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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O SOM É SAGRADO


O bater do tambor, o sopro da flauta, o toque do sino e do gongo. Em cada ritual, os instrumentos musicais abrem portas para a elevação da consciência. Corpo, mente e espírito se revigoram com esses sons celestiais.
A música toca o coração de diversas formas, trazendo alegria, tristeza, melancolia, euforia. E essa força transformadora se amplifica por meio dos instrumentossagrados, presentes nos rituais religiosos desde tempos remotos. 

Esses sons, sim, têm poder. Batidas de tambores e toques de gongos, repetidos sucessivamente, elevam o espírito e conduzem o ouvinte a estágios alterados de consciência, como transes e estados meditativos. Ao apaziguar, promovem o bem-estar físico e mental. Esse conhecimento já era compartilhado pelos xamãs, uma mistura de sacerdote, feiticeiro e adivinho que curava e afastava os maus espíritos usando a música. 

Os antigos reconheciam nos sons remédios para os males do corpo e da alma. Há cerca de 2,5 mil anos, o filósofo grego Platão proclamava seus efeitos terapêuticos, frisando a virtude deles ao aprimorar o caráter, a saúde e o raciocínio. No âmbito do sagrado, esse vigor é ainda maior. O som do instrumento ritualístico faz parte de uma experiência coletiva, enraizada no imaginário dos povos. Embora cada ouvinte reaja de maneira particular, as vibrações unem os indivíduos em sua essência mais primitiva, além do intelecto. 

Nesses objetos, formatos, materiais e jeitos de serem manipulados contribuem para um tipo de efeito em nível inconsciente. “Como os sinos das igrejas, que, segundo o toque, agregam ou dispersam os fiéis”, explica a musicoterapeuta Ana Carla Estevez Balthazar.
Diferente da música linear, em que acordes se encadeiam formando a melodia, os sons sacros são longos, repetitivos e retomam a nota fundamental. Por isso, ajudam a mente a se desligar do mundo externo. 

Conheça a seguir instrumentos sagrados de várias doutrinas.

 
NA BATIDA DO TAMBOR, A VIAGEM DO XAMÃ
No xamanismo, um conjunto de crenças originado há milhares de anos, centrado na figura do xamã, o toque do tambor representa o pulsar do coração da Mãe Terra, um som primordial que reverbera no inconsciente de cada pessoa.“Esse instrumento é o meio de transporte dos iniciados para outros níveis de consciência por meio do qual são feitas as viagens de autoconhecimento e cura”, explica Vânia Corveloni, terapeuta do Paz Géia Instituto de Pesquisas Xamânicas, de São Paulo.“Por isso, chamamos o tambor de cavalo do xamã”, completa Carminha Levy, psicóloga e fundadora do instituto. 

Feitos de madeira e pele, os tambores provocam alterações no sistema nervoso e conduzem ao transe, de acordo com o toque.“O som ativa uma região cerebral que guarda nossas memórias ancestrais e os arquétipos, imagens psíquicas compartilhadas por toda a humanidade”, salienta Carminha Levy. 


Nas viagens conduzidas ao som do tambor, a expansão da percepção e da sensibilidade traz sensação de apaziguamento e bem-estar e, alguns acreditam, atenua até males físicos.
Cada instrumento é confeccionado especialmente pelo xamã.O couro, a madeira, as penas usadas como enfeites, tudo é escolhido segundo a intuição e consagrado em rituais e preces, conta Vânia Corveloni.O resultado é sempre único, inclusive em termos de sonoridade.“Às vezes, faço dois tambores do mesmo tamanho e material, e os timbres resultam completamente diferentes”, afirma.
 

Nos rituais, os xamãs batem o tambor não apenas com a baqueta mas também com o maracá, outro instrumento com funções mágicas. “Além de afastar a negatividade, o som do chocalho reúne pedacinhos de nossa alma que ficam perdidos no dia-a-dia, em meio a mágoas, traumas e doenças”, diz a terapeuta. 





O GONGO CHINÊS CONVOCA OS SERES ILUMINADOS
Chamado ta tching, o gongo de metal é um instrumento central do cerimonial do budismo chinês – essa religião, de origem indiana, fundada pelos seguidores de Buda, chegou à China mais de 2 mil anos atrás.Em formato de uma grande tigela, é bem diferente do disco metálico popularmente conhecido por gongo chinês, presente inclusive em orquestras sinfônicas. Para batê-lo, usa-se um bastão de madeira e borracha.
O toque do ta tching assinala o início das cerimônias budistas.“São geralmente três batidas, e a cada uma delas acende-se um incenso”, conta o mestre Hui Hou, do Templo Zu Lai, de Cotia, em São Paulo, orientador pedagógico da universidade local. 


