em todos os seus escritos, e evidenciam que para Francisco Deus era essencialmente inapreensível e maravilhoso sob todos os aspectos, e não deixa de ser tocante o esforço que ele fazia para pelo menos em parte tentar descrever o que não podia ser descrito e menos ainda transmitido a outrem através de palavras.[65][66]

Sassetta: Êxtase de São Francisco, 1437-44. Coleção particular, Florença.
Na Epistola ad Fideles (II) (Segunda carta aos fiéis) ele enalteceu o sacramento da Eucaristia, pelo qual tinha uma especial veneração em virtude de a hóstia consagrada ser, segundo o dogma católico, o próprio corpo de Cristo transubstanciado, dado aos homens como uma lembrança perpétua de si mesmo e como dádiva de seu amor, e enfatizou não tanto a simples imitação da vida e paixão de Cristo, mas sim a importância da habitação do Deus vivo no interior de cada um através da descrição dos benefícios recebidos por aquele que obtém esse prêmio:[67][68]
"O Espírito do Senhor descansará sobre eles e fará neles habitação e morada. E serão filhos do Pai celeste, cujas obras fazem. E são esposas, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo. Somos esposas quando a alma fiel se une a Jesus Cristo através do Espírito Santo. Somos certamente irmãos, quando fazemos a vontade de seu Pai, que está no céu. Somos mães quando o carregamos em nossos corações e corpos através do amor e de uma consciência pura e sincera; damo-lo à luz através de sua santa maneira de operar, a qual deve brilhar diante dos outros como exemplo. Oh, quão glorioso, quão santo e portentoso é ter um Pai no céu! Oh! como é santo ter um esposo consolador, belo e admirável! Oh, quão santo e quão adorável, prazeroso, humilde, tranquilo, doce, amável e desejável acima de todas as coisas ter tal Irmão e Filho, que deu sua vida por suas ovelhas e orou ao Pai por nós dizendo: 'Pai santo, guarda em teu nome os que me deste' !"[69]
Mesmo dando essas descrições indiretas de suas experiências místicas, em nenhum de seus escritos ele as descreve objetivamente, e coube aos seus biógrafos fazerem extrapolações e descrições mais vívidas, cuja veracidade fica sempre sujeita ao imponderável da interpretação alheia. Entretanto, em vários pontos desses documentos posteriores parece sobreviver, discernível através da ornamentação literária, um reflexo autêntico de como apareceram para ele suas visões e êxtases, ou como suportou os frequentes ataques de seres demoníacos, tais como se narra nos Fioretti, do qual um fragmento já foi exposto antes e que descreve o abismo que ele via entre a magnificência de Deus e sua pessoa miserável. De qualquer forma, suas contemplações frequentemente revolviam em torno de trechos da Paixão que lia nos Evangelhos, e nesse sentido ele deu nascimento a uma nova forma de misticismo, o "misticismo Cristomimético" ou de imitação de Cristo, que Ewert Cousins chamou de "misticismo do evento histórico", que consiste na lembrança de um evento significativo do passado, na entrada em seu conteúdo dramático e na extração a partir dele de uma energia espiritual que eventualmente transporta o contemplador além do evento para a união com Deus. Sua própria estigmatização foi o corolário desse modo de meditar, e que depois dele foi muito explorada por outros místicos como São Boaventura e Santa Clara, e mais uma multidão de outros nos séculos seguintes.[26][67]
Por fim, o outro aspecto importante a ser analisado no seu misticismo é sua intensa e amorosa relação com a natureza, relação que o tornou modernamente em um patrono dos animais e do meio ambiente. Este aspecto é um dos que mais acusam a originalidade de sua concepção de mundo em relação ao contexto de seu tempo. Embora muitas características de seu misticismo não fossem novas, sendo encontradas nas vidas de vários espirituais anteriores, outras eram inéditas até ali - sua relação direta, pessoal e familiar com todos os elementos constituintes da Criação, sua ênfase no caráter beneficente e não neutro ou ambivalente de todas as coisas e seres do mundo natural, sua exortação literal, e não alegórica, a animais, plantas e objetos inanimados para que servissem e louvassem a Deus, sua proposta de que se criasse legislação para que o povo alimentasse as aves selvagens no inverno no mesmo espírito em que davam esmolas aos pobres, e a inclusão de animais na celebração da missa. Para Francisco toda a Criação estava intimamente interconectada, e para ele era fácil transitar de um nível espiritual para outro e apreciar os múltiplos significados que extraía de sua leitura do "livro da natureza".[70] Eric Voegelin pensa que foi por descobrir e aceitar os mais baixos estratos da Criação como partes do mundo dotadas de significado e dignidade inerentes que ele se tornou uma das figuras mais importantes da história ocidental.[45]

