quinta-feira, 14 de outubro de 2010

KALI

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Das deusas do hinduísmo, Kali é a mais incompreendida. Deusa Kali Ma, libertadora de almas, suprema feminina manifestação, que liberta-nos do nosso próprio ego de prisão.
Fora de todas as formas de Devi (Deusa), Kali é a mais compassiva, pois ela fornece moksha (libertação) aos seu filhos. Ela é consorte do Deus Shiva, senhor da meditação, deus dos humildes, protetor dos mendigos, senhor do Yoga. Dentro da trindade hindu, Shiva faz o papel de destruidor da criação.
Shiva e Kali estão sempre juntos. Ele, o aspecto imutável do supremo, Ela aparentemente mudando o aspecto do mesmo.
Shiva é pura consciência cósmica, Kali é energia cósmica. Não é possível criar sem ela. Shiva não pode manifestar sem o poder de Kali. Kali não pode funcionar sem a consciência de Shiva.
Kali é a dança do tempo e criação interminável dissolução do Universo apoiado por Shiva que é absolutamente pura forma de sensibilização. Ele é o eterno. Testemunho do seu consorte divina do teatro. É através dela que a auto-realização ocorre, como Ela o perfeito espelho, o reflexo de sua infinita forma.
Na mitologia hindu, Kali é a manifestação da Deusa Durga. Segundo a lenda um demônio chamado Mahishasura, ganhou a confiança de Shiva, depois de uma longa meditação.
Shiva ficou agradecido por essa devoção e lhe concedeu a dádiva de que cada gota de sangue produziria milhares como ele, que não poderia ser exterminados nem pelos homens, nem pelos deuses. Com isso esse demônio ganhou forças, iniciando um reinado de terror e vandalizando o mundo.
Pessoas foram exterminadas cruelmente, até mesmo os deuses. Precisando fugir de seu reinado. Os deuses reuniram-se e foram reclamar para Shiva as atrocidades do demônio. Shiva ficou furioso e sentindo-se traído, abriu seu terceiro olho, saiu dele uma energia transformado-se em uma mulher terrível. Shiva aconselhou que os outros deuses tmbém se concentrassem em suas shaktis (energia feminina) e liberá-las. Todos estavam presentes quando uma nova deusa nasceu e se chamou a princípio de Durga, a Mãe Eterna. Contendo oito braços, os deuses a vestiram com suas armas de poder e montada no leão se transformou em Kali.
Kali, cega pelo desejo de destruição. Atacou o demônio e seu exército, exterminando um por um, em um rio de sangue estabelecendo novamente a ordem no mundo.
Após ela iniciou sua Dança da vitória sobre os corpos mortos. Com essa dança todos os mundos tremiam, sob o tremendo impacto de seus passos.
Shiva em muitos momentos, precisou se deitar entre os corpos e deixá-la pisoteá-lo sendo o único modo de trazê-la a consciência e evitar que o mundo desabasse.
Como Klika, ou Anciã, ela governa todas as espécies de morte, mas também todas as formas de vida, representando três divisões do ano hindu, as três fases da lua, três segmentos do cosmo, três estágios da vida, três tipos de sacerdotisas (Yogini, Matri e as Dakinis) e seus templos. Os hindus reverenciam o trevo como emblema divindade tríplice de Kali. Eles dizem que se não podemos amar a face negra de Kali, não podemos esperar por evolução.
Kali comanda as gunas, ou linhas da criação, preservação e destruição, e incorpora o passado, presente e o futuro. As gunas simbolizam linhas vermelhas, brancas e pretas. Ela controla o clima ao trançar os cabelos. Sua roda karmica devora o próprio tempo.
Ela proíbe a violência contra a mulher.
A lua minguante está associada a Kali. Domínio dos instintos, do indiscriminado.
É o momento lunar mais negado no psiquismo da mulher e está severamente vigiado para que não venha a tona. É o feminino sombrio, mas que também pode trazer iluminação à consciência. É mais uma passagem, ligado a processos de transformação. A energia de Kali simboliza o poder destruidor e criador reprimido em muitas mulheres que no séculos passados se adaptaram a um modelo socialmente determinado de comportamento de culpa. Só nos últimos anos é que a força da mulher começou a retornar com seu poder pessoal.
No panteão das divindades tântricas, Kali mencionada a primeira das dez grandes forças cósmicas. Porque de alguma forma, é ela que começou o movimento da Roda do Tempo Universal.
Kali é equivalente a deusa grega Atena, que por muitos séculos foi honrada como deusa das batalhas. O mito de adoração de Kali, reflete as forças primitivas da natureza. Estas forças estão associadas com os ciclos da mulher e estão representadas no útero feminino, o caldeirão do renascimento.
Kali é deusa escura, cuja escuridão nada tem a ver com o “mal”. Muitos povos vêem o mundo com a dicotomia do claro e escuro, bem e o mal. Mas para o hinduísmo não existem estas oposiçãos. No pensamento hindu não existe o mal, mas sim o karma. Uma lei física de causa e efeito e todos os resultados karmicos são resolvidos através de múltiplas reencarnações.
Também Kali é uma polaridade que é evidenciada no “yin e “yang”, no homem e na mulher, no racional e no intuitivo, na sabedoria e na ignorância. É ainda a interativa passagem entre o real e o imaginário, Oriente e Ocidente, o campo e a cidade, a causa e o efeito, Kali uma deusa mítica de memória ancestral devidamente integrada à nossa Era.
Existe imagens de Kali sinistras, com sua aparência aterradora, banhada de sangue. Em meio à torrente de vida, da seiva daqueles que foram sacrificados, ela precisa para dar vida a um processo de incessante de geração de novas formas de existência, em sua manifestação como mãe do mundo, para que na qualidade de ama de leite do mundo possa amamentá-las em seus seios e oferecer-lhes o bem que é repleto de nutrição.
Kali chega em nossas vidas para dizer que é hora de perdermos o medo da morte, seja física, de um relacionamento, um emprego, de um amor. Nossos, medos não podem nos impedir de dançarmos a Dança da Vida, portanto o melhor é aprendermos a enfrentá-los e reconhecer-mos que eles fazem parte de nossa evolução. Só alcançaremos a totalidade quando resgatarmos aspectos que abrimos mão em função do medo. Quando reconhecermos nossos medos e lhes der nomes, estaremos a um passo de superá-los. Não enfrentá-los é parar no tempo e espaço. E morrer sem ter alcançado a esperança de um novo renascer.
Om Namah Shivaya!

