Um mestre estava viajando com um de seus discípulos. O discípulo estava encarregado de cuidar do camelo. Chegaram à noite, cansado, a uma pousada de caravanas.
Era tarefa do discípulo amarrar o camelo, mas ele não se importou com isso e deixou-o solto do lado de fora. Simplesmente fez uma prece a Deus:
“Cuide do Camelo”, e adormeceu.
Pela manhã, o camelo havia desaparecido, roubado ou desgarrado, não importa.
O Mestre perguntou: Onde está o camelo?
E o discípulo respondeu: Eu não sei. Pergunte a Deus. Eu disse a Alá para tomar conta do camelo, e eu estava tão cansado que não sei o que aconteceu. E tampouco sou responsável, porque disse a Alá, e bem claro! Você está sempre ensinando: “confie em Alá”, e eu confiei.
O Mestre falou: “Confie em Alá, mas amarre seu camelo antes, porque Alá não tem outras mãos além das suas”.
Observação: Lembre-se de que suas mãos representam as mãos de Deus.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O AMOR
Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor vos coroa,
também deve crucificar-vos.
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor vos coroa,
também deve crucificar-vos.
E sendo causa do crescimento,
deve cuidar também da poda.
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais tenros
que tremem ao sol,
também penetrará ate às raízes
sacudindo o seu apego a terra.
Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do palhiço.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.
deve cuidar também da poda.
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais tenros
que tremem ao sol,
também penetrará ate às raízes
sacudindo o seu apego a terra.
Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do palhiço.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer
os segredos do vosso coração,
e por este conhecimento
vos tornardes um bocado
do coração da Vida.
para poderdes conhecer
os segredos do vosso coração,
e por este conhecimento
vos tornardes um bocado
do coração da Vida.
Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair da eira do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair da eira do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor
basta ao amor.
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor
basta ao amor.
Quando amardes, não digais:
-Deus está no meu coração,
mas antes:
- Eu estou no coração de Deus.
-Deus está no meu coração,
mas antes:
- Eu estou no coração de Deus.
E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos julgar dignos,
marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amardes, e tiverdes desejos,
deverão ser estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência
do amor, e sangrar
de bom grado e alegremente.
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos julgar dignos,
marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amardes, e tiverdes desejos,
deverão ser estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência
do amor, e sangrar
de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com um coração alado
e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo
com gratidão;
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado
e um canto de louvor na boca.
e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo
com gratidão;
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado
e um canto de louvor na boca.
in "O Profeta"
de Khalil Gibran
de Khalil Gibran
QUEM SÃO OS TUAREGUES

Os tuaregues são um grupo étnico da região do Sahara que falam uma língua berber.
Estes nômades do deserto do Sahara cruzam as terras de areia montados em camelos.
Vivem numa terra onde assuntos como vida e morte são sempre preponderantes. Um povo orgulhoso e com um olhar severo e penetrante por fora de seus turbantes. Sua riqueza são carneiros, cabras e os poucos instrumentos que eles precisam para viver. Vivem em pequenas tendas e se mudam com freqüência sempre procurando por pasto novo para seus rebanhos domésticos.
Este estilo de vida não se modificou por séculos.
Usam a linhagem materna embora não sejam matriarcais. São os homens que não dispensam um véu azul índigo característico, o tagelmust, que usam mesmo entre os familiares. Dizem que os protege dos maus espíritos, e tem a função prática de proteger contra a inclemência do sol do deserto e das rajadas de areia durante suas viagens em caravana. Usam como um turbante que cobre também todo o rosto, exceto os olhos. As comunidades de tuaregues têm por norma oferecer chá de menta aos grupos de turistas.
Alguns deles formam caravanas para cruzar o deserto do Saara e comercializar sal e cobre do norte da África por ouro do Golfo da Guiné. A história dessa rota de caravanas é muito antiga. Houve um tempo em que a cultura islâmica era transmitida através dessa rota e esta também foi a trilha pela qual escravos negros foram trazidos da África para os países mediterrâneos.
Até hoje os tuaregues vagam por essa trilha juntamente com outros nômades da Arábia Saudita trazendo mercadorias e cultura cruzando o deserto.

A região que aparentemente sempre viveram é no noroeste africano, principalmente no deserto do Sahara, do sul da Argélia ao norte de Mali no lado leste da Nigéria. Podem ser encontrados, todavia, em praticamente todas as partes do deserto.