O hábito de São Francisco, preservado na Basílica de Assis
Essa forma de ver o mundo ficou expressa com clareza no seu Cântico ao irmão Sol, onde chamou os ventos, o sol, a lua, o fogo e outros elementos do mundo natural de irmãos e convidava a todos celebrarem juntos a maravilha do mundo e servirem com alegria o seu autor. Neste poema, que além de possuir altas qualidades estéticas marcou o nascimento da literatura vernacular italiana, ele deu um testemunho ao mesmo tempo de sua visão integrada da realidade e do amor que sentia por ela, o que transparece ainda em diversos relatos posteriores de seus biógrafos e nas inúmeras histórias onde os animais estão presentes como co-protagonistas, sempre tratados como irmãos e não raro doutrinados como se fossem pessoas, aproximando-se dele espontaneamente mesmo quando selvagens e dando sinais de compreenderem suas palavras ao obedecerem suas instruções, e nas que contam como andava reverente sobre as rochas ou admirava as flores cheio de júbilo, ou quando defendeu as árvores recomendando aos lenhadores que não cortassem seus troncos muito embaixo, a fim de que elas pudessem renascer.[71][72] O Cântico também sintetiza o significado profundo e a função essencial da prece para Francisco, o de sempre glorificar a Deus e abençoar o mundo pela palavra e pelo trabalho. A natureza para ele era digna de apreço e admiração porque era uma expressão da divindade onipresente. Mas para Leonardo Boff essa admiração não foi a causa central que o levou a reordenar e purificar sua consciência, mas sim o resultado desse processo, e diz: "Quem quer que tente imitar romanticamente São Francisco em seu amor pela natureza sem passar pelo ascetismo, pela autonegação, pela penitência e pela cruz há de cair na mais profunda das ilusões".[73] Complementando essa ideia, numa leitura psicológica de sua vida, McMichaels vê sua experiência pessoal de um Deus imanente, numa época em que a divindade era concebida apenas como transcendente, como um auxílio para que o homem contemporâneo possa transformar positivamente sua própria concepção de mundo, uma concepção cada vez mais desafiada por novas descobertas acerca da natureza última da matéria, do tempo e do espaço, e do poder das forças do inconsciente, e a compara a um processo bem sucedido de individuação por ter se baseado num senso de responsabilidade pessoal e social, por ter compreendido e aceitado a necessidade da luta, da dor e do esforço pelo aperfeiçoamento, e por dar origem a um corpo de valores coletivos integradores.[74]

O cântico ao irmão Sol



Altíssimo, onipotente e bom Senhor, a ti subam os louvores, a glória e a honra e todas as bênçãos!
A ti somente, Altíssimo, eles são devidos, e nenhum homem é sequer digno de dizer teu nome.

Louvado sejas, Senhor meu, junto com todas tuas criaturas, especialmente o senhor irmão sol, que é o dia e nos dá a luz em teu nome
.
Pois ele é belo e radioso com grande esplendor, e é teu símbolo, Altíssimo
.
Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã lua e as estrelas, as quais formaste claras, preciosas e belas.

Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão vento, e pelo ar, pelas nuvens e o céu claro, e por todos os tempos, pelos quais dás às tuas criaturas sustento.

Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã água, que é tão útil e humilde, e preciosa e casta.

Louvado sejas, Senhor meu, pelo irmão fogo, por cujo meio a noite alumias, ele que é formoso e alegre e robusto e forte.

Louvado sejas, Senhor meu, pela irmã, nossa mãe, a terra, que nos sustenta e nos governa, e dá tantos frutos e coloridas flores, e também as ervas.

Louvado sejas, Senhor meu, por aqueles que perdoam por amor a ti e suportam enfermidades e atribulações.

Benditos aqueles que sustentam a paz, pois serão por ti, Altíssimo, coroados.

Louvado sejas, Senhor meu, por nossa irmã, a morte corpórea, da qual nenhum homem vivo pode fugir
.
Pobres dos que morrem em pecado mortal! e benditos quem a morte encontrar conformes à tua santíssima vontade, pois a segunda morte não lhes fará mal
.
Louvai todos vós e bendizei o meu Senhor, e dai-lhe graças, e o servi com grande humildade!
[75]


Fonte Wikipédia

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails