quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O QUE É UM JAPAMALA?


(Japa=repetição, Mala=cordão ou colar)

"Japa" é uma palavra em sânscrito que vem da raiz verbal "jap", que significa "murmurar, sussurrar".


"Japa" é a prática feita pelos yogis na repetição em tom de murmúrio de mantras, de passagens das escrituras, ou do nome de uma divindade.


A repetição destes mantras, o "Japa", é uma "corrente", um "cordão de energia".


Mala é uma palavra de vários significados em sânscrito, porém neste caso, ela quer dizer, apenas, "cordão de contas".

Temos então duas correntes, uma espiritual, "Japa" e outra material, "Mala". Assim, as energias espirituais invocadas "Japa", energizam o "Mala".

Geralmente, o "mala", utilizado para o "japa", "murmurar", contém 108 contas.

Um Mala pode conter contas que também formam divisões de 108, de modo que o mesmo cálculo possa ser mantido.


Chegar ao "Meru", a conta central no mala, mostra que você fez o seu "japa" por 108 vezes. Completar o circuito de 108 mantras é um passo a mais no caminho da elevação espiritual. Cada Volta realizada no "Mala", é um degrau na escada para a união com o éter divino.


Um "mala" estimula seu usuário a fazer os "japas" diariamente.


A Japamala, mais conhecida no ocidente como rosário de orações, é um objeto antiqüíssimo de devoção espiritual, sendo utilizada em muitas culturas e religiões para marcar orações ou mantralizações. Existem de diversos tipos, tamanhos e materiais e podem ter uma quantidade diferente de contas, de acordo com a cultura ou religião. No Hinduísmo ou Budismo se usam com 108 contas, havendo sempre uma conta maior representando a Divindade, ao redor do qual giram as 108 distintas manifestações, retornos ou encarnações. É a diversidade que gira em torno de uma única unidade.



PRÁTICA DEVOCIONAL




Fazer japamalas, ou japear, é uma atitude devocional importantíssima para todo o devoto que queira aproximar-se em atitude mística da Divindade, podendo-se consagrar a Japamala ao Bendito Vishnu, a Krishna, a Bendita Mãe Divina, ao Cristo, ou simplesmente a Deus, se assim preferir. Fazer Japamalas é adorar a divindade, é humilhar-se, é morrer em si mesmo, ou seja, em nossos defeitos e em nossa parte humana e com isso nascer para o espiritual, para nossa parte divina, desenvolvendo com isso virtudes, dons, talentos de Deus, donzelas espirituais que florescem no jardim de nossa bendita alma. Deve-se fazer muita japamala, muitas vezes ao dia, todos os dias, se é que queremos avançar no caminho devocional.


COMO FAZER




Segure a Japamala com uma das mãos e com o dedo polegar vá girando as pequenas contas conforme for fazendo tuas orações ou repetições de mantrans sagrados, ou seja, segure a primeira conta com o polegar e faça tua primeira oração, quando terminar puxe a segunda conta e continue tuas orações, continuando assim até o final, isto é, até completar as 108 contas. Neste momento é importante não passar por cima da conta principal, ou seja, a conta que representa a Divindade, pode-se dar um beijo nesta conta, demonstrando adoração e devoção e depois se deve virar a Japamala e continuar as repetições ao contrário, quantas vezes quiser, mas sempre que chegar na conta principal deve-se retornar e jamais passar por cima.




COMO ORAR




O mais importante da oração é a mística, a devoção, pois esta sai do coração e não da mente, já que orações repetitivas apenas de forma mental não tem valor algum. Então a primeira coisa que se deve fazer é ter uma atitude mística, santa, devotada, em profunda gratidão e adoração. Se você tem simpatia pelo oriente use mantrans indianos como o “Hare Krishna”, “On Namah Shivaya”, ou ainda mantrans Tibetanos como “Om Tare Tutare Ture Sohá” ou ainda “Om Mani Péme Hung” ou escolha algum mantram devocional ou pequena oração de sua preferência. Caso tenha mais simpatia pelo cristianismo pode-se também, com a mesma eficácia, usar: “Cristo Bendito, Cristo Amado, Cristo Santíssimo, ajuda-me, cura-me, purifica-me”. Lembre-se de que Vishnu, Krishna, Cristo, Logos Solar, etc. são nomes da mesma divindade. Estas práticas devem ser feitas muitas vezes ao dia, em casa, no trabalho, na escola, no ônibus, se puder faça em voz alta, caso contrário, faça mentalmente, mas sempre buscando uma atitude mística e devocional, não se esqueça.





CONSAGRAÇÃO E PODERES


A Japamala pode e deve ser consagrada como um objeto mágico, que pode chegar a possuir um imenso poder de cura, de proteção, de conjuração, de imantação espiritual, para isso é importante seguir algumas recomendações:



1. Uma das primeiras coisas que se deve fazer é lavar tua Japamala com água e sal, para limpar as energias de todas as pessoas que tiveram contato com ela, desta forma ela se purifica e a partir daí somente você deve toca-la, ou seja, não se deve deixar que outra pessoa pegue tua japamala, com raras exceções, como esposo(a) ou outro familiar próximo.



2. Quando não estiver usando tua Japamala deve-se coloca-la ao pescoço e andar sempre com ela, tira-se apenas para tomar banho ou para dormir, ou para praticar é claro, já que o mais importante é estar com ela nas mãos praticando.




3. Deve-se perfuma-la com freqüência, de preferência com perfume de sândalo, pode-se comprar um vidrinho de essência de sândalo ou rosas e colocar algumas gotas todas as manhãs antes de suas práticas.


4. Lembre-se de que a Japamala irá cada vez mais se imantando com sua própria devoção, portanto quanto mais amor, mística e devoção você tiver, mais poder ela terá, chegando a se converter em uma arma mística, ou seja, ela vai se transformando em um poderoso amuleto, ou talismã, que lhe trará sorte, saúde, proteção, dinheiro, prosperidade, amores, felicidade, etc.



5. A Japamala possui poderes especiais para a cura, por exemplo: se você tem dor de cabeça pode coloca-la acima da cabeça e fazer tuas orações, assim como preocupações, resoluções de problemas, stress, etc. pode-se pedir a ajuda espiritual da japamala. No caso das mulheres, pode-se usar a Japamala para aliviar dores de cólicas menstruais, colocando-a em cima do ventre e orando pela cura. Se você tiver alguma pessoa querida enferma também poderá usar o poder de sua Japamala para pedir a cura, para isso basta colocar a Japamala no enfermo e fazer tuas orações místicas, lembre-se apenas de lavá-la com água e sal depois para limpar as energias.


6. Pode-se também ter varias Japamalas, de vários tamanhos e cores. Um para levar sempre consigo, uma para deixar dentro do carro (para proteção), outra para deixar no Altar, etc.


OUTRAS INFORMAÇÕES




POR QUE USAR UM MALA ?


O Mala é utilizado para contar mantras em grupos de 108 repetições.


A palavra mantra vem do sânscrito, "man" que significa "mente" ou "pensamento" e "tra" significa "proteger" "socorrer". Assim, mantra quer dizer : proteger nossas mentes de maus pensamentos.


Os mantras são um meio de comunicação espiritual das religiões hindu e budista. Um mantra sagrado é normalmente entoado em sânscrito. Quem entoa mantras busca a intercessão espiritual. Uma forma de orar repetidamente, a fim de magnetizar as energias de uma determinada divindade.


Praticamente todas as religiões entoam alguma forma de oração para a comunhão espiritual com seres mais elevados.

Mantra é formado por palavras em sânscrito com poderes para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual, manifestar desejos e muito mais.


Entoar mantras é uma forma de meditação. Uma pessoa entoa mantras repetidas vezes, em murmúrio ou em alto tom. A mente focaliza-se no conteúdo do mantra e os pensamentos tornam-se positivos e poderosos, a respiração deve ser lenta e profunda.


USANDO UM MALA


 Segurando o seu cordão de contas, o "Japa Mala", na mão direita, deixe que ele escorregar sobre o dedo do meio (o dedo do céu, o dedo mais longo). O dedo indicador não deve tocar as contas, ficando estendido durante todo o período da entoação dos mantras, o "japa".
Comece sempre pela conta seguinte à grande conta, o "meru", que significa "montanha", e não deve ser contado, nem tocado pelo dedo do polegar, o Meru é apenas o ponto inicial e final da contagem das contas.
Puxe as contas de seu Mala sempre em sua direção, uma a uma, entre seu dedo polegar e o dedo do meio, usando seu polegar para “contar” e puxar cada conta, puxando levemente, enquanto recita o mantra escolhido, e movendo para a próxima conta, até completar a série de 108 contas de seu mala, entoando seu mantra escolhido, por 108 vezes seguidas, ou mais.

Uma conta é puxada por cada repetição do mantra.

O polegar representa seu chakra da garganta e o dedo do meio representa o éter divino no chakra do coração. Assim, como estamos nos comunicando com seres elevados do plano etéreo, este mudra aumentará nosso poder de comunicação espiritual.

Mantenha a mente firme prestando a atenção em sua respiração, nas contas e em seu mantra.

Uma vez que você alcance o Meru, caso queira continuar mais 108 vezes, não o ultrapasse. O Meru é a conta estática do Mala.

Vire as contas ao redor e continue na direção inversa. Isto se faz necessário por que quando puxamos as contas ganhamos um espaço entre elas, assim juntamos as contas que ficaram para trás, se formos em frente pelo caminho que começamos, encontraremos as contas muito juntas do outro lado do Meru, e o polegar não poderá fazer o "mudra da riqueza espiritual", que toca estes dois dedos a cada puxada.



O Japa Malas pode ajudá-lo a tirar a tensão, a ansiedade, o medo e levará você a atingir níveis mais altos de consciência e realização espiritual.

A utilização de Japa Malas aumenta a felicidade e a capacidade de meditação. As contas de Japa dão mais foco e maior determinação a quem às utiliza.

Um mala pode ser um colar ou uma pulseira. A pulseira deve ter 27 contas, que precisarão ser contadas por 4 vezes para completar 108.


O PODER DE UM MALA

Seu Mala pode ser imantado com o poder de "Japa"de seu mantra, para isso você precisará praticar todos os dias, por pelo menos 40 dias seguidos. Após 108 dias o mala ficará carregado da energia do poder do mantra entoado/ murmurado/ meditado, e você poderá colocá-lo ligeiramente sobre si ou em outros, para transmitir a energia do mantra, armazenada na mandala de luz, formada em seu Mala.

O ideal seria utilizar um Mala para cada mantra. Quando utilizar o seu mala com um novo mantra, a energia do novo mantra começará a substituir a energia do mantra anterior, então é recomendado usar um novo mala com cada mantra, se possível, é claro.

Outra boa idéia é ter um Mala para cada raio. Cada um dos sete principais chakras carrega as energias de uma das sete principais consciências de Deus.
Quando não estiver utilizando seu mala, guarde-o em um lugar limpo e sagrado. O melhor lugar para guarda-lo é sobre um altar pessoal ou sobre uma estatueta sagrada de uma divindade.

O mala é utilizado para que uma pessoa possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter a necessidade de ficar contando as vezes que entoa.

UMA TRADIÇÃO EM VÁRIAS RELIGIÕES



Os maometanos também têm um "mala" que se chama "tasbi", eles mantém nas mãos enquanto repetem suas orações. Rolam as contas entre os dedos enquanto repetem o nome de Allah.

Os cristãos têm seu "terço" nas mãos, enquanto fazem suas orações diárias. Conta-se que a palavra "rosário", que tem semelhanças óbvias ao mala, veio do tradicional "Japa Mala" hindu. Quando exploradores romanos vieram na Índia e conheceram o mala, eles ouviram " jap mala" em vez de "japa Mala". "Jap" significa "rosa" e um mala então, foi levado ao Império romano como "rosarium". O rosário possui 50 contas separadas de dez em dez por outra de maior tamanho, e seus extremos se unem em uma cruz. Totalizando 54 contas (a metade do rosário oriental de 108 contas).



Os Hindus, quando decidem fazer um mantra por mais de 108 vezes, colocam um grão de arroz para cada 108 vezes, dentro de uma tigela. Toda vez que chegam ao Meru, tiram um grão de arroz da tigela.

No Budismo Tibetano, é comum a utilização de malas maiores, por exemplo de 111 contas. Eles contam um mala como 100 contas e 11 extras para compensar possíveis erros cometidos pelo caminho.


No Budismo, a utilização do Mala pode ser feita com qualquer uma das mãos e os dedos também podem ser outros, dependendo da vontade de cada um. o que conta mesmo é a repetição dos mantras.


A tradição islâmica, trabalha com um rosário de 99 contas. O rosário se divide em três séries de 33 contas, cada uma delas representa um mundo. Conta-se que a conta faltante para completar a centésima, só se encontra no Paraíso.


Uma grande variedade de materiais são usados para fazer contas de mala. Na tradição budista tibetana indicam o uso de osso (animal, a maioria comumente de boi) ou às vezes humano, os ossos de Lamas falecidos, são de grande valor.




MALA DE OSSOS HUMANOS SAGRADOS DO NEPAL


Mala Sagrado feito com 108 finas contas de ossos de crânio humano do Nepal. Estes são ossos de crânio de budista praticantes que já fizeram a passagem. Seu preço é elevado devido a sua raridade. O propósito deste Mala de Ossos é orar, recitar mantras e meditar em cortar o egoísmo, apegos fortes e cultivar uma consciência livre.



Outros usam madeira ou sementes da árvore Bodhi. Pedras semi-preciosas tal como coralina e ametista podem ser usados, também. O material muito utilizado é madeira de sândalo.

O SIGNIFICADO DO NUMERO 108


Por que o número 108?



O número “108” é considerado um número sagrado, por diversas razões matemáticas, físicas e metafísicas. Para se ter uma idéia, este número é produto de operações matemática simples e precisas. Por exemplo, ao se multiplicar 1 elevado a ele mesmo por 2 elevado à 2ª e por 3 elevado à 3ª, o resultado é 1 x 4 x 27 = 108. O alfabeto sânscrito possui 54 letras ou fonemas masculinos e 54 que são chamados femininos, resultando em 108 fonemas.


O número nove é considerado um número sagrado para os Hindus, 1 + 0 + 8 = 9. O “108″ também aparece como a representação do chackra cardíaco; no Shri Yantra; nos textos védicos, onde 108 é o número em que se divide o tempo entre passado, presente e futuro; na astrologia, com seu 9 planetas e 12 casas ( 9×12 =108); na astronomia, que mede o diâmetro do Sol como sendo 108 vezes o diâmetro da Terra. E ainda 108 são o número de Gopis de Krishna, 108 são os Upanisades, 108 são o número de contas do japamala. Em termos de diâmetro solar, a distância entre o Sol e a Terra é de 108 vezes o diâmetro do Sol. A distância média entre a Lua e a Terra é de 108 vezes o diâmetro lunar.


Simbolicamente, fazer uma volta de japamala equivale a fazer uma jornada pra o céu. Como parte da correspondência entre o que está embaixo e o que está acima, 108 é também a metade do número de grupos de hinos do Rig Veda . Simbolicamente falando, 108 é o número que representa a região média (antariksha) entre o céu e a terra. Desta forma, as 108 contas do mala representariam um número equivalente de degraus que nos levam à realidade transcendental.

E o número doze? Vejamos: doze foram os apóstolos de Jesus.


Doze são os meses do ano e também doze são as legiões de anjos. Jesus disse a Pilatos: – "Você pensa que eu não posso chamar meu Pai e Ele mandaria imediatamente doze legiões de anjos para me salvar?".


O relógio marca doze horas. O chakra do coração tem doze pétalas significando doze vibrações únicas que são como doze chaves para as doze portas da cidade celestial. Doze são os signos do zodíaco.


Existem doze hierarquias celestiais, cada uma referente a um signo zodiacal. Elas carregam, mantêm e seguram à disposição da humanidade, as doze virtudes de Deus que são: poder, amor, mestria, controle, obediência, sabedoria, harmonia, gratidão, justiça, realidade, visão e vitória divina.


Doze são os raios de Deus, sendo sete conhecidos e cinco raios secretos. Temos doze chakras, sendo também cinco secretos. Doze são os frutos da Árvore da Vida.


Assim, grande é o poder dos 108, pois ele representa a multiplicação dos poderes de nove por doze (9 x 12 = 108). Isto é a confirmação da vontade de Deus nos 12 raios da consciência divina manifestados na Terra.


CONSAGRANDO SEU JAPAMALA


A consagração fornece energia e vida ao seu Japamala. E a partir dai ele será energeticamente imantado e terá uma finalidade.


Primeiramente acenda um incenso da sua preferência, eu indico (alfazema). Passe-o pela fumaça do incenso, virando-o de modo que todos os lados sejam purificados e diga: “Que a essência da Terra, do Ar, do Fogo e da Água limpe e purifique este Japamala.


Ajoelhe-se em frente ao seu altar se possivel , segure seu Japamala com ambas as mãos por alguns minutos, concentrando nele todos os seus pensamentos e suas energias e levante-a sobre a cabeça.


Eleve seu pensamento à Deus, ou conforme sua crença pessoal, pedindo às Forças Superiores que consegrem seu japamala, para que ele possa lhe conferir LUZ, PROTEÇÃO, SABEDORIA E ELEVAÇÃO ESPIRITUAL etc...



Você poderá também se quiser passa-lo no calor da chama de uma vela.

Ou então mudar as palavras, ou criar seu próprio ritual de consagração, caso ache melhor.

Para finalizar assopre luz no seu Japamala, para impregna-lo com sua propria energia.

Você também poderá perfuma-lo se quiser. (essência de Sândalo é a mais indicada,pois auxilia na sua meditação).


Reconsagre seu Japamala sempre que sentir que ele está ficando descarregado.


Limpando seu Japamala de energias.


SUGESTÕES:


Mergulhe os dedos na água salgada ou borrife o japamala de todos os lados. Ou...


Deixar cerca de 30 minutos seu Japamala, em cima de um prato com Sal Grosso. Ou...


Passe-o na chama de uma vela, pedindo para o elemental fogo transmutar todas energias negativas do seu Japamala. Ou...


Passe-o pela fumaça do incenso, virando-o de modo que todos os lados sejam purificados e diga: “Que a essência da Terra, do Ar, do Fogo e da Água limpe e purifique este Japamala.


CONSERVANDO SEU JAPAMALA




Japamalas não possuem garantia de fabricação, pois são ¨cordões de energia¨ e são considerados amuletos de proteção que funcionam como fusível e costumam romper-se em circunstancia de muita tensão ou carga energética negativa, seja ela gerada pelo individuo ou proveniente de fora. Caso se rompa o ideal é descarta-lo, pois ele já cumpriu sua função como escudo protetor. Para melhor conservação, indico que o limpe energeticamente pelo menos quinzenalmente. Evite usa-lo como colar exposto do lado de fora da blusa e evite deixa-lo exposto fora da bolsinha. Não deixe que ele encoste no chão, e que as pessoas o toque.


Japamalas com Rudrakshas



Estas sementes são originárias da Índia, Indonésia e Nepal. Enquanto fruto, ela apresenta-se como uma pequena esfera azul. Pode ser encontrada com variações de forma, tamanho e coloração. As variações são devido à quantidade de gomos ou “mukhi” que formam as sementes. As cores são variações do marrom.

Rudraksha significa “lágrima de Rudra” e Rudra é um nome do Sr. Shiva, o Benevolente Senhor da Compaixão e Transformação.


As sementes de Rudrakshas contém um número determinado de linhas, que corresponde às influências planetárias, sendo uma para cada planeta.




Alguns japamalas são feitos com sementes de 5 “mukhi” (linhas ou gomos). Elas têm a propriedade de harmonizar a pressão sanguínea de quem as usar, além de pacificar os pensamentos e ajudar a eliminar as doenças do corpo e efeitos maléficas das energias de Júpiter. Ao usar estas rudrakshas haverá melhora na inteligência e, cada vez mais, melhora no uso das palavras, no contato com a beleza, no conforto e na harmonia familiar.


As pessoas que usam rudrakshas de 5 “mukhi” (panchamukhi) conseguem permanecer no caminho da verdade e da bem-aventurança. E estão sempre muito protegidas, a morte não se aproxima fora de sua hora. Há uma fina sintonia com os 5 elementos e todos os inimigos são derrubados ou afastados, portanto são ótimas para as práticas espirituais.


Simbolismo e propriedades fisico-quimicas da semente de Rudraksha.


Na cultura do Yoga a presenca da semente de Rudraksha e muito comum em colares, pulseiras, altares ou objetos decorativos de seus praticantes e aprofundar seu signifcado e conhecimento pode fortalecer a consciencia, correta utilizacao e beneficios dessa semente.



Segundo a enciclopedia Wikipededia, Rudraksha é uma arvore alta que é natural desde as planícies do rio Ganges, na India, ate o Himalaia, e ocorrendo em certas áreas centrais do Nepal; mas ela também é cultivada em outras regiões do mundo.


Propriedades eletromagneticas ideais para concetracao e foco.


O Rudra Centre(http://www.rudraksha-ratna.com ) coordenou um estudo combinado para a investigacao biomedica das implicacoes do Rushraksha com os departamentos de Bioquimica, Engenharia Eletrica, Psiquiatria, Medicina Gerak e Psicologia revelando:


1) Efeito tranquilizante propicio para desenvolver profundo foco e concentracao causado pela reducao da pressao arterial estimulada por uma bateria suspensa no estado seco na semente mas que volta a se reproduzir ao se umedecer no contato com a pele. No processo de reproducao a bacteria emana impulsos eletro-magneticos e substancias na pele que induzem ao estado tranquilizante.


Simbolismo


O nome rudraksha, em sanscrito, é um termo composto (rudra (रुद्रः) = deus dos trovões + ākṣa = olho) que é dado tanto a esta árvore como também a seus pequenos frutos e sementes



A rudraksha faz parte íntegra do hinduismo, um dos sistemas religiosos com o histórico mais antigo do mundo, onde há muito vem sendo associada à figura mitológica do Senhor Shiva.


Uma das historias conta que Shiva ficou em meditacao por 1000 anos com os olhos semi serrados ate que seus olhos finalmente cederam e a primeira lagrima que caiu de seus olhos no terreno tornou-se uma Rudraksha.

Outra Lenda nós diz que: Rudraksha significa “lágrima de Shiva”, “Rudra” é um dos nomes do Senhor Shiva, geralmente atribuído à sua forma mais anciã, e “Akasha” significa lágrima. Conta a lenda que o Senhor Shiva, ao ver o sofrimento da humanidade, se encheu de compaixão e chorou, e suas lágrimas, ao caírem na terra de Bharata (a antiga Índia, que antes compreendia o conjunto maciço de todos os continentes), viraram as sementes de Rudrakshas

Arte Japamala.



Fontes:

http://www.universomistico.org
http://www.grandefraternidadebranca.com.br
http://www.artejapamala.blogspot.com 
http://filosofia-esoterica.blogspot.com

MANDALA


Mandala (मण्डल) é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.

Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. Uma vez que o plano arquitetônico do templo é obra dos deuses e se encontra no centro muito próximo deles, esse lugar sagrado está livre de toda corrupção terrestre. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e a função que elas exercem de ligação entre a Terra e o Céu. Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java, na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.

A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas as cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também a mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.
Vajravarahi Mandala.jpg

Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.

Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.

O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. É um processo bastante lento, com movimentos meticulosos. O grande benefício para os que meditam a partir da mandala reside no fato de que a imaginaram mentalmente construída numa detalhada estrutura tridimensional.

No processo da construção de uma madala, a arte transforma-se numa cerimônia religiosa e a religião transforma-se em arte. Quando a mandala está terminada, apresenta-se como uma construção extremamente coloria. Depois do ciclo é desmanchada, a areia é depositada, geralmente, na água. Apenas uma parte é guardada e oferecida aos participantes.

Um monge inicia a destruição desenhando linhas circulares com seu dedo, depois espalham a areia e a colocam em uma urna. Quando a areia é toda recolhida, eles apagam as linhas que serviram de guia à construção e despejam a areia nas águas do rio.

Fonte :Wikipédia

O PODER DA IMAGEM - YANTRA


O que é um Yantra?
YANTRA literalmente significa "apoio" e "instrumento". Um Yantra é um desenho geométrico atuando como uma ferramenta altamente eficiente para a contemplação, a concentração e a meditação. Yantras realizar significado espiritual: não existe um significado específico que se refere aos níveis mais elevados de consciência.
O Yantra fornece um ponto focal que é uma janela para o absoluto. Quando a mente está concentrada em um objeto único e simples (neste caso um Yantra), a vibração mental cessa. Eventualmente, o objeto é descartado quando a mente pode permanecer vazio e silencioso sem ajuda. Nas fases mais avançadas, é possível alcançar a união com Deus através da visualização geométrica de um Yantra.
O Yantra é como um retrato microcósmico do macrocosmo. É um ponto de foco e uma porta externa e interna. O Yantras são freqüentemente focadas em uma divindade específica, etc. sintonizando a Yantras diferentes que você pode tocar em certas divindades ou centros de força criativa do universo.

Yantras geralmente são projetados de modo que o olho é levada para o centro, e muitas vezes eles são simétricos. Elas podem ser desenhadas em papel, madeira, metal ou terra, ou eles podem ser tridimensional.

  O Yantra mais famoso da Índia é o Sri Yantra, o Yantra de Tripura Sundari. É um símbolo de todo o cosmos, que serve para lembrar o médico da nondifference entre sujeito e objeto.
Como funcionam os Yantras?
Na base da operação Yantra é uma coisa chamada "forma de energia" ou "energia" forma. A idéia é que cada forma emite uma freqüência muito específicas e padrão de energia. Exemplos de idade acredita que em forma de energia são os Yantras e mandalas de filosofias orientais, a estrela de Davi, a estrela de cinco pontas (Pentágono), a cruz cristã, as pirâmides e assim por diante. Certos poderes 'são atribuídas a várias formas. Alguns têm o "mal" ou energias negativas e algumas "boas energias" ou positivo, mas em Yantra Yoga só as energias benéficas e harmonioso são utilizados.

Quando um se concentra em um Yantra, sua mente é atomatically "sintonizado" por ressonância a energia em forma específica de que Yantra. O processo de ressonância é então mantida e ampliada. O Yantra atua apenas como um "sintonizar" mecanismo ou uma porta. A energia sutil não vêm do YANTRA si, mas do macrocosmo.

Basicamente Yantras são chaves secretas para o estabelecimento de ressonância com as energias benéficas do macrocosmo. Muitas vezes o Yantras podem nos colocar em contato com energias extremamente elevadas e entidades, sendo de inestimável ajuda no caminho espiritual.
Yantras são pouco conhecidos no Ocidente
Neste momento, há pouco sabe sobre Yantras no mundo ocidental. Muitas pessoas consideram-nos apenas bonitas imagens e alguns artistas pretendem chamar "Yantras" de sua imaginação. Eles estão muito longe do verdadeiro significado e uso de Yantras. Primeiro de tudo, Yantras não pode simplesmente ser inventado da imaginação. Cada modo específico e emoção tem uma forma de energia associada e forma. Esta forma inequívoca determina a forma do YANTRA associado ao humor. O Yantras tradicionais foram descobertos através da revelação, pela clarividência, e não inventada. É preciso ser um verdadeiro mestre espiritual, um guru tântrico, para ser capaz de revelar uma YANTRA novo para o mundo.

Pesquisar na Internet e as bibliotecas e você vai encontrar muito pouco conhecimento consistente sobre Yantras. Algumas pessoas Yantras colocado de cabeça para baixo, um monumento de sua ignorância. Você não pode colocar um Yantra de qualquer maneira que você queira. Qualquer um sabe que quando a cruz é mantida de cabeça para baixo, já não é um símbolo benéfico. Um yantra colocar de cabeça para baixo não é mais o mesmo yantra.
Dissecando um Yantra
O poder de Yantras para induzir a ressonância é baseado na forma específica de sua aparência. Um tal esquema pode ser composto de uma ou mais formas geométricas que se combinam em um modelo preciso de representação e transfiguração na sua essência, ao nível do universo físico, a esfera sutil da força correspondente a divindade invocada. Deste ponto de vista, podemos afirmar que as funções YANTRA semelhante a um mantra (palavra sagrada). Por ressonância, uma certa energia de MICROCOSM do praticante vibra na mesma sintonia com o presente energia correspondente infinito no macrocosmo, de energia, que é representado no plano físico do Yantra. O princípio da ressonância com qualquer divindade, a energia cósmica, aspecto, o fenômeno ou a energia deve a sua aplicabilidade universal para a perfeita correspondência existente entre o ser humano (visto como um microcosmo verdade) ea criação como um todo (macrocosmo).

 
O Contorno Yantrico
Cada Yantra é delimitado a partir do exterior por uma linha ou um grupo de linhas que fazem o seu perímetro. Estas linhas marginais têm a função de manter, conter e evitar a perda das forças mágicas representado pela estrutura central do Yantra, normalmente o ponto central. Eles também têm a função de aumentar a sua força mágica e sutil.

O núcleo do Yantra é composto por um ou vários simples formas geométricas: pontos, linhas, triângulos, quadrados, círculos e flores de lótus que representa de forma diferente as energias sutis.
A Ponto (bindu)
Por exemplo, o ponto (bindu) significa a energia focalizada e sua concentração intensa. Pode ser evnisaged como uma espécie de depósito de energia que pode por sua vez, irradiam energia sob outras formas. O ponto geralmente é cercado por diferentes superfícies, quer um triângulo, um hexágono, um círculo etc Estas formas dependem da característica da divindade ou aspecto representado pelo Yantra. Na iconografia tântrica, o ponto é chamado bindu; no tantra bindu é simbolicamente considerado Shiva, a fonte de toda a criação.

O Triangulo (trikona)
O triângulo (trikona) é o símbolo da Shakti, a energia feminina ou aspecto da Criação. O triângulo apontando para baixo representa a yoni, o órgão sexual feminino eo símbolo da fonte suprema do universo, e quando o triângulo está apontando para cima, significa aspiração espiritual intensa, a sublimação da própria natureza para os planos mais sutis e do elemento incêndio (AGNI tattva). O fogo está sempre orientada para cima, assim, a correlação com o triângulo para cima - Shiva Kona. Por outro lado, o triângulo apontando para baixo representa o elemento água, que tende sempre a voar e ocupar a posição mais baixa possível. Este triângulo é conhecido como Shakti Kona.

A interseção de duas formas geométricas (linhas, triângulos, círculos, etc) representa as forças que estão ainda mais intensas do que aquelas geradas pelas formas simples. Essa interpenetração um indica um alto nível na interação dinâmica das energias correspondentes. Os espaços vazios gerados por tais combinações são descritas como muito eficiente campos operacionais das forças que emanam do ponto centeral do Yantra. É por isso que muitas vezes pode encontrar representações de mantras em tais espaços. YANTRA e mantra são aspectos complementares de Shiva e sua utilização em conjunto é muito mais eficiente que o uso de um só.

 

A estrela de seis pontas (SHATKONA)
Uma combinação típica freqüentemente encontrados na estrutura gráfica de um Yantra é a superposição de dois triângulos, um apontando para cima e para baixo, formando uma estrela com seis pontos (SHATKONA), também conhecido como Estrela de Davi. Esta forma simbolicamente representa a união de Purusha e Prakriti ou Shiva-Shakti, sem o qual não poderia haver Criação.
 

O Círculo (chakra)
Outra forma geométrica simples, muitas vezes usado em Yantras é o círculo, que representa a rotação, um movimento intimamente ligado à forma de espiral que é fundamental na evolução Macrocósmico. Ao mesmo tempo, o círculo representa a perfeição eo vazio feliz criativo. Na série dos cinco elementos fundamentais que representa o ar (Vayu tattva).
 

O quadrado (BHUPURA)
Entre os elemets simples geométricos que compõem Yantras há também a sqaure (BHUPURA). A praça é geralmente o limite exterior do YANTRA e simbolicamente, representa o elemento terra (Prithivi tattva).

Cada YANTRA começa a partir do centro, muitas vezes marcado por um ponto central (bindu), e termina com o quadrado exterior. Isto representa o sentido da evolução universal, a partir do sutil e terminando com o Acre, a partir de "éter" e terminando com "terra".

Mesmo resistente a maior parte das vezes Yantras são compostos por estas formas geométricas simples, por vezes, encontramos outros elementos, como pontas de flecha, tridentes, espadas, pontos incluídos no projeto de um YANTRA com a finalidade de representar vetores e direções de ação para o YANTRA energias.
O Lótus (Padma)
O símbolo de lótus (ou suas pétalas) é um símbolo da pureza e da variedade, cada pétala de lótus que representa um aspecto distinto. A inclusão de um lótus em um Yantra representa a liberdade de interferências múltiplas com a pureza (exterior) e expressa a força absoluta do Ser Supremo.

Em conclusão, um yantra é um instrumento espiritual muito complexo na prática tântrica (sadhana). Ele pode acalmar e concentrar as atividades da mente, e por sua auto-sugestão positiva que tem um impacto benéfico sobre a saúde eo bem-estar psíquico da pessoa.

Um yantra sozinha não representa nada. Só quando é despertada pela concentração mental e meditação o processo de ressonância aparecer e as energias benéficas macrocósmico se manifestarão no microcosmo praticante.