A língua tamasheq é o principal elo que os caracteriza como povo em comum, mais do que a raça ou linhagem genética. Provavelmente têm parentesco com egípcios e marroquinos, com quem compartilham trechos culturais e a religião muçulmana. Mas não são árabes, são "berberes" e usam esse alfabeto.
Antes de se tornarem pacíficos como são atualmente, os Tuaregues cobravam pedágios altíssimos dos outros viajantes, assaltando e massacrando os que deixavam de pagar. Em 1946, com a chegada de novos governos, eles entraram em guerra por sua liberdade (o que acabou com aproximadamente quarenta mil Tuaregues mortos, incluindo mulheres e crianças). Agora dedicam-se principalmente à música, ao artesanato e ao pastoreio de animais como os camelos e dromedários.

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AMOR TUAREGUE
Oh!
Linda Gazela!
...Dos desertos
Que levas a vida nas terras áridas
A se esconder
entre as sombras das
flores do deserto...
...Que tens a vida desenhada
nas areias escaldantes
Necessitas hoje de um oásis
um acaçá - um alívio
Para teu cansaço...
Ora declamados em seus versos
Adornados em rimas
de
dores e solidão...
...Bem sei que tens provado
Do sol escaldante em teus dias
E das noites o frio
que te toma a
alma em solidão...
Agora te aquiete...
Venhas te achegues
a minha tenda
Banhar-te-ei
Descansarei teu corpo
Mostrar-te-ei
as estrelas a brilhar
em minhas noites...
...Venhas agora debicar
deste banquete
a Ti
preparado
Com tâmaras arejadas
escolhidas em meu jardim
Agua fresca a te refrescar
E frutas doces para te adoçar...
...Ah!
também uma boa porção
de meu amor...
Oh!
Pequena Gazela
a me encantar
Delicada Tu és
Como flor do deserto...
Que tens perfume a perfumar
A vida deste
Tuaregue
Em deserto
Morar.
Jmal
Poema
Amor Tuaregue
by Jmal
Autor - José Maurício Alves Leal
07-07-2010 - Sampa
TUAREGUE
Na areia branca do deserto escaldante
Ele nasceu, cresceu guerreando
Caminhando dia e noite
No deserto sem errar
Pois com muita fé e com ele só para pra orar
Pois pela direção do sol e das estelas
No oásis escondido, água ele vai achar
Pois o homem de véu azul o prometido de aláh
Pois ele é guerreiro
Ele é bandoleiro
Ele é justiceiro
Ele é mandingueiro
Ele é o tuareg
Galopando seu cavalo preto brilhante
Ele vem todo de azul orgulhoso e confiante
Trazendo seu rifle embalado cimitarra tira colo
Sempre pronto para o que der e o que vier
Pois ele é sentimental, é humano, é nobre,
é mouro, é muçulmano
Ele nasceu, cresceu guerreando
Caminhando dia e noite
No deserto sem errar
Pois com muita fé e com ele só para pra orar
Pois pela direção do sol e das estelas
No oásis escondido, água ele vai achar
Pois o homem de véu azul o prometido de aláh
Pois ele é guerreiro
Ele é bandoleiro
Ele é justiceiro
Ele é mandingueiro
Ele é o tuareg
Galopando seu cavalo preto brilhante
Ele vem todo de azul orgulhoso e confiante
Trazendo seu rifle embalado cimitarra tira colo
Sempre pronto para o que der e o que vier
Pois ele é sentimental, é humano, é nobre,
é mouro, é muçulmano
PROVERBIO ÁRABE
Não diga tudo o que sabes
Não faças tudo o que podes
Não acredite em tudo que ouves
Não gaste tudo o que tens
Porque: Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;
Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.
Não faças tudo o que podes
Não acredite em tudo que ouves
Não gaste tudo o que tens
Porque: Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;
Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.
BEDUINO

Nem ouro, nem prata, é areia,
É nela que o povo vagueia,
No solo escaldante abençoado,
Do Profeta que veio aliado.
A energia que da terra emana,
Do astro que mostra a sua chama,
Da fé dos povos sofridos,
Da luta dos homens aguerridos.
Do sacar do credo e das almas
Do benzer que agora te acalmas,
Das mãos abraças pela vitória,
Dos dedos atados pela glória.
É dele que forjado pela procura,
É por ele que se torce a loucura,
O espírito dos remanescentes,
Os arreios dos seus expoentes.
É no alto da sua montaria,
Que enche a carne vazia,
É meu o teu calado destino,
Sou eu, o homem beduíno.
Poesia de Alanam Muad D!b
Do astro que mostra a sua chama,
Da fé dos povos sofridos,
Da luta dos homens aguerridos.
Do sacar do credo e das almas
Do benzer que agora te acalmas,
Das mãos abraças pela vitória,
Dos dedos atados pela glória.
É dele que forjado pela procura,
É por ele que se torce a loucura,
O espírito dos remanescentes,
Os arreios dos seus expoentes.
É no alto da sua montaria,
Que enche a carne vazia,
É meu o teu calado destino,
Sou eu, o homem beduíno.
Poesia de Alanam Muad D!b
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