Esse som profundo e solene, segundo Hui Hou,“comove e pacifica o espírito de quem o escuta”. E também convida os seres celestiais, como os budas e bodisatvas, a se reunir e participar dos cultos.Eles, por sua vez, têm diversas finalidades no cotidiano dos templos e centros budistas: homenagear e atrair bênçãos de seres iluminados, fazer oferendas e celebrar o amor, a compaixão e o arrependimento, que estão nos fundamentos da filosofia.“Nessas ocasiões, tocar o instrumento representa uma enorme responsabilidade, reservada apenas ao religioso que vai conduzir o ritual”, completa Hui Hou. 




JACUÍ, O SOPRO MÁGICO INDÍGENA
Apesar dos diferentes costumes entre as tribos, os índios brasileiros de modo geral consideram os instrumentos musicais como meios de ligação com o mundo espiritual. “Flautas, maracás e tambores são usados nos rituais tanto para exorcizar espíritos malignos como para curar doenças e atrair a proteção para a aldeia”, explica o artista plástico Walde-Mar, pesquisador e coordenador do Centro de Informação da Cultura Indígena (Cici), de Embu das Artes, em São Paulo.
Entre esses objetos mágicos, o jacuí aparece como o traço comum entre os grandes grupos étnicos da região do Alto Xingu – aruaque, karib e tupi –, no Mato Grosso. A flauta, feita de madeira, com duas partes unidas com cera de abelha e embira (a casca de um cipó chamado embé), tem a faculdade de evocar proteção e boas energias para a tribo. Seu sopro acorda os bons espíritos que habitam o fundo dos rios – onde as flautas recém-confeccionadas têm de descansar para então serem vedadas com cera. “Nos rituais, antes de tocado, o jacuí recebe sempre um banho de água limpa”, lembra Walde-Mar. 


Como usar a flauta é privilégio masculino, ela deve ficar bem escondida, embalada em esteiras de palha, na oca do dono. Ou então ser guardada na habitação coletiva que abriga os jovens solteiros. As índias podem ouvir o sopro do jacuí, mas nunca ver o instrumento, segundo Walde-Mar. “Uma mulher flagrada olhando para ele costuma ser severamente castigada”, conta o estudioso.
Diz a lenda que, em tempos míticos, os homens roubaram das mulheres os instrumentos musicais, símbolos de poder. A partir daí elas foram condenadas a participar também dos trabalhos pesados da aldeia, como fazer as colheitas e carregar a lenha. 







SINOS TIBETANOS CURAM E APAZIGUAM
Repletos de símbolos, os instrumentos musicais são objetos ritualísticos de vital importância no budismo do Tibete, outra vertente da religião nascida na Índia com base nos ensinamentos de Buda. Sinos, tambores e chocalhos, feitos de ligas de metal (especialmente bronze), desempenham funções distintas nos ritos. 

Cada som canaliza um tipo de energia sutil. Por isso, os instrumentos são usados de formas diferentes em bênçãos, festas e cerimônias fúnebres, limpando o ambiente ou evocando os seres espirituais”, conta o lama Karma Zopa Norbu, fundador do centro de estudos e práticas budistas Jardim do Dharma, em São Paulo. Acredita-se que muitos desses instrumentos são tão antigos quanto o próprio budismo. Alguns servem especificamente para invocar entidades masculinas (caso do tambor damaru) e outros apenas as femininas (como os sinos), segundo o lama. 

O milenar conhecimento do poder dos sons também é explorado com fins terapêuticos.Ao mexer profundamente com o corpo e a mente, as vibrações de sinos e címbalos, por exemplo, estimulam a meditação e trazem o bem-estar. Sozinhos ou em conjunto com exercícios e vocalizações de mantras, ajudam a aliviar tensão, depressão, fobias e medos.“Ouvi-los acalma e induz ao relaxamento profundo”, diz Zopa Norbu. 

Pesquisas mostram que esses sons diminuem até o nível da pressão sanguínea. Em algumas terapias, tais objetos são colocados diretamente sobre a pessoa a fim de alinhar os chacras (os centros de energia do corpo, segundo as filosofias orientais). 

REPORTAGEM: WILSON F. D. WEIGL E RICARDO SANTHIAGO

A MÚSICA É UM CÓDIGO



A música é um código. Código secreto. Secreto porque é um símbolo. Símbolo que se acentua através de suas linhas e espaços formando um som. O som que é a palavra das vozes que habitam em outra esfera. Quem pensa e não acredita que o mundo dos espíritos não existe então aprende rezar aos santos. Santos são espíritos, almas que se foram e habitam muito perto de Deus. Mas que Deus é este senão uma linha de contato chamado onda?
Deus é uma onda que reverbera o seu som através das linhas das esferas. O som vem e forma imagem. São chamados de configurações. Símbolos. Estes símbolos que traduzem as impressões, como se diz na música, é outro vocabulário que os homens hesitam em querer descodificar. Tanto as notas musicais, assim como a matemática e outras línguas que mais parecem códigos como o árabe, chinês, japonês, todas são impressões. Grafia. Escritos.


Na simbologia do homem tem que aprender a ler as notas musicais e seus valores para se expressar através de um instrumento musical. Hoje em dia esse intrumento musical está ficando muito longe porque temos outros mecanismos, instrumentos como o computador que já emitem sons sem que alguém precise ir para um instrumento musical e executar uma peça. Quando você fala, emite um som. Esse som são os símbolos conhecidos porque você entende a linguaguem que está se passando através de um entendimento de códigos. Isto relembrando que as palavras são códigos. Se as palavras que são sons emitem uma frase qual é a diferença de uma frase musical? São ondas. Ondas cobertas de sons que são transformadas num vocabulário. Vindo de um outro Plano as notas musicais formam as palavras vindo de uma esfera. Esta esfera chama-se Plano dos Códigos Secretos, através de uma sintonia com o Mestre Maior: o arquiteto do Universo. Uns o chamam de Deus, outros de um grande sol, outros de Buda, e assim por diante. Não interessa neste momento dar nome a nada. Basta cada um compreender que os códigos secretos são sons emitidos por carregamentos de ondas. As ondas crescem e diminuem por isso podemos chamá-las de altura.


Não vamos aqui tentar passar nada a ninguem. Queremos apenas com este texto passar uma abertura a quem se interessar para crer que os hemisférios, meridianos do cérebro, conseguem captar as informações vindo de uma outra dimensão. Assim se dá o resultado da materialização dos sons formando as imagens. Quer simplificar? É assim que foi feito o mundo. Através das ondas formando símbolos, sons que se atraíram materializando as imagens e cores. Por isso, nesta simplicidade de palavras que agora transcrevo ditado de um outro plano, digo-lhes: se quiser acreditar, tudo bem. Não desejando, não abra mais este site e fique na sua. Por aqui vou jogar no tempo o que virá de outro Plano como resultado das impressões. Nada mais por hoje.


Um conselho: mantras são pedidos, orações com ritmo que emanados com vibração superior podem materializar uma imagem. Afinal, o que é o pensamento senão a materialização do que você vive?


Pense e veja quem você é. Fique na escuta e vibre com o reverberar de sons emitidos por ondas de outra dimensão que incessantemente estão enviando a cada homem e mulher na Terrra para que descubram que SER é PERMANECER.


O EU SOU é um pensamento e uma causa. Causa de efeito do que pensa e vibra.


Obrigado por ler esta matéria. Foi ditada do Plano Etéreo.

Por: Violeta Vitória através de Ludwig van Beethoven.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A influência da música em sua vida!


O organismo físico e emocional não suporta a dissonância rítmica, um perigo mortal para todos os seres vivos.
A tendência natural é de acomodação do ser vivo a qualquer ruído externo próximo. E, por esse motivo, devemos evitar certos barulhos e sons se quisermos o relaxamento.
A música ajuda na interiorização da mente. Estimula a reflexão. Descansa a mente.
Fizeram uma pesquisa com um peixinho de aquário. Ele precisa de 43 aspirações por minuto para não morrer asfixiado. Colocaram um aparelho próximo ao aquário na frequênciade 40 tic tacs por minuto. O peixe foi para um local mais silencioso do aquário, porque seu organismo teria que se adaptar ao ruído e sua respiração iria cair. Se o ruído prosseguisse ele morreria asfixiado.
Assim também acontece conosco. Os seres humanos se adaptam aos ruídos locais, principalmente o coração e a respiração.
No final de qualquer balada o que o DJ faz? Começa a diminuir o ritmo, a freqüência rítmica das músicas para desacelerar os jovens.
Já observou o ritmo da música das baladas e festas have?
Tum, ta , Tum, como as batidas do coração. O som é tão alto e acelerado que alguns jovens tomam bebidas estimulantes, muito álcool para entrar no ritmo. O que pode ser muito perigoso para a saúde. Dançar faz bem, mas aliar drogas à dança e a música, uma faca de dois gumes.
E, por esse motivo, se você sofre de insônia não ouça rock antes de dormir. Vai excitá-lo ainda mais.
A música barroca induz ao relaxamento, diminui as batidas do coração e a respiração naturalmente. Está nervoso? Ouça música barroca e nem precisará induzir seu corpo a relaxar. Ele fará isso imediatamente.
estimulam a mente.
Quer melhorar seu aprendizado?
Ouça "As quatro estações de Vivaldi".
Quer relaxar e esvaziar a mente?
Ouça sons da natureza, como barulho de água e cachoeira.
Quer ficar reanimado?
Sons da Enia, Yanni e por aí vai.
Cuide do seu corpo ouvindo música!
A música é vida!
É saúde!
 
 

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