sábado, 16 de outubro de 2010

MAGIA PRÁTICA PARTE II

 
Pressupondo-se que o exercício anterior foi suficientemente elaborado e que você já consegue dominar a sua prática, podemos prosseguir com mais uma instrução, que é a instrução mental.
Já aprendemos a controlar nossos pensamentos. O exercício seguinte consiste em não permitir que pensamentos insistentes e indesejados aflorem em nossas mentes. Por exemplo, ao retornarmos à nossa vida privada a familiar, devemos estar em condições de evitar as preocupações ligadas ao nosso trabalho profissional. Todos os pensamentos que não pertencem à nossa vida privada devem ser desligados, e devemos imediatamente nos transformar em outras pessoas. E vice-versa, na nossa atividade profissional devemos direcionar nossos pensamentos exclusivamente ao trabalho e não permitir que se desviem para outros locais, como o ambiente doméstico ou privado, ou qualquer outro. Isso deve ser exercitado até transformar-se num hábito.
Devemos sobretudo habituar-nos a executar nossas tarefas, no trabalho ou na vida privada, com a máxima consciência, sem levar em conta o fato de se tratar de algo grande, importante, ou de uma coisa insignificante, pequena. Esse exercício deve ser cultivado ao longo de toda a vida, pois ele aguça a mente a fortalece a memória e a consciência, além de proporcionar maior possibilidade de realizar cada coisa com a máxima atenção e, por conseguinte, perfeição. Vale à pena!

Depois de obtermos certa prática na execução desse exercício, podemos passar ao próximo, que consiste em fixar uma única idéia por certo período de tempo, e reprimir com firmeza outros pensamentos que vêm se juntar a ela na mente, com violentos sobressaltos.
Escolha um pensamento ou uma idéia qualquer de sua preferência, ou então uma imagem. Fixe-a com toda a força, e rejeite energicamente todos os outros pensamentos que não tenham nada a ver com os do exercício. No início, você só conseguirá fazer isso por alguns segundos, e posteriormente, por alguns minutos. Você tem que conseguir fixar um único pensamento a acompanhá-lo por no mínimo dez minutos seguidos.


Se for bem sucedido em seu intento, estará maduro para mais um exercício, que consistirá no aprendizado do esvaziamento total da mente.
Deite-se confortavelmente num sofá ou numa cama, ou então sobre uma cadeira reclinável, a relaxe o corpo inteiro. Feche os olhos. Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes. Em sua mente não deve haver nada, somente o vazio total. Fixe esse estado de vazio total, sem se desviar ou se distrair. No início você só conseguirá manter isso durante alguns segundos, mas exercitando-se constantemente conseguirá um melhor desempenho. O objetivo do exercício será alcançado quando você conseguir manter-se nesse estado durante dez minutos completos, sem se distrair ou adormecer.

Seus sucessos, fracassos, tempos de duração dos exercícios e eventuais perturbações deverão ser anotados cuidadosamente num diário “mágico”. Esse diário servirá para o controle pessoal de sua escalada. Quanto mais consciencioso você for na consecução dos exercícios aqui descritos, tanto melhor será a sua assimilação dos restantes.
Elabore um plano preciso de trabalho para a semana entrante ou para o dia seguinte. E principalmente, cultive a auto-crítica.



Introspecção e Auto-Conhecimento

Em nossa casa, assim como em nosso corpo e nossa alma, precisamos sempre saber o que fazer a como fazê-lo. Por isso nossa primeira tarefa é nos conhecermos a nós mesmos. Todo sistema iniciático, de qualquer tipo, sempre impõe essa condição. Sem o auto-conhecimento não existe uma escalada verdadeira.
Adote um diário mágico e tome nota de todas as facetas negativas de sua alma. Esse diário deve ser de seu uso exclusivo e não deve ser mostrado a ninguém; é um livro de controle, só seu. No autocontrole de seus defeitos, hábitos, paixões, impulsos a outros traços desagradáveis de caráter, você deve ser rígido e duro consigo mesmo. Não seja condescendente consigo próprio, não tente embelezar nenhum de seus defeitos e deficiências. Medite a reflita sobre si mesmo, desloque-se a diversas situações do passado para lembrar como você se comportou aqui ou ali, quais os defeitos e deficiências que surgiram nessa ou naquela situação. Tome nota de todas as suas fraquezas, nas suas nuances e variações mais sutis. Quanto mais você descobrir, tanto melhor. Nada deve permanecer oculto ou velado, quer sejam defeitos e fraquezas mais evidentes ou mais sutis. Aprendizes especialmente dotados conseguiam descobrir centenas de defeitos nos matizes mais tênues; dispunham de uma boa capacidade de meditação e de penetração profunda na própria alma. Lave a sua alma até que se purifique, dê uma boa varrida em todo o seu “lixo”.
Essa auto-análise é um dos trabalhos mágicos prévios mais importantes. Muitos sistemas ocultos negligenciam-no, a por isso também têm pouco sucesso. Esse trabalho prévio na alma é a coisa mais importante para o equilíbrio mágico, pois sem ele não há possibilidade de uma escalada regular nessa evolução. Por exemplo, hoje em dia temos a famosa transmutação, mas a maioria mal sabe o que transmutar em si, então generaliza: “que a chama violeta transmute minhas energias negativas, meus defeitos, etc”... ora, se o auto-conhecimento fosse utilizado, os efeitos transmutativos seriam bem mais rápidos e precisos. Devemos dedicar alguns minutos de nosso tempo, na parte da manhã a também à noitinha, ao exercício de nossa autocrítica. Dedique-lhe também alguns instantes livres de seu dia; use esse tempo para refletir intensamente se ainda há alguns defeitos escondidos, a ao descobri-los coloque-os imediatamente no papel, para que nenhum deles fique esquecido. Sempre que topar com algum defeito, "Não hesite, anote-o imediatamente!"
Caso você não consiga descobrir todos os seus defeitos em uma semana, prossiga por mais uma semana com essas pesquisas até que o seu assim chamado "registro de oportunidades" esteja definitivamente esquematizado. Depois de conseguir isso em uma ou duas semanas passe para o exercício seguinte. Através de uma reflexão precisa, tente atribuir cada um dos defeitos a um dos quatro elementos. Arranje um símbolo, em seu diário, para cada um dos elementos, a anote abaixo dele os defeitos correspondentes. Coloque aqueles defeitos sobre os quais você tiver alguma dúvida, sob a rubrica "indiferente". No decorrer do trabalho de desenvolvimento, você terá condições de determinar o elemento correspondente a cada um de seus defeitos.
Assim por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo os seguintes defeitos: irritação, ódio, ciúme, vingança, ira. Ao elemento ar atribuirá a leviandade, a fanfarronice, a supervalorização do ego, a bisbilhotice, o esbanjamento; ao elemento água, a indiferença, o fleugmatismo, a frieza de sentimentos, a transigência, a negligência, a timidez, a teimosia, a inconstância. Ao elemento terra atribuirá a susceptibilidade, a preguiça, a falta de consciência, a lentidão, a melancolia, a falta de regularidade.
Na semana seguinte, reflita sobre cada um dos símbolos e divida-os em três grupos. No primeiro grupo coloque os defeitos mais evidentes, que o influenciam com mais força, e que surgem já na primeira oportunidade, ou ao menor estímulo. No segundo grupo coloque aqueles defeitos que surgem mais raramente e com menos força. E no terceiro, na última coluna, coloque finalmente aqueles defeitos que chegam à expressão só de vez em quando e em menor escala. Isso deve ser feito desse modo também com todas os outros símbolos de elementos, inclusive com os defeitos indiferentes. Trabalhe sempre escrupulosamente, e você verá que vale a pena!
É exatamente desse modo que devemos proceder com as características boas de nossa alma. Elas também deverão ser classificadas sob as respectivas rubricas dos elementos; e não esqueça das três colunas. Assim, por exemplo, você atribuirá ao elemento fogo a atividade, o entusiasmo, a determinação, a ousadia, a coragem. Ao elemento ar atribuirá o esforço, a alegria, a agilidade, a bondade, o prazer, o otimismo, e ao elemento água a sensatez, a sobriedade, o fervor, a compaixão, a serenidade, o perdão, a ternura. Finalmente, ao elemento terra atribuirá a atenção, a perseverança, a escrupulosidade, a sistematização, a sobriedade, a pontualidade, o senso de responsabilidade.
Através desse trabalho você obterá dois espelhos astrais da alma, um negro com as características anímicas ruins, e um branco com os traços bons e nobres do seu caráter. Esses dois espelhos mágicos devem ser considerados dois autênticos espelhos ocultos, e afora o seu proprietário, ninguém tem o direito de olhar para eles. Devemos observar mais uma vez que o seu proprietário deve estar motivado a trabalhar de modo preciso e consciencioso no seu espelho mágico verdadeiro. Caso lhe ocorra, ao longo de seu trabalho de evolução, mais uma ou outra característica boa ou ruim, ele ainda poderá incluí-la sob a rubrica correspondente. Esses dois espelhos mágicos dão ao mago a possibilidade de reconhecer, com bastante precisão, qual dos elementos é o predominante em seu caso, no espelho branco ou no negro. Esse reconhecimento é necessário para se alcançar o equilíbrio mágico, e mesmo a evolução posterior do aprendiz será sempre guiada por ele.

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MAGIA PRÁTICA PARTE I

 
"O que está em cima é também o que está embaixo"

De acordo com a doutrina hindu os quatro Tattwas mais densos formaram-se a partir do quinto Tattwa, o princípio akáshico. Por isso o Akasha é o princípio original, e é considerado como a quinta força, a assim chamada quintessência.

O Princípio do Fogo
Como tivemos oportunidade de mencionar, o Akasha, ou Princípio Etérico, é a origem da criação dos elementos. O primeiro elemento que de acordo com os escritos orientais nasceu do Akasha, é Tejas, o princípio do fogo. Esse elemento, como todos os outros, não age só em nosso plano denso, material, mas em tudo o que foi criado. As características básicas do princípio do fogo são o calor e a expansão; é por isso que no começo da criação tudo era fogo a luz. A bíblia também diz: "Fiat lux - que se faça a luz". Naturalmente a base da luz é o fogo. Cada elemento, inclusive o fogo, possui duas polaridades, a ativa e a passiva, como Plus e Minus (mais e menos). A Plus é a construtiva, criadora, geradora, enquanto que a Minus é a desagregadora, exterminadora.
Sempre se deve considerar essas duas características básicas de cada elemento. As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas em princípio o bem e o mal não existem, eles são apenas conceitos da condição humana. No Universo não existem coisas boas ou más, pois tudo foi criado segundo leis imutáveis. É justamente nessas leis que se reflete o princípio divino, a só na posse do conhecimento dessas leis é que podemos nos aproximar do divino.
A explosão é inerente ao princípio do fogo, e será definida como fluido elétrico para fins de formação de uma imagem. Sob esse conceito nominal compreende-se não só a eletricidade material, densa, apesar de ter com esta uma condição análoga, como veremos a seguir. Naturalmente torna-se claro para qualquer pessoa que a característica da expansão é idêntica à da extensão. Esse princípio do elemento fogo é ativo e latente em tudo o que foi criado, portanto em todo o Universo, desde o menor grão de areia até as coisas visíveis e invisíveis mais elevadas.

O Princípio da Água

No tópico anterior tomamos conhecimento da criação a das características do elemento positivo fogo. Neste tópico descrevo o princípio contrário, o da água. Assim como o fogo, ele também se formou a partir do Akasha, o princípio etérico.
Em comparação com o fogo porém, ele possui características totalmente opostas; suas características básicas são o frio e a retração. Aqui também se tratam de dois pólos: o pólo ativo, que é construtivo, doador de vida, nutriente e preservador; e o negativo, igual ao do fogo, desagregador, fermentador, decompositor, dissipador. Como o elemento água possui em si a característica básica da retração, ele deu origem ao fluido magnético. Tanto o fogo quanto a água agem em todas as regiões. Segundo a lei da criação, o princípio do fogo não poderia existir se não contivesse um pólo oposto, ou seja, o princípio da água. Esses dois elementos, fogo e água, são aqueles elementos básicos com os quais tudo foi criado. Por causa disso é que em todos os lugares sempre temos que contar com dois elementos principais como polaridades opostas, além do fluido magnético e elétrico.

O Princípio do Ar
Outro elemento que se formou a partir do Akasha é o ar. Os iniciados encaram esse princípio não como um elemento real, mas colocam-no numa posição intermediária entre o princípio do fogo e o da água; o princípio do ar, como meio, por assim dizer, produz um equilíbrio neutro entre os efeitos passivo e ativo do fogo e da água. Através dos efeitos alternados dos elementos passivo e ativo do fogo e da água, toda a vida criada tomou-se movimento.
Em seu papel intermediário, o princípio aéreo assumiu do fogo a característica do calor, e da água a da umidade. Sem essas duas características a vida não seria possível; além disso, elas também conferem ao princípio aéreo duas polaridades: no efeito positivo a da doação da vida, e no negativo, a exterminadora.
Quanto aos elementos citados, devemos acrescentar que não se tratam de fogo, água e ar comuns - na verdade só aspectos do plano material denso - más sim de características universais dos elementos.

O Princípio da Terra
Já dissemos que o princípio do ar não representa propriamente um elemento em si, a essa afirmação vale também para o princípio da terra. Isso significa que, do efeito alternado dos três elementos mencionados em primeiro lugar, o elemento terra formou-se por último, pois através de sua característica específica, a solidificação, ela integra em si todos os outros três. Foi justamente essa característica que conferiu uma forma concreta aos três elementos. Ao mesmo tempo porém, foi introduzido um limite ao seu efeito, o que resultou na criação do espaço, da dimensão, do peso, e do tempo. Em conjunto com a terra, o efeito recíproco dos outros três elementos tomou-se quadripolar. O fluido na polaridade do elemento terra é eletromagnético. Como todos os elementos são ativos no quarto elemento(o da terra) toda a vida criada pode ser explicada. Foi através da materialização da vida nesse elemento que surgiu o "Fiat", o "faça-se".
Outras explicações mais detalhadas dos efeitos específicos dos elementos nas diversas esferas a reinos, como no reino da natureza, no reino animal, no reino humano, etc., poderão ser encontradas no conteúdo subseqüente das postagens. O importante é que o leitor consiga ter uma idéia geral do funcionamento e dos efeitos dos princípios dos elementos em todo o Universo.
O Akasha, ou o Princípio Etérico

Na descrição dos elementos, eu mencionei que estes surgiram a partir do princípio etérico. Por causa disso ele é o mais elevado de todos, o mais poderoso e inimaginável; ele é a origem, o fundamento de todas as coisas e de toda a criação. Em resumo, ele é a esfera primordial. É por isso que o Akasha é isento de espaço e de tempo. Ele é o não criado, o incompreensível, o indefinível. As religiões chamam-no de Deus. Ele é a quinta força, a força primordial; ele é aquilo que contém tudo o que foi criado e que mantém tudo em equilíbrio. É a origem e a pureza de todos os pensamentos e idéias, é o mundo das coisas primordiais no qual se mantém tudo o que foi criado, desde as esferas mais elevadas até as mais baixas. É a quintessência dos alquimistas. É tudo em todas as coisas.

A PRÁTICA

Não devemos esquecer nunca que o corpo, a alma e o espírito devem ser instruídos simultaneamente, senão não seria possível obtermos e mantermos o equilíbrio mágico.
Paciência, perseverança a determinação são condições básicas para o desenvolvimento. O esforço empregado na própria evolução será mais tarde amplamente recompensado. Quem quiser trilhar os caminhos da magia, deve assumir o dever sagrado de exercitar-se regularmente.
Devemos ser generosos, amistosos e condescendentes com o próximo, mas severos e duros com nós mesmos. Só com esse comportamento é que poderemos ter sucesso na magia. Nunca se deve julgar ou criticar os outros sem antes olhar para si mesmo. Não se deve conceder a ninguém o acesso ao próprio reino; o mago não deve falar sobre a sua caminhada, sua escalada e seu sucesso. O maior poder reside no silêncio, e quanto mais esse mandamento for obedecido, tanto mais acessíveis e facilitados serão os caminhos a essas forças.

Controle do Pensamento, Disciplina do Pensamento, Domínio do Pensamento

Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã. Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar. No início irá perceber que uma grande quantidade desses pensamentos precipitar-se-ão em sua mente, na sua maioria pensamentos relativos a coisas a situações do dia-a-dia, às suas atividades profissionais, suas preocupações em geral. Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente livre e independente. Conforme o estado de ânimo e a situação em que você se encontrar no momento, esse exercício será mais ou menos difícil de realizar. Não se trata de perder o curso do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com atenção. Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o exercício. Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício imediatamente a adiá-lo para uma outra ocasião, quando então assumiremos o compromisso de não nos deixarmos dominar pelo cansaço. Algumas respirações profundas antes do exercício também eliminam e previnem o cansaço e a sonolência.
Com o tempo, o aprendiz descobrirá por si mesmo essas e outras pequenas medidas auxiliares. Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito de manhã e à noite, e a cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto, para que em uma semana possamos acompanhar a controlar o curso de nossos pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersarmos. Esse período de tempo foi determinado para o homem mediano, comum. Quem achá-lo insuficiente pode prolongá-lo de acordo com a própria avaliação.
De qualquer modo deve-se avançar com prudência, pois não há motivos para pressa; em cada pessoa o desenvolvimento ocorre de forma bastante individual. Mas não se deve de jeito nenhum seguir adiante antes de dominar totalmente o exercício anterior.
O aprendiz atencioso perceberá como inicialmente os pensamentos vão sobressaltá-lo, passando por sua mente em grande velocidade e dificultando a sua captação. Mas de um exercício a outro ele constatará que o caos inicial irá desaparecendo aos poucos e eles ficarão mais ordenados, até que só uns poucos surgirão na sua mente como que vindos de muito longe.
Devemos dedicar a máxima atenção a esse trabalho de controle do pensamento, pois ele é extremamente importante para a evolução mágica, o que mais tarde se evidenciará por si mesmo.

Pressupondo-se que o exercício em questão foi suficientemente elaborado a que todos já conseguem dominar a sua prática, podemos prosseguir com mais uma instrução, que é a instrução mental.

Continua...
 
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A ARTE DA DEFUMAÇÃO



Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Estamos razoavelmente seguros de que os sentidos do homem antigo eram bem mais aguçados, e o sentido do olfato foi crucial para sua sobrevivência.

Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais antigos das plantas, como parte de oferendas rituais aos deuses. Era provavelmente notado que a fumaça de várias plantas aromáticas tinha, entre outros, efeitos alucinógenos, estimulantes e calmantes.

Gradualmente, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.

Os seres humanos tem uma ligação muito forte com as plantas. As plantas aromáticas tem sido honradas de um modo especial desde os tempos antigos. Eram utilizadas em rituais religiosos e mágicos, assim como nas artes curativas. Estas três práticas eram fundamentais para a existência humana (ainda hoje continuam sendo).As grandes civilizações desaparecidas do Oriente Médio e do Mediterrâneo glorificavam os aromas, que faziam parte de suas vidas. Creio que conhecer um pouco da história dos aromas e da defumação mágica, é uma introdução adequada para sua prática.


Descendentes de Atlântida

Há 4000 anos, existia uma rota de comércio onde se cruzavam as culturas mais antigas do Mediterrâneo e da África. Através dela, acontecia o comércio e troca de diferentes mercadorias como por exemplo: ouro, olíbano, temperos e especiarias em geral; consequentemente, trocavam conhecimentos de suas diferentes culturas. E foi bem no meio desta rota que nasceu a maior civilização desta época:


"O Egito".

A antiga civilização do Egito era devotada em direcionar os sentidos em direção ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. Inicialmente, sacerdotes e sacerdotisas eram as únicas pessoas que tinham acesso a estas preciosas substâncias. As fragrâncias dos óleos eram usadas em perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a consagração nos rituais. Eram queimados como incenso. Sobre as paredes das tumbas dos templos antigos perdidos no deserto, há um símbolo que aparece com freqüência que parece uma fumaça que sai dele mesmo. Isto confirma que no Egito se utilizava o incenso desde tempos antigos. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes incenso, sândalo, mirra e canela.Esses tesouros aromáticos eram exigidos como tributo aos povos conquistados e se trocavam inclusive por ouro. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Muitos chegaram a gravar em pedras semelhantes façanhas.Os materiais das plantas aromáticas eram entregues como tributos ao estado, e doados a templos especiais, onde se conservavam sobre altares como oferendas aos deuses e deusas. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Se queimava muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e rituais religiosos. Se queimavam em enterros para extrair do corpo mumificado os espíritos negativosss.Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o Kyphi.

O Kyphi se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar ansiedade e iluminar os sonhos.


Os Sumérios e os Babilônios

É difícil separar as práticas destas culturas distintas já que os Sumérios tiveram uma grande influência dos babilônios, e transcreveram muita da literatura dos seus antepassados para o idioma sumério. Sem engano sabemos que ambos os povos usavam o incenso. Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também. Madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo e outras, eram oferecidas às divindades. O incenso de mirra, que não se conhecia na época dos Sumérios foi utilizados posteriormente pelos babilônios. Heródoto assegura que na Babilônia queimaram uma tonelada de incenso. Daquela época nos tem chegado numerosos rituais mágicos.

O Baru era um sacerdote babilônio esperto na arte da adivinhação. Acendia-se incenso de madeira de cedro e acreditava-se que a direção que a fumaça levantava determinaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se movia-se para a esquerda a resposta era o fracasso.


Os gregos e romanos

Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos para perfumar-se que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essenciais aromáticas pelas pessoas com temor de não ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades. Nativosss americanos Os nativosss americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida.

Os nativosss americanos desde muito tempo tem conhecido o valor e poder de cura das plantas de poder, usadas em tendas de suor, dança do tambor etc. Queima se sálvia, cedro e resinas para limpeza de objetos de poder. É usada para a saúde e o bem estar de sua tribo.Incenso do Templo Desde épocas mais antigas, as substâncias aromáticas naturais de plantas tem um papel vital na vida diária dos povos. Estas ligações vitais entre povos e plantas perderam-se, e muitos de nós perdemos o toque com a terra e com nosso próprio estado de saúde. De acordo com o Zohar, oferecer incenso é a parte a mais preciosa do serviço do templo para os olhos do grande deus. Ter a honra de conduzir este serviço, é permitido somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.


A fumaça aromática

A queima de incensos desperta em nosso ser um sentido de beleza e de estar em um lugar limpo e calmo e protegido, aonde cheiros e aromas elevam nosso espírito. Hoje percebo um aumento do interesse pelos incensos naturais como antigamente, e isso se deve ao fato que queremos que em nossa casa seja um lugar mais aconchegante, convidativoss e mais agradável. Infelizmente incensos comerciais raramente contêm resinas ou óleos essenciais e são feitos com essências sintéticas e derivados de petróleo que na verdade não traz beneficio algum. Quando queimamos incensos naturais nossos pensamentos ficam claros e de alguma maneira estamos agradecendo a mãe terra pelo o ar fresco e ajudando a clarear o pensamento individual e planetário. Uma historia maravilhosa dos três reis magos que presentearam com oLíbano e mirra o mestre Jesus quando ele nasceu, essas resinas aromáticas são presentes mágicos, são incensos de alta importância e fragrância. Em varias igrejas católicas, misturas de incensos contendo resinas de oLíbano e mirra são calmamente queimados durante os rituais. Uma resina é derivada da seiva da planta e de arvores. Varias pessoas associam incensos com rituais religiosos ou espiritualidade, realmente varias religiões usam fumaça aromática em seus rituais em suas cerimônias. A fumaça que sai do incenso é usado para santificar, purificar ou abençoar, e acreditamos que a fumaça é o mensageiro para o reino dos céus. Nossos ancestrais faziam uso de incensos em suas casas porque pensavam que podiam protege-los das pragas e doenças. Essa teoria possui alguma verdade, incensos feito de ervas, incluindo tomilho e capim limão há muito tempo são usados por suas propriedades anti-sépticas e curativas. Estas e outras ervas eram queimadas em quartos de doentes em hospitais antes da descoberta dos antibióticos. Quando queimamos incensos naturais, moléculas de óleos essenciais são soltos no ar. Aqui eles acham seu próprio caminho, seu sistema olfativoss e encontra os poros em sua pele, em seu cérebro onde seus efeitos químicos interagem, para que possam mudar seu animo, e evocar memórias e lembranças. Essa fumaça aromática pode relaxar, estimular, aumentar nossa energia nos levando para o momento de paz e amor. O incenso vem sendo sabiamente usado a séculos pela humanidade. Encontramos seu uso em todo mundo e em cada cultura tem seus próprios incensos.Como já vimos no antigo Egito resinas gomas, e madeiras aromáticas eram usados em tempos para cerimônias religiosas. Eram também usados pelos Faraós para neutralizar odores, afugentar maus espíritos e agradecer a presença dos deuses. Os babilônios usavam incensos para fazer orações aos oráculos divinos. Espalho-se ate a Grécia aonde o gregos queimavam o incenso como obrigação e para proteção, em Roma queimava-se nas ruas e em especial na adoração do imperador, e na índia aonde os hindus usam no templo e oferendas domesticas em seus festivais. Na América o incenso é muito reverenciados pelos índios nativosss. Eles usam salvia branca, cedro, pinho em seus rituais de limpeza e adoração. Na América do sul resinas aromáticas de copal é oferecido ainda hoje pelos descendentes Maias e Astecas para suas divindades ancestrais. A conexão entre o incenso, religião e medicina e as praticas xamanicas são obvias seria impossível separa-las, pois uma segue a outra. Bem a arte de queimar incenso já é um costume popular no Brasil e no mundo. É para aqueles que procuram reflexão aquietude da mente. Está arte maravilhosa não cria somente um sentimento de tranqüilidade e uma vida mais agradável, mas abre também uma consciência do tempo e espiritual. Os que praticam esta arte agora usam incensos naturais para equilibrar e limpar sua casa, seus quartos e também seus escritórios, para comemorar uma data especial, relaxar o corpo e acalmar a mente, depois de um dia de trabalho e antes de dormir.Dedico este saber da terra a Gaia. Lista dos ingredientes naturais comuns e seus atributos emocionais populares. Use essa tabela como um guia geral para criar seus incensos específicos de sua preferência.

Aprecie:


Limpeza:
Olibano, elemi,copal,cravo da índia, junipero, louro cedro, lavanda alecrim, salvia branca, sangue de dragão, sweetgrass.Coragem Elemi, sangue de dragão, balsamo do peru, olibano, palusanto, louro, lavanda, cedro, pinho, junipero, salvia branca, tomilho.


Criatividade:
Anis estrelado, copal, cravo da índia, mastic, elemi, breuzinho, olibano, capim limão, junipero.Relaxar Lavanda, sândalo, vetiver, sandarac, nardo.


Meditação & oração:
Sândalo, mirra, olibano, mastic, copal, nardo, Ladano, sangue de dragão, damar, aloes madeira.Sono Sândalo, nardo, galbano, mirra, salvia branca, lavandaSonhos Aloés madeira, mastic, louro, lavanda.Amor Sândalo, aloés copal, bejoin, mirra, vetiver, cássia, nardo, rosa patchuli.

COMO FAZER O EVANGELHO EM TODOS OS LARES



O nosso lar, nosso castelo.
Dentro dos nossos lares, nos sentimos seguros, protegidos pelos muros de alvenaria.
Temos modos de pensar e agir de forma diferente de quando estamos fora deste.
Quando deixamos o ambiente do nosso lar, mergulhamos no oceano do mundo comum à todos.
Aquela paz e tranquilidade que até pouco nos envolvia, vai pouco a pouco se perdendo.
A capa dos bons fluidos, como gelo vai se derretendo.
E muitos, para se igualar a este mundo onde o mal ainda impera sobre o bem, vai adquirindo a mesma frequência como que abaixando a sua vibração.
A ligação que nos ajuda a ter bons pensamentos e em seguida boas ações vai se igualando a de todos.
A pessoa vai se nivelando a tudo.
Um mundo hostil, de dúvidas, algumas vezes violento.
Muitas vezes agindo assim alguns pensam em se mostrar fortes para afugentar o possível inimigo, enfim: se proteger.
E no dia-a-dia, no lido profissional, familiar entre outros, vamos tendo os enfrentamentos, as diferenças que nos faz crescer.
Ou não!
E em muitos desses momentos e enfrentamentos em que todos estamos sujeitos, afloram muitos desequilíbrios de nossas reencarnações passadas pedindo reajustamentos.
Agredimos e somos agredidos.
E ao final do dia o que levamos de volta aos nossos lares?
Ao chegar em casa encontramos o nossos entes queridos, também de volta das suas batalhas individuais.
E aí? o que vai se tornar esse caldo de problemas? Uma guerra familiar?
O lar, uma benção de Deus para resgate e reajustamentos individuais e coletivos, já têm as sua diferenças.
E a agora?
Vai haver uma somatória de tudo isso?
Logicamente tudo isso vai depender de cada um, de como receber e enfrentar tudo isso, se tem o conhecimento da vida eterna.
Enfim, embasamneto cristão.
Mas temos um remédio salutar: O Evangelho no Lar.
Momento semanal de limpeza e higienização do nosso castelo.
Momento de queimar miasmas, negatividades e té envolvimentos.
O poder mental que muitas pessoas têm nesse momento, realização de verdadeiros prodígios.
Como sempre tudo vai depender da fé, concentração de cada um.
Pode ser realizado em qualquer ambiente, inclusive no seu trabalho.
Só ou em grupo.
Não tem contra indicação.
Só faz bem.

Roteiro
Escolher um dia da semana em que seja possível a presença de todos.
Ou faça só.
Cumpra o horário rigorosamente, o dia e a hora.
Você quer ter a assistência dos espíritos, do seu anjo guardião, certo?
E acham que eles estão a disposição a qualquer hora?
Não.
Ociosidade não faz parte dos espíritos de luz , pontualidade portanto.
Para iniciar a reunião, faça uma prece simples e espontânea, com o valor e sentimentos do seu coração.
Dê a abertura com a leitura de livros com pequenas mensagens como Vinha de Luz, Pão Nosso, Fonte Viva, todos ditados por Emmanuel a Francisco Cândido Xavier.
Faça um breve comentário do que foi lido.
Agora a leitura sequencial do Evangelho Segundo o Espiritismo, faça o comentário do que foi lido, sempre em voz alta, pois muitos espíritos são trazidos para esclarecimentos nestas reuniões.
Fazer a limpeza da casa, ambiente por ambiente.
Fazer as vibrações para os presentes, parentes enfim, a todos que desejar.
Pedir pela paz no mundo, a implantação e a vivência do Evangelho em todos os lares.
Entendimento entre todas as religiões.
A cura dos doentes do corpo e da alma.
Não transformar a reunião em trabalho mediúnico.
Assistência Espiritual deve ser em lugares idôneos.
Não suspender ou adiar o Evangelho por causa de visitas, passeios ou acontecimentos fúteis.
Só se você acreditar que um bate papo ou um cineminha valem mais que o seu equilíbrio e dos seus familiares.
Coloque uma música calma, clássica, erudita, new age.
Eu aconselho que se você tiver um problema grave, que faça o Evangelho no lar todos os dias.
Você faz já o seu Evangelho, por exemplo, todos os domingos às 20h.
Faça o segundo Evangelho específico para o tal problema todos os dias às 20h30.
E o semanal para a harmonia do lar e da família.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O INICIADO ESPIRITUAL – ETERNO APRENDIZ DO TODO II

 Olá, pessoal.

Escrevi esse texto ainda agora e ainda está sem a devida correção.

Hoje eu senti e vi um monte de coisas e trabalhei bastante, até mesmo desfazendo assédios extrafísicos em cima de algumas pessoas. Nessas horas, eu agradeço muito aos amparadores que me assistem nessa jornada espiritual.

Como sempre, trabalhei em silêncio, sem o conhecimento das pessoas envolvidas (e algumas delas, se soubessem, nem acreditariam mesmo). E tudo monitorado e superentendido pelos amparadores.

Algumas coisas nem dá para contar, mas boa parte das pessoas envolvidas em trabalhos espirituais não aguenta o tranco quando as coisas apertam. Fora aquelas que se afastam dos estudos espirituais alegando diversos motivos (e baseadas num enorme arrogância).

Os obsessores caem matando em cima, é o trabalho deles. E eles são raçudos e dedicados em suas empreitadas trevosas. Pena que o pessoal que se diz da Luz seja tão fraco e caia em armadilhas tão facilmente.

Jesus estava certo, quando ensinava o “Orai e Vigiai”. Ele sabia das coisas e alertava de forma pertinente.

Ele também falava que “a verdade se esconde dos doutroes e sábios do mundo, e só se revela aqueles que são simples de coração, como as crianças”.

E muitos pensam nisso como misticismo ou coisas da religião. E, no entanto, trata-se de terapêutica do espírito, como bem assevera o mentor espiritual Ramatís.

Às vezes, uma simples prece corta um assédio e renova as energias e os sentimentos e pensamentos. Ou o uso de um mantra, ou estado vibracional, ou qualquer outro recurso que a pessoa deseje usar.

E é claro quem não estou falando de nada formatado, mas de algo legal, profundo e espontâneo, feito de coração.

É preciso cuidado com os arroubos de arrogância. E conhecimento não é sabedoria!

Tenho visto pessoas projetadas levando coças de espíritos obsessores durante o sono. E é claro que elas já estão dominadas na própria vigília física, ligadas a toda sorte de energias trevosas, na maioria das vezes, sem sequer pereceber ou reconhecer tal possibilidade deletéria em sua vida.

É triste ver pessoas seviciadas extrafisicamente e saber que tudo é questão de sintonia e que elas poderiam sair dessa condição, bastando, para isso, humildade e melhoria do foco mental e afetivo. Mas isso passa longe quando a arrogância comanda a consciência.

É preciso trabalhar espiritualmente sem considerar a inércia e a babaquice das pessoas nessa área. E haja paciência!

E alguns espíritos assediadores aparecem e oferecem pactos, de forma nojenta e miserável, tentando evitar a ação da Luz que dissolve os seus esquemas ilusórios. Alguns deles riem terrivelmente e apontam coisas e brechas que exploram nas pessoas.

E você vai lá e suporta o bafo dos caras, para ajudar pessoas que ainda desdenham o lado espiritual, e outras que também trabalham nessa área, mas dão mole demais e nem sabem disso.

Bom, já falei até demais. Leiam o texto abaixo e descubram, nas entrelinhas, o que não estou evidenciando aqui. Pior do que alguém sem informação ser assediado, é alguém com informação espiritual estar nas mesmas condições; e também há os que sabem das coisas, mas que bloquearam e congelaram o que sabiam, e hoje são vítimas fáceis de sua própria inércia espiritual, tendo entidades infelizes parasitando suas energias e escurecendo sua luz.

É isso.

Um abraço a todos da lista.
Wagner Borges – seu parceiro de evolução.




O INICIADO ESPIRITUAL – ETERNO APRENDIZ DO TODO II*

Quem estuda temas espirituais de forma séria, naturalmente se considera cidadão do universo e, por isso, sabe que todo ser vivo é seu irmão de jornada.

E todo lugar é seu lar, porque sabe que o Todo está em tudo!**

E que a senda é na vida e o templo verdadeiro é em seu coração.

Ah, quem é iniciado nas artes espirituais, valoriza principalmente a Luz.

Sabe que, sem Ela, ele ficaria em grande perigo, perdido em si mesmo.

Então, ele jamais se esquece de elevar seus pensamentos ao Eterno.

Sabe que o mundo material desdenhará os seus momentos de conexão espiritual.

Mas, ele não liga; sua certeza íntima lhe dá forças para prosseguir na jornada.

E ele sabe que está na Terra temporariamente e que, mais à frente, a verdade surgirá naturalmente, além do véu da morte...

Ah, o iniciado percebe uma aragem espiritual soprando em sua vida, de formas secretas e admiráveis... Ele sente isso em seu coração!

E agradece a Luz, por tudo. Pela riqueza que guia seus rumos, na Terra e além...

Ele sabe que há um Grande Amor Universal, e procura se harmonizar com Ele.

Compreende que há coisas que os sentidos do corpo não captam e, por isso, perscruta outros planos de manifestação com seus sentidos espirituais.

Para isso, medita e pondera sobre as coisas do espírito; e faz isso em silêncio.

Ele sabe que todas as coisas e seres têm um duplo; e que tudo é energia!

Ah, ele escuta uma “canção sem som”, e fica feliz de ouvi-la, em espírito e verdade.

E ele também sabe que, de outras esferas, consciências serenas e luminosas velam invisivelmente por sua caminhada, seus estudos e seus trabalhos na crosta terrestre.

E, novamente, ele agradece. Pelos olhos cheios de amor que o fitam serenamente.

Ele sabe que é pequeno diante da Grandeza Universal; mas, também sabe que é parte d’Ela, e que a luz das estrelas é a mesma de seu coração.

Ele sabe que é iniciado nas artes espirituais, mas que, na verdade, não passa de eterno neófito da Vida. E o seu hierofante*** real é o Grande Arquiteto Do Universo!

Ele ora e agradece, e pensa na humanidade toda sendo abraçada pela Luz.

Em muitas ocasiões, ele chora sozinho, ao sentir a dor do mundo em si mesmo.

E isso abre o seu Ser para as vibrações da compaixão silenciosa, tornando-o veículo de celestes numes...

Ah, ele sabe que o seu coração não é mais só seu, pois um Grande Amor está ali.

E, diante disso, ele aceita o seu pequeno papel dentro da existência; porque ele sabe que é uma mini-peça dentro da vasta Engrenagem Universal...

O iniciado sabe que ganhou uma grande chance e, por isso, trabalha dignamente para ser merecedor dela. Sabe que precisa caminhar com honra e lucidez, mesmo sob dificuldades variadas.

Ele sabe que as trevas tantarão cercear sua jornada usando diversos artifícios e armadilhas; muitas vezes, tentando-o com pactos e vantagens psíquicas e materiais.

No entanto, sua fiadora é a Luz. E é n’Ela que ele se escora e haure forças.

Ah, ele jamais renegaria sua Espiritualidade, por nada, deste mundo ou do outro.

Porque Ela e ele são um só! E, sem Ela, ele não é nada!

O iniciado sabe que Espiritualidade não é uma doutrina, nem um lugar, mas um estado de consciência. Então, como poderia renegá-la, se faz parte de seu Ser?

E ele sabe que muitos se esquecem disso e se deixam levar pelas ilusões do mundo e da mente, sabotando a si mesmos e até mesmo desdenhando a senda que os sustentava espiritualmente antes.

E ele também sabe que alguns até mesmo passaram a ser veículos das trevas, seja por vantagens ou por pura maldade; e alguns, por arrogância, e sem sequer pereceberem, se tornaram escravos espirituais de grupos extrafísicos deletérios.

Ah, ele sabe que viver com a Luz no coração não é tarefa fácil. Por isso, ele ora também pelos que se perderam, para que se reencontrem na jornada.

Porque ele sabe que as ondas da existência vão e vem; e, mais à frente, tudo se esclarecerá, seja nesse plano ou em outro...

O iniciado sabe daquela “riqueza que a traça não rói” - e que, “na Casa do Pai há muitas moradas”. E ele sabe que, tanto a riqueza quanto às moradas, estão no Céu de seu próprio coração.

Por isso, ele caminha forte e lúcido na senda. E a Luz é a sua Fiadora, em todos os planos de manifestação. Por onde ele for, Ela também irá...

Porque Ela e ele são um só!

P.S.:

Escrevi essas linhas inspirado pelo sábio espiritual Sanat Khum Maat, que está aqui ao meu lado. Olhando para ele, que é um mentor espiritual egresso das antigas iniciações da Índia e do Egito, eu me lembro de um ensinamento do grande mestre Hermes Trismegistro, que dizia: “O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.” – E também me lembro dos ensinamentos de Krishna para o seu discípulo-arqueiro Arjuna. Lá nas terras quentes do Ganges, ele dizia: “Não se lamente, meu amigo. Tudo passa. O espírito é imperecível; jamais fenece, só entra e sai dos corpos perecíveis. O fogo não pode queimá-lo, e nem a água pode molhá-lo; aliás, que arma material poderia ferir o princípio espiritual, que é eterno? Não se lamente. Olhe em meus olhos e entregue o fruto de seu labor para Mim. Todos os seus entes-queridos e amigos que partiram estão vivos, eu lhe garanto. E eles retornarão a esse mundo, muitas e muitas vezes... Então, meu amigo, não se lamente.”

Aqui e agora, eu rendo uma homenagem aos iniciados espirituais de todas as eras e tradições, principalmente aqueles que desencarnaram nas fogueiras perpetradas pela ignorância da inquisição, na Europa e nas Américas. Eles partiram do plano físico sem trair os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, e foram abraçados pela Luz, sua Fiadora.

Sim, aqui e agora, eu me curvo a mesma Força que norteou esses iniciados, homens e mluheres valorosos, em suas jornadas até o Alto, onde foram dignificados por seu labor e dedicação.

Oxalá eu também seja digno como eles, na Terra e além, nessa jornada que é infinita...


(Dedicado aos estudantes espirituais de todas as linhas, que, mesmo sob pesadas provas e incompreensões variadas, ainda perseveram nas lides da consciência e se consideram honrados por isso; e que sabem que a Luz é Sua Fiadora Perene...)

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma; e eterno neófito da Vida, sempre agradecido ao Todo, que está em tudo!

(Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no som a bela canção “Geweint Vor Gluck” (Orchesterversion) – 15ª faixa do CD. “Müchtig Viel Theater” - da banda de pop/rock alemã Pur – Importado – Alemanha.)
São Paulo, 17 de novembro de 2009.
http://aldeiadoser.blogspot.com/2009/11/o-iniciado-espiritual-eterno-aprendiz.html

O INICIADO ESPIRITUAL – ETERNO APRENDIZ DO TODO

Um iniciado nada julga; compreende a tudo, silenciosamente.
Porque o seu coração foi curtido na senda.
Ele não odeia; simplesmente porque vê além das emoções.
Diante da ingratidão, ele ora. E seu coração voa para o Céu...
Conhecedor dos mecanismos da reencarnação, ele abomina o racismo.
Consciente das leis de causa e efeito, ele jamais faz o mal para alguém.
O sucesso de alguém não o incomoda; pelo contrário, ele se alegra com os outros.
Ele medita e vê estrelas, pois descobriu o infinito em seu próprio coração.

Ele fia-se na Luz, pois, sem Ela, estaria cego na jornada.
Por isso, ele agradece ao Alto; e é fiel aos valores que esposa.
Ele é flexível, mas seus passos são firmes; e nada e nem ninguém roubará sua luz.
Mesmo conhecendo os arcanos espirituais, ele respeita a todos os que ainda não os conhecem. Ah, ele jamais pisaria nos mais fracos e nem zombaria de suas aspirações.
Diante do ceticismo do mundo, ele caminha seguro em sua fé e em seu discernimento.
E, quando ele ora e irradia energias para a humanidade, seres de luz o abraçam em silêncio. Eles o têm como um filho querido e conhecem seu coração e suas aspirações espirituais.
Ah, o iniciado carrega a luz da vida universal em seus olhos...
Ele sabe que é uma estrela vestindo um corpo; e, por isso, mesmo na carne, ele brilha!
Diante dos assédios trevosos, ele opera com humildade e respeito, e ora ao Alto.
Docemente, com grande habilidade, ele transforma o denso em sutil, e agradece a Luz. Ah, o iniciado sabe que não há dinheiro no mundo que pague sua paz de espírito.
Ele sabe que a senda é em seu próprio coração; e, desrespeitá-la, seria desonrar a si mesmo. Por isso, ele persevera e continua sua jornada, mesmo sob pesadas provas e dificuldades.
Ele sabe que tudo passa... Menos a Luz que o guia. Ele sabe que Ela é perene.
Mesmo na noite mais escura, ele jamais se esquece da Luz.
Pois, sem Ela, ele não é nada, e se perderia facilmente.
Então, ele anda no mundo das coisas ilusórias, mas sem ser enganado por elas.
Ele sabe que a luz universal também está nos grãos de areia, pois o Todo está em tudo! E ele sente isso em seu próprio coração. Por isso, caminha confiante e contente.
O iniciado tem defeitos, mas estuda e trabalha diligentemente para corrigi-los.
Ele não teme o seu lado sombrio; pelo contrário, quer integrá-lo na Luz.
Ah, nada nem ninguém, desse ou de outros planos, poderá drenar sua espiritualidade. Porque, aquilo que o Céu acendeu em seu coração, ninguém poderá apagar.
Nem homens, nem espíritos; nem o ceticismo do mundo. Nem nenhuma ingratidão.
Ele sabe que espiritualidade não é doutrina, mas estado de consciência.
E, por onde ele for, com quem for, a Luz sempre estará com ele.
Porque Ela e ele, em seu coração, são um só! E ele sabe disso. E agradece.
Ele se considera uma pessoa comum, mas é um iniciado espiritual.
Não porque tenha algum grau, título ou diploma iniciático; mas porque a Luz está nele. E os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade norteiam seus passos na senda.
Sim, ele é um iniciado nas lides do espírito. E o seu coração é grande como a vida.
Tão grande que cabe a humanidade inteira dentro dele.


P.S.:
Fiz esses escritos sob a inspiração do sábio espiritual Sanat Khum Maat*, que está aqui ao meu lado com sua atmosfera serena e amiga. Dos seus olhos emana uma suave luz azul-índigo, que me faz pensar no Céu e no Bem.
Olho para ele e penso no quanto deve ter ralado para estar com esse olhar sereno, característico de quem está em paz consigo mesmo. Sinto nele a compreensão de um hierofante** e a lealdade de um amigo. Milênios de iniciações gravitam em torno dele. E eu sinto a responsabilidade de verter escritos assim no mundo. De, mesmo no mundo moderno com seus valores transitórios, falar sobre valores perenes e profundos. E, ao mesmo tempo, sendo apenas mais um estudante na senda, e não um mestre.
Ah, eu olho para ele com admiração e respeito, porque ele já dominou a si mesmo e é feliz. E ele me saúda e diz, bem dentro do meu coração:
“A senda é dentro de você mesmo. Entre no átrio do templo secreto, em seu coração espiritual, e saúde a Luz. Honre-a. E, mais do que nunca, em tempos de tantas provas e expiações no mundo, pense no Amor do Todo abraçando a humanidade.
Ore por seus irmãos, de todos os lugares e crenças. Aja com serenidade; seja equânime e fraterno.
Só os fortes de espírito é que conseguem trilhar a senda carregando a tocha do discernimento, do amor e da fé. E não há honra maior do que essa no mundo.
O Todo*** é o Grande Hierofante. E todos nós, encarnados e desencarnados, somos seus eternos aprendizes.”
Diante da sabedoria desse mentor espiritual tão sábio e generoso, eu fico aqui bem quietinho e admirado, pensando comigo mesmo:
“Ah, meu Deus! Que eu seja digno e forte, para aguentar a força de um Grande Amor operando dentro das dobras secretas do meu pequeno coração. E que eu jamais renegue a Luz, pois, sem Ela, eu nada sou. E que eu seja digno de escrever e trabalhar com a Espiritualidade, porque eu sei que o fato de estudar temas elevados não significa que eu seja elevado, mas que estou tentando melhorar com isso. E, se Deus quiser, vamos em frente...”

(Dedicado a Hermes Trismegistro e Jesus.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges – eterno neófito da vida... Caxias do Sul, 02 de outubro de 2009.


Obs.: A coletânea de textos espirituais de Sanat Khum Maat está publicada em meu oitavo livro: "Ensinamentos Extrafísicos e Projetivos", lançado pela Editora Madras, em 2005 - o livro pode ser encontrado nas livrarias e também pode ser adquirido diretamente no IPPB - ou por telefone - e ser enviado pelo correio.
** Hierofante - dentro do contexto das iniciações esotéricas da antiguidade, era o mestre que testava os neófitos (calouros) nas provas iniciáticas.
*** O TODO – expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
Quando se afirma que o Todo – Deus, O Supremo, O Absoluto, O Grande Arquiteto Do Universo – é o Grande Hierofante, é no sentido de que Ele é o Supremo iniciador de todos os seres, pois está em tudo!

Obs.: Ao final desses escritos, deixo na sequência um ensinamento que Sanat Khum Maat me passou há tempos:
“Só há um caminho para o iniciado: A paz! Só há uma maneira de ir para frente: absolver todas as noções de mágoa nos tribunais interiores da própria consciência. Só há uma verdade fundamental: É preciso crescer! Só há um sábio: O Todo.”
E mais um, que ele, certa vez, passou para um amigo meu, também sensitivo:
“Há apenas um caminho: a subida. Há apenas uma atitude: a certeza. Há apenas um sentimento: o amor. Todo o resto são apenas níveis de manifestação.”

http://aldeiadoser.blogspot.com/2009/11/o-iniciado-espiritual-eterno-aprendiz_22.html

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