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MAHAVIDYAS - FORMAS AUSPICIOSAS DE DEVI


Introdução
A expressão “mahavidya” significa “grande conhecimento”, e de acordo com a filosofia do Sanatana Dharma refere-se às Deidades femininas, sendo dez (10) as principais representantes. Cada um dos nomes da Deidade possui uma vibração especial. Eles são Mantras, e a devida entonação, sob a orientação de um Guru, confere realização espiritual. A tradição dos escritos Vaidika falam da origem das formas auspiciosas de Devi do conhecimento. No mais das vezes, a forma feminina confere bênçãos para o devoto, liberando-o do mundo material e do Samsara.
Assim como no ocidente há muitas formas ou aparições da Virgem Maria, há 10 formas de Devi, conhecidas como Mahavidyas, as quais são apenas diferentes maneiras da mesma Divina Mãe manifestar-se para Seus devotos. As dez formas são: Maha Kali, Tara, Shodashi, Bhuvaneshwari, Chinamasta, Bhairavi, Dhumavati, Bagala Mukhi, Matangi, e Kamala. Vejamos uma breve descrição de cada uma destas formas.
Maha Kali
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  1. Na forma de Maha Kali Devi estão todas as formas. Como Mãe e Sakti da família espiritual dos tântricos, Kula, Ela é a rainha das Yoginis. Na Sua forma extasiante, Ela conduz as Yoginis para o jogo cósmico. Como a comandante do exército divino, Kali carrega uma afiada espada, no braço superior direito. Ela oferece a cada um dos devotos bênçãos eternas através do despertar de Kundalini Sakti, simbolizado por levar o tridente na Sua mão direita inferior. Na mão esquerda inferior, Ela carrega sete cabeças de demônios egos, sendo que a inferior está pingando sangue. Os Seus olhos estão arregalados, em sinal de prazer, sendo um sinal externo de bênção para aqueles que se aproximam com sinceridade. O grande Yantra de Kali possui cinco Yoni triângulos, e dentro forma-se as 15 Nityas Saktis conforme as fases da Lua. Dentro do corpo de Kali estão todos as 64 Yoginis Devi. Ao redor das cinco Yonis está o círculo protetor eterno ou Prakriti, e as oito mães originais. De fato, todos os universos estao representados dentro de Kali.
  1. Tara
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  3. Seguindo Maha Kali, Tara Devi é a segunda das grandes Saktis da sabedoria ou Mahavidya. Como Tara, Devi está sentada em Pratyalidha Asana, por sobre um cadáver, numa pose suprema, sorrindo e segurando nas Suas quatro mãos, um cutelo, um lótus azul, uma lança e um arco, e está murmurando constantemente o Mantra Hum. Ela veste azul, tendo o cabelo decorado com serpentes. Tara é, também, chamada de Tarini ou Mahamaya. Meu amante é Akshobya, quem destruí a agitação dos Deuses e deusas, produzida pela poção moral produzida no bater de oceano de leite. A meditação em Tara, para quem é devotado de forma profunda, concede grandes bênçãos. Ela é a deusa das embarcações das águas, que transporta os devotos por sobre os rios da existência, dispensando todas as formalidades, práticas e crenças.
  1. 3. Shodashi
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    Shodashi é a terceira das Mahavidyas, Ela tem a forma de uma jovem moça, na florescência da sexualidade. Ela aparece com a idade de dezesseis anos. Ela representa a plenitude, integridade, perfeição, totalidade, e o encerramento de um ciclo. Ela é quem dá o sustento para saciar a fome. Dentro d´Ela é dito que Lalitha reside, com toda a Sua radiância cósmica. Ela é a fonte da eterna juventude e beleza. Ela é a mãe de Brahma, Vishnu e Siva. Ela reside no reino da mente, intelecto e consciência. Ela é a consciência em si mesma. Nas Suas quatro mãos estão um arco, o nó, um aguilhão, e o grande Mudra da perfeição. Tem os seios desnudos, e está sentado por sobre um lótus que são do umbigo de Siva, tendo o calcanhar pressionado na Yoni em Mahamudra. As vinte e quatro pétalas dentro do Seu Yantra representam os 24 Tattvas. Kameshwar Siva está para sempre contido dentro d´Ela, em eterna bem-aventurança, como está representado no Lingam dentro do Yantra. Os três anéis externos do símbolo representam Iccha, Jñana, e Kriya Saktis. Os três anéis interiores representam os três modos do tempo: presente, passado e futuro.
    1. 4. Bhuvaneshwari
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    A quarta grande Sakti do conhecimento é Bhuvaneshwari, sendo como o quarto raio de sol nascente, tendo a lua como diadema. Bhuvaneshwari tem três olhos, e uma face sorridente. Suas mãos concedem bencos, segurando um aguilhão, o nó e o dispensador do medo. Ela representa o amor dos amantes nos céus, terra e mundos inferiores. Seu amado é conhecido como Adya ou Tryambaka, e são adorados com todos os Tantras, como sendo a forma amorosa dos casais. Ela ilumina o universo com Sua luz e beleza. Ela confere riqueza e felicidade para Seus devotos. Ela é quem espalha proteção e infortúnios como seixos jogando dentro do mar, o qual representa o mar do Atman, o Ser interior.
    1. 5. Chinnamasta
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    A quinta Shakti do conhecimento é Chinnmasta. O seu simbolismo é forte, no sentido da dominação do ego inferior. Ela segura Sua própria cabeça numa de Suas mãos, tendo uma faca na outro. Quem mais poderia destruir os impedimentos da comunhão como Ser? Nua, Ela bebe o Seu próprio sangue, que flui acima. Duas atendentes Saktis, que representam Ida e Pingala, ambas nuas, estão uma de cada lado, bebendo o sangue que sai do pescoço de Devi. Ela tem uma jóia na testa, que é amarrada por uma serpente, a Kundalini despertada. Portanto, o Seu terceiro olho está plenamente desperto. Os seios desnudos de Devi estão adornados com lótus. De forma transcendental, Chinnamasta desfruta do amor dos amantes (Kama devi e Sua Sakti), que estão sob Seus pés. Os devotos oferecem rosas para Chinnamasta, o que Ela aprecia muito. Dentro da Yoni interior de Devi, residem três Saktis armadas. Na Yoni externa, residem três Saktis armadas também. Chinnamasta possui muitas outras armas, representando Seus poderes ou Siddhis. Muitas vezes carrego Vajra (raio), dardo, lança, clava, nó, aguilhão, gancho de elefante, tridente, lótus e Chakra. As oito pétalas ao redor da Yoni de Chinnamasta são Suas deusas servas. As pontas de cada pétala, nos pontos cardinais, são as quatro formas de Siva. Aquele que adora e contempla Siva-Kabandha em união, torna-se senhor dos Siddhis. Chinnamasta traz alegria e bem-aventurança aos Seus devotos, protegendo-os da pobreza, e abençoando com filhos, de acordo com o seu desejo.
    Os quatro pontos cardeais são Karala, Vikarala, Atikarala, e Mahakala. As oito deusas servas são, no sentido horário movente, Ekalinga, Yogini, Dakini, Bhairabi, Indrakshi, Asita, Asitanga e Sanharini. As servas externas são Khadga, Sukhadga e Vajra, e as internas são Pasha, Ankusha e Astra.