 
Como usar Yantras
Como mostramos anteriormente, a chave secreta para uso Yantras na meditação é a ressonância. O processo de ressonância é estabelecida pela concentração mental sobre a imagem do Yantra. Enquanto a mente está em sintonia com o modo específico associado a esse YANTRA, os fluxos de energia, mas quando a ressonância é interrompido, a energia desaparece.
 

Instruções para a meditação YANTRA:

Yantra pendurar numa parede frente para o Norte ou Leste, colocando no centro da YANTRA ao nível dos seus olhos

adotar a postura de favoritos ou, se você quiser, sentar em uma cadeira mantendo sua coluna reta

respiração pelo nariz e pela boca, mas não força a todos, deixar apenas o fluxo de ar normalmente

olhar para o centro do Yantra, tentando piscar como raramente possível, você não quer olhar para os detalhes particulares do Yantra, apenas manter o seu direito de vista no centro e observar a YANTRA toda de uma vez

Este exercício deve durar pelo menos 15-30 minutos todos os dias, a experiência será indescritível

no tempo, depois de pelo menos sete dias de meditação YANTRA você será capaz de bater na mesma energia yantric mesmo sem um Yantra (no início você pode fixar sua visão em um ponto exterior ou imaginário ou evocar a YANTRA com os olhos fechados)

Não se esqueça de consagrar os frutos desta prática para com Deus (karma yoga), você não deve perseguir um objectivo ao fazer meditação Yantra, simplesmente deixá-lo gradualmente, orientá-lo para as energias sublimes do macrocosmo

ao executar esta técnica, recomenda-se que manter um estado de aspiração e intenso desejo de experimentar as energias beatífica da consciência

nas fases superior a YANTRA absorve a atenção total do médico, e ele já não pode dizer se o yantra é dentro de si mesmo ou se ele está dentro do Yantra, este é o estado de não dualidade.
 
Fonte:

MANTRAS VÉDICOS PARA MEDITAÇÃO


Gáyatrí mantra

Gayatri_Devi_1
om bhurbhuvah svah tatsaviturvarenyam
bhargo devasya dhimahi dhiyo yo nah pracodayat ||
Om - o pranava ou omkára mantra ; bhúrbhuvah svaha – os três mundos, a terra, o mundo imediatamente superior e o que está além da nossa percepção; o micorcosmos, o humano e o macrocosmos; tat – isso, o Om, Brahman ; savitur savitri é o sol, savitur é o brilho do sol que está em todo o lado; varenyam – aquela consciência que é invocada; bhargo –  a destruição da ignorância e confusão; devasya –  divinal; dhímahi –  o que é invocado; dhiyo yo –  aquele que; nah -  nosso; prachodayát -  ilumine, encaminhe. – mente ;
Om , a base de tudo, terra, espaço intermédio e céu. Esse Om é aquele a ser reverênciado. Meditemos nesse Sol efulgente e omnisciente. Possa ele encaminhar as nossa mentes na direcção certa. Tradução de acordo com a tradição de ensino de Swami Dayananda

Máha mrtyuñjaya mantra

Shri_Mahamrityunjaya_Yantra_1
om tryambakam yajamahe sugandhim pushtivardhanam |
urvarukamiva bandhananmrtyormukshiya ma’mrtat ||
tryambhakam aquele que tem três olhos (Shiva ); yajámahe – oferecer reverência; sugandhim – perfumado; pushtivardhanam – aquele que garante a prosperidade; urvárukam – melão de água; iva – como; bandhanat – da escravidão, das amarras; mrtyoh – da morte; mukshíya libertar; – não; amrtat – da imortalidade.
Om. Ofereço reverência ao perfumado que tem três olhos (Shiva), que garante a prosperidade. Possa ele nos libertar da escravidão da morte da mesma forma que a fruta madura se liberta sem esforço e não nos deixa afastar da imortalidade – Tradução de acordo com a tradição de ensino de Swami Dayananda
Texto de Miguel Homem, do Dharmabindu , em português de Portugal.
http://www.vedanta.pro.br/?p=104

A ESTRUTURA FUNCIONAL DE UM MANTRA


 Segundo Swami Krishnapriyananda Saraswati Mantra Yoga é uma ciência exata. Um Mantra, na religião Hindu, possui   as seguintes seis partes: ele possui um Rishi (um homem auto-realizado), para o qual foi revelado nos primeiros tempos e quem revelou este Mantra para o mundo. Ele é o Drashta, ou o profeta para este mantra. O sábio Viswamitra é o Rishi para Gayatri. Em segundo lugar, o Mantra possui uma métrica (Chandas), os quais governam a inflexão da voz. Em terceiro, o Mantra possui um Devata, ou ser sobrenatural, particular, mais alto ou mais baixo, que informa o seu poder. Este Devata é a deidade quem preside o