  1. 6. Bhairavi
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    A sexta Mahavidya é conhecida como Bhairavi. Ela tem a cabeça decorada com guirlanda de flores, e ou Seu semblante refulge com 1.000 raios, untados de vermelho. Nas Suas quatro mãos Ela carrega leite, livro, abençoado com o Mudra que afasta o medo, e que dá bênçãos. A Sua face é linda, com um sorriso sensual. A pela da Devi está adornada com gemas brancas, que dá um brilho de pureza para tudo, porque Ela é a essência da pureza. Ela é um oceano de bem-aventurança infindável, a raiz de todos os mundos, a mais sutil de todas as manifestações sutis. Ela vive no coração espiritual das pessoas. Ela é composta de todos os sons sagrados, portanto, Ela é a origem de todos os Mantras Dikshas, que são inumeráveis que não podem ser contados. Ela está engajada constantemente na criação, e na multiplicação da criação. Ela é a criadora do mundo, mas é também chamada de “a filha da grande montanha”, porque a Sua mente está sempre situada aos pés do Monte Meru. A Sua real substância é a existência, conhecimento e bem-aventurança. Ela é a Lua crescente, de quem os raios brilham por sobre as águas. Ela controla todos os inimigos, a energia e toda a respiração. Ela é a energia primordial ou Kundalini em Si mesma, trazendo a consciência coroando o verdadeiro Monte Meru. O Seu amante é Dakshinamurti, o Senhor Siva de cinco faces. A meditação n´Ela leva a união para prazeres indescritíveis, em todos os planos, e conduz para imortalidade, bem-aventurança, e elevadas esferas.


  1. 7. Dhumavati
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    A sétima grande Sakti da sabedoria é Dhumavati. Diferente das outras, Ela é uma viúva, que está sempre se lamentando de Si mesma. Seus cabelos são secos e desalinhados pela idade. D´Ela emana a fumaça da confusão. Alguns me vêem com a roupa desalinhada, tendo um balaio com Ela. Na primeira vista, Ela aparece enganadora e terrificante, sempre tremendo, com os olhos oblíquos, e a boca desdentada. Está constantemente com fome e com ira. Mas deve ser olhada de perto; apesar de Ela estar presente quando o devoto passa sede, fome, tem ira e está desamparado, Ela não é a causa do sofrimento deles, nem tampouco Ela é a solução final. Ela é muito, mas muito mais. A expressão que a caracteriza é “Eu sou você, e você é eu”. Os corvos que voam por sobre Ela representam a insignificância das lástimas do ego, que está sempre insatisfeito pelos seus enumeráveis desejos por coisas inferiores. Ela é a representação desta lamúria do ego. É dito que aqueles que A adoram estando nus ou com roupas íntimas, por um dia e uma noite, em jejum e em silêncio, conquistarão grande sucesso, mesmo em meio ao comportamento mundano, atingindo a elevada meta espiritual que se queira.


  1. 8. Bagala Mukhi
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    Bagala é a oitava Mahavidya. Seu Sakta é Maha Rudra com uma face uma. Junto, Eles dissolve o universo no final dos tempos. Adora-lOs em união, traz unidade da consciência. Ela possui três olhos, está vestida com roupas amarelas e gemas, tendo a lua como diadema. Ela gosta de botões de flores Champaka. Ela segura a lingua de um inimigo com sua mão direita, enquanto crava uma estaca na língua de com a Sua mão esquerda. Quando necessário, Ela é quem paraliza os três mundos. Ela é a deusa da magia negra e dos venenos. Ela é a reguladora das percepções sutis, as quais dão desapego, mesmo da morte e da miséria. Bagalamukhi significa “O pássaro de uma cabeça”. Este pássaro é tido como a essencia do engano. Ela elimina o mal provocado pelas fofocas. Ela paralisa o medo, e qualquer coisa que é falada dos outros que têm este hábito de falar mal dos outros. Ela é a desveladora da maldade, da crueldade e engano nas falas, trazendo que tem no coração. O Seu consorte é Maharudra, onde juntos estão sentados num trono de outro puro. Bagala tem três olhos, vestiando roupas amarelas; é plena de bem-aventurança, tendo seus membros brilhantes como o ouro puro. Na mão direita Ela carrega uma maça, a qual facilmente subjuga os inimigos de fala fazia, e na Sua mãe esquerta Ela segura a ponta de uma língua, o que amarra a fala do inimigo, o ego. Ela tem os braços adornados com jóias, e está emitindo doces aromas, tendo belos ornamentos. Ela está sentada por sobre um trono de um leão, num local pavilhado de rubis, no centro do oceano de néctar. Ornada com belos brincos dourados, está mergulhada em bem-aventurança, tendo uma linda face e belos seios; É radiante como o outro, e Sua face é refulgente como a Lua. Ela destrói as adversidades dos Seus devotos. Se se oferece flores amarelas com a mão esquerda, é dito que se alcança o Mantra Siddhi de qualquer Mantra. Meu Mantra sagrado irá parar toda a blasfêmia.


  1. 9. Matangi
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    A nona grande Mahavidya é Matangi. A Sua compleição é escura, sendo a filha de Matanga Rishi. Seu amado é Daksnamurti, a forma de Siva como bênção cósmica. Assim, Ela é semelhante ao Senhor Siva da Lua crescente, tendo uma lua na Sua testa. A meditação na união do casal divino traz bênçãos internas e externas. A Sua cor morena, tem três olhos como lótus. Ela está sentada num trono junto do Senhor, estando adornado com um leão, rodeada de deuses, Devas e outros seres divinos, todos servos de Matangi. Ela porta em Suas mãos um nó corrediço, uma espada, um escudo ou Khetaka e um aguilhão. Também é chamada de Modini, ou a que concede os resultados e propicia uma mudança imediata. Ela abençoa com a perfeição da fala, e promove todas as formas de talento musical, mesmo para aqueles que não são profissionais, e que não possuem educação em artes. Ela é a deusa da cultura, podendo transformar um Harijan (sem casta) num artista, e um iletrado mendigo num músico de grande status.


  1. 10 Kamala
  2. http://www.paranormal.de/symbole/indien/mahavidya/kamala2b.jpg Está é a décima grande Sakti do conhecimento. Ela está constantemente revestida em ouro, estando rodeada por quatro elefantes, que erguem maravilhosos lótus. Estes elefantes divinos representam o conhetimento, a riqueza, a pureza e a divindade, qualidades as quais Ela faz chover por sobre todos. Como uma amante divina, Ela é tanto a desfrutadora como a desfrutada. Kamala sempre tem um sorriso e uma face amável, com radiante fisionomia. A sua cabeça está coroada de jóias, e Ela se veste com finas roupas de seda, que silhuetam Seu belo corpo. Ela tem quatro graciosas mãos delicadas, duas as quais seguram um lótus. Minhas outras duas mãos, uma para cima e outra para baixo, mostram Mudras que dão bênçãos aos que se aproximam d´Ela. O Seu amado é Sada Siva, ou Vishnu com aspecto de Siva. Aqueles que adoram-nA com Sada-Siva, alcançam o sucesso em todos as ações, e recebem Suas quatro grandes bênçãos   
  3.  
  4. Fonte: http:/templodedurga.blogspot.com

14 DE OUTUBRO DURGA PUJA


Durga Puja (pronuncia-se [puja d̪ʊɾga '] , bengali : দুর্গা পূজা, Oriya : ଦୁର୍ଗା ପୂଜା, "Culto de Durga"), também conhecido como Durgotsab ( bengali : দুর্গোৎসব, "Festival de Durga"), é um festival hindu anual Sul da Ásia, que celebra a adoração do Hindu da deusa Durga Refere-se a todos os seis dias observados como Mahalaya , Shashthi, Saptami Maha, Ashtami Maha, Nabami Maha e Dashami Bijoya .  
As datas de Durga Puja celebrações são definidas de acordo com o tradicional calendário hindu e na quinzena correspondente ao festival é chamado Debi Pokkho (bengali: দেবী পক্ষ "Quinzena da Deusa"). Debi Pokkho é precedido por Mahalaya (bengali: মহালয়া) , o último dia da quinzena anterior Pitri Pokkho ( bengali : পিতৃ পক্ষ 'Quinzena dos antepassados "), e terminou em Kojagori Lokkhi Puja ( bengali : কোজাগরী লক্ষ্মী পূজা, 'Culto da Deusa Lakshmi em Kojagori Full Moon Night ") .
Durga Puja é comemorado extensamente nos estados indianos de Bengala Ocidental , Assam , Jharkhand , Orissa e Tripura , onde é de cinco dias anuais holiday.In Bengala Ocidental e Tripura , que tem maioria de bengali Hindus é o maior festival do ano.  Não só é o maior festival hindu celebrado em todo o Estado, mas também é o evento mais importante sócio-culturais na sociedade bengali.
Além do leste da Índia, Durga Puja é comemorado também em Nova Deli , Uttar Pradesh , Bihar , Maharashtra , Gujarat , Punjab , Cachemira , Karnataka e Kerala . Durga Puja é também celebrada como um grande festival no Nepal e em Bangladesh , onde 10% da população são hindus . Hoje em dia, muitas organizações da diáspora bengali cultural organizar Durgotsab em países como os Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França e Kuwait, entre outros.  Em 2006, um grande Durga Puja cerimônia foi realizada no Tribunal Grande do British Museum . [1]
O destaque de Durga Puja aumentou gradativamente durante o Raj britânico em Bengala.  Após os reformistas hindu Durga se assemelham com a Índia, ela se tornou um ícone para o movimento de independência da Índia No primeiro trimestre do século 20, a tradição de Baroyari ou Puja Comunidade se popularizou devido a isso. Após a independência, Durga Puja se tornou um dos maiores festivais comemorado em todo o mundo.
Durga Puja inclui também a adoração de Shiva , Lakshmi , Ganesha , Saraswati e Kartikeya . Tradições modernas passaram a incluir a exibição de decoração pandals e representado artisticamente ídolos ( murti ) de Durga, a troca de cumprimentos Bijoya e publicação de Puja anuais.


Fonte :wikipédia

O QUE É PUJA?

Puja, ou adoração, trata-se de uma série de rituais realizado nos altares das famílias indianas ou nos templos consagrados, podendo ser sofisticados ou simples. Quando ele é simples adoração de Deus, ele consiste na reunião das pessoas para o canto de musicas devocionais, acompanhado de instrumentos musicais, bem como para escutar sobre a filosofia e discurso dos Puranas, e para distribuir prashada, ou alimento sagrado no final da sessão. Um Kirtana é um misto de cantos, ato de contar histórias e oferecer adoração a deidade com flores e vários tipos de alimentos.
Puja em casa
Puja em casa
Puja, o ritual de adoração é muito mais sacramental quando feito com longos upaharas, ou serviços que são realizados na adoração da deidade. Diversos templos tradicionais decidem o número de upacharas para serem realizados, mas, quase em todos os lugares da Índia há uma certa base que constitui a adoração. Entre eles está Prabodha, ou o despertar da deidade; Snana, a cerimônia de banho da deidade, Avahana, convocação da deidade; Arcaka, ou as boas vindas; Pradaskhina, a circum-ambulação; Naivedya, oferenda de alimento; Aarti, a lâmpada de adoração; Prarthana, a prece e Visarjana, a despedida.
Nestes Upacharas básicos, a deidade é desperta com música e hinos de louvor. O Nirmalya, ou as flores e folhas que foram usadas cedo, são descartadas e o santuário é limpo. A cerimônia de banho é feita para um pequeno ídolo representativo, usando materiais aromáticos como o açafrão e o sândalo. Então a deidade é vestida com paramentos novos, e são decoradas com ornamentos. Depois, a deidade é convidada pelo toque de sinos e pelo sopro do búzio.
A partir de então, a deidade recebe as boas vindas mediante o presente de guirlandas, oferecendo-se um assento e ofertando-se água para lavar Seus pés e para depois aspergir nos rituais.
Puja é uma oferta com a mente concentrada e os sentidos energizados para honrar a Deus. O Puja inclui a recepção e um convite para Deus como sendo nosso convidado de honra em nossa casa. Para realizar a adoração, vários vasos tradicionais são utilizados nas casas e templos Hindus. Eles são feitos de metais preciosos, cobre ou latão. Seus formatos, apesar de ser o mesmo ao redor de toda a Índia, variam de forma marginal, de região para região. Os itens utilizados para a adoração são:
Samai
Samai_2É uma lamparina de óleo amplamente adornada com flores numa tigela. A lamparina possui vários canais onde são colocados os dip, os pavios de algodão embebido em ghee. Há um suporte para sustentar a lamparina para evitar que pingue. Os tipos de Samai diferem de região para região. Dip-Lakshmi, a lâmpada da deusa está associada com a prosperidade.
Arati
é arranjado numa bandeja de metal circular, com cinco lâmpadas de ghi, aratichamadas de nirañjanas, dispostas ao redor e untadas com ghi ou óleo. Quando acesas estas lâmpadas são usadas em movimentos circulares, da esquerda para a direita, diante da deidade enquanto são realizados sons ou cantos devocionais. Aarti é um ato de veneração e amor. Eles são feitos para as crianças nos dias dos seus aniversários, para um casal recém casado, ou como sinal de boas vindas para os convidados, e para os membros da família em ocasiões especiais.
Achamani
PanchPatra_PaliÉ uma pequena colher utilizada para banhar os ícones. Há uma pequena tigela ligada ao seu cabo, usualmente no formato de um capelo de serpentes.
Pañchapatri
É como um pequeno tambor no qual é colocado água ou leite e é usado como achamani. Ele é decorado com vários motivos, em cobre ou prata. Tanto o panchapatri como o achamani podem ser feitos de prata.
Gantha
É uma sineta feita de metal, cobre ou prata, e é usada durante os rituais, ou ghantaenquanto é cantado os aartis (adoração à deidade). Os sinos são considerados sagrados na cultura indiana. Eles são de vários desenhos e estilos, e de diferentes metais, incluindo os de cinco metais, chamados de pañchaloha. Encontram-se muitos sinos na Índia, nos templos e igrejas antigos, e eles tocam pela manhã e ao anoitecer, para celebrar um elo entre o homem e a divindade.
Kalash
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É um pote cheio com um coco e adornado com folhas de manga, sendo uma representação popular Deus.
Tamhan
Tamhan
É um pote cheio com um coco e adornado com folhas de manga, sendo uma representação popular Deus.
Shankh
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É uma grande concha que é adorada como um símbolo de Vishnu. Ela é assoprada em rituais para acalmar Deus.
Pañcamrita
(cinco néctares) é usado nos rituais de banho das deidades, sendo feito de uma mistura em partes iguais de água, leite, iogurte, açúcar, mel e ghi. Frutas frescas e secas, ou alimentos cozidos, são oferecidos para Deus, sendo conhecidos com o nome de Naivedya e quando são distribuídos aos devotos são chamados de Prashada (restos do Senhor). A água sagrada é distribuída como puja, é chamada de tirth.
Phull
Cada deidade tem a sua flor favorita. Nos rituais, as flores são escolhidas pelos suas cores, flagrância e beleza. A folhas de várias árvores e plantas, as quais são consideradas sagradas, são utilizadas. Guirlandas são feitas em inumeráveis desenhos e feitios, decorando as portas das casas ou dos templos nos dias de festival.
Narayani Puja
Narayani Puja
Dhup
Essências aromáticas, varetinhas de incenso ou agarbattis, cânfora, pasta de sândalo e açafrão são extensivamente usados na adoração, e são oferecidos, também, para criar uma atmosfera agradável.
Outros materiais de puja – pós coloridos como o kumkum (cúrcuma vermelho 30 01 Interior do Mercado de Mysoreforte), haldi (turmeric), sindur (ocre), abir e gulal são utilizados para untar as deidades. Arroz sagrado ou akshata, é feito pela mistura de arroz, kumkum e um pouco de água. Cocos, folhas de betel e nozes são oferecidas, tanto para Deus como para honrar convidados em festivais de adoração. Rañgoli é predeterminadamente desenhado num padrão de cores e desenhos para pujas específicos, e sua arte segue princípios matemáticos complexos.
Prasada
Entre os alimentos oferecidos para Deus encontra-se uma grande variedade de frutas secas, açúcar e arroz descascado. Cada um dos alimentos é igualmente aprazível para Deus, como tudo oferecido a divindade origina-se do Seu poder criativo. Todos os alimentos eventualmente são chamados prashada ou bênção. Seguindo-se a isso vem a circum-ambulação, ou caminhada ao redor da deidade com as mãos postas, então se oferecendo alimento e água perfumada suavemente, tudo isso meio a aromas de flores e incenso. O alimento assim oferecido é mais tarde distribuído para os devotos como prashada, e crê-se que neles há grande poder de bênçãos. Aarti, e o acompanhamento de prarthana formam um pedido coletivo para a deidade conferir saúde, riqueza e sabedoria. Os rituais de adoração terminam quando a deidade despede-se pelo canto de mantras.
Várias Adorações na Índia
Arati para Durga
Arati para Durga
Arati no Rio Ganges
Arati no Rio Ganges
Abisheka Hanuman
Abisheka Hanuman


Fonte do artigo: www.hinduismo.prg.br

HINDUISMO II


Hinduísmo - 4° Raio, o branco, Chakra da base da espinha. O raio da pureza a purificação do nosso corpo, mente e alma, para que possamos ser o templo do Espírito Santo. As qualidades de Deus que trazem ao homem: Pureza, Perfeição, Auto disciplina, Moralidade, Esperança, Vida, Espirais positivas, Alegria, Êxtase Espiritual, Unidade, Perfeição, Simetria, Geometria, Lei, Ordem, Comensurabilidade, "Em cima é como em baixo", Arquitetura divina, Molde de vida, Decisão, Piedade, Devoção e Harmonia.

Sanat Kumara
Sanat Kumara é venerado no hinduísmo como um dos quatro ou sete filhos de Brahma. São retratados como jovens que permaneceram eternamente puros. Ele é considerado um dos mais antigos progenitores da humanidade. Sanat Kumara revelou sua identidade quádrupla como protetor do Cristo Cósmico nos quatro quadrantes da Matéria e nos seus próprios Portadores de Luz como :


1)Kãrttikeya, deus da guerra e comandante em-chefe do exército de deuses. Dizem as lendas que Kãrttikeya nasceu para exterminar o demônio Tãraka, que simboliza a mente inferior, ou ignorância.
2) Kumãra,"o jovem santo".
3) Skanda, filho de Shiva.
4) Guha, "gruta"; assim chamado porque vive na gruta do coração.

Sanat Kumara ocupou o cargo de Senhor do Mundo até seu discípulo Gautama Buda alcançar mestria suficiente para ocupar esse cargo. Em 1 de janeiro de 1956, Gautama Buda foi coroado Senhor do Mundo e Sanat Kumara, como Senhor Regente do Mundo, retornou a Vênus e à sua chama gêmea, a Mestra Ascensa Vênus. Ali, em outra dimensão da oitava 'física/etérica' juntamente com os outros santos Kumaras, o Poderoso Vitória e suas legiões, muitos Mestres Ascensos e Portadores de Luz de Vênus - ele continua a prestar serviço com a Grande Fraternidade Branca, em benefício do planeta Terra.

Em 25 de maio de 1975, a Mestra Ascensa Vênus anunciou que "permaneceria algum tempo na Terra", a fim de consagrar novamente os fogos da mãe, enquanto Sanat Kumara mantém a chama em Vênus.
Gautama Buda ocupa o cargo de Senhor do Mundo (citado como "Deus da Terra" em Ap 11:4), sucedendo recentemente a Sanat Kumara, que manteve o cargo por dezenas de milhares de anos. O seu cargo é o mais elevado na hierarquia espiritual do planeta no entanto, o Senhor Gautama é na verdade o mais humilde dentre os Mestres Ascensos. A níveis interiores, ele mantém a chama trina, a centelha divina, para aquelas correntes de vida que perderam o contato direto com sua Presença do EU SOU e que criaram tanto carma negativo que tomaram-se incapazes de magnetizar Luz suficiente da Divindade, para manter a encarnação física de suas almas na terra. Através de um fio de luz muito fino que interliga seu coração aos corações de todos os filhos de Deus, o Senhor Gautama alimenta a chama tremeluzente da Vida, que deveria arder no altar de cada coração com uma amplitude maior de amor, sabedoria e poder, estimulada pela consciência do Cristo em cada um.

A história da Índia começa entre os anos 3000 e 2500 a.C., com o surgimento da civilização das cidades de Harappa e Mohenjo Daro no vale do rio Indo.

Por volta de sete mil anos a.C., o chamado periodo de Pré-Védico, a civilização do Vale do Indo estava em pleno desenvolvimento, com cidades de até 20.000 habitantes, baseadas na agricultura, no artesanato e com um comércio bem desenvolvido.
Por volta de 2000 a.C., os arianos começaram a invadir a Índia através das montanhas do noroeste, forçando os drávidas a recuar para o sul. Os drávidas mantinham uma sociedade organizada, centralizada e conservadora, sustentada pela riqueza do comércio, da pesca e da agricultura, sendo muito hábeis na irrigação.

No campo espiritual, enfatizam a crença no renascimento e no processo de causa e efeito de nossas ações. A libertação seria fruto da renúncia às coisas mundanas e da prática de austeridades e meditação. Os drávidas desenvolveram formas primitivas de yoga e meditação, que mais tarde seriam herdadas pela religião hindu. Já os arianos não acreditavam no renascimento ou na retribuição moral das ações. Eles enfatizavam a prática de rituais e sacrifícios como um meio de conseguir riqueza, poder e fama. Sua meta não era a libertação espiritual, mas sim chegar ao paraíso — isto é, versão melhora da vida terrena.
A partir do encontro da religiosidade ariana com a pré-ariana, surgiu o hinduísmo.

É importante também observar que o próprio conceito de ariano não era, até antes do sec. XIX, associado a nenhuma etnia. O o termo árya, nobre, referia-se a uma cultura e base idiomática comum de povos, associada ao sânscrito, sem ter qualquer conotação étnica ou racial. Essa distorção, criando o conceito dos drávidas de pele escura em oposição aos arianos de pele clara, surgiu na Europa junto com os movimentos filosóficos que deflagaram posteriormente o separatismo étnico.



OS VEDAS

A palavra “Vedas” vem do sânscrito e tem como raiz “Vid” que pode ser traduzida como “conhecimento”. Assim, os Vedas são os quatro textos em sânscrito que formam a base do sistema de escrituras sagradas do hinduísmo: Rig-Veda: dedicado aos rituais e ao louvor às divindades; Yajur-Veda: dedicado as fórmulas sacrificiais (yajus, yajna); Sama-Veda: dedicado aos cânticos usados nos rituais do fogo e aos mantras; Arthava- Veda: todo dedicado às fórmulas mágicas e aos mantras.



Segundo ensina o hinduísmo, os Vedas contêm as verdades eternas reveladas pelos deuses e a ordem (dharma) que rege os seres e as coisas, organizando-os em castas. Cada casta possui seus próprios direitos e deveres espirituais e sociais. A posição do homem em determinada casta é definida pelo seu karma (conjunto de suas ações em vidas anteriores). A casta à qual pertence um indivíduo indica o seu status espiritual. O objetivo é superar o ciclo de reencarnações (samsara), atingindo assim, o nirvana, a sabedoria resultante do conhecimento de si mesmo e de todo o Universo. O caminho para o nirvana, segundo ensina o hinduísmo, passa pelo ascetismo (doutrina que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem), pelas práticas religiosas, pelas orações e pela yoga. Assim a pessoa alcança a “salvação”, escapando dos ciclos da reencarnação.

Somente membros das castas mais elevadas, brâmanes, podem realizar os rituais hindus e ter posições de autoridade nos templos hindus.


A teologia hinduísta se fundamenta no culto aos Avatares (manifestação corporal de um ser imortal, por vezes até do Ser Supremo) da divindade suprema, Brahma. Particular destaque é dado à Trimurti - um trindade constituída por Brahma, Shiva e Vishnu.


Fundamentos importantes

- Para o Hinduísmo, as pessoas possuem um espírito (atman), que é uma força perene e indestrutível. A trajetória desse espírito depende das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma.

- Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

- Os rituais se compõem de dois elementos principais: Darshan, que é a meditação / contemplação da divindade, e o Puja (oferenda).

- A alimentação vegetariana é um dos pontos essenciais da filosofia hindu. Isso porque é livre da impureza (morte / sangue), e como todo alimento deve ser antes oferecido aos deuses, não se poderia ofertar algo que fosse "sujo".

- As preces são entoadas como cânticos no idioma sânscrito, língua "morta" que deu origem ao hindi e a um grande número de dialetos praticados na Índia. Essas preces recebem o nome de mantras. Os mantras são dirigidos a diversas divindades, ou estimulam qualidades pessoais. Em geral, são entoados 108 vezes, e para sua contagem utiliza-se o japa-mala (colar de contas), uma espécie de "rosário", confeccionado em sândalo ou com sementes de rudraksha (árvores consideradas altamente auspiciosas pela tradição indiana).

- O mantra mais importante é o OM, "sílaba sagrada" que representa o próprio nome de Deus. OM é a semente de todos os mantras e princípio da criação. Foi dele que derivou toda a matéria - neste aspecto, podemos até traçar um paralelo com o gênesis da Bíblia: "E o som se fez carne".



Alguns Deuses hindus e suas caracteristicas:




Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.


Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.



Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.




Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.




Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.





Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.
 


Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.



Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do "Bhagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.

Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.


Dentre todas as religiões orientais, o hinduísmo, que compreende grande variedade de elementos heterogêneos, é a de mais difícil apreensão pela mentalidade ocidental. Sua expressão ultrapassa os limites da religião e percorre toda a estrutura social, dos atos comuns da vida diária até a literatura e a arte.
Hinduísmo é um termo genérico usado para designar a religião dos hindus, uma das mais antigas do mundo. Baseado nos "princípios eternos" (vaidika dharma) da doutrina dos Vedas (sabedoria divina), é também chamado saratana dharma (religião eterna). O hinduísmo estabeleceu as bases para muitas outras correntes religiosas e filosóficas e passou por várias etapas, desde o hinduísmo védico, bramânico e filosófico, até certos movimentos sectários e reformadores, entre os quais se incluem o budismo e o jainismo, surgidos no século VI a.C. Em sua forma atual, o hinduísmo pode ser visto como terceira fase do bramanismo. Sem um corpo de doutrinas, cultos ou instituições comuns, o hinduísmo abrange uma infinidade de seitas e de variações, monoteístas ou politeístas. O hinduísmo é disseminado na Índia, no Paquistão, em Sri Lanka e Myanmar, e há adeptos dessa religião na África do Sul, Bali, Trinidad e ilhas Fidji.


Cerimônia hinduísta no rio Ganges. As práticas religiosas são aspectos da vida social das comunidades ricos em dados de interesse antropológico.

FONTE:Eliane Carotta / internet
http://fraternidadebranca-luzdanovaera.blogspot.com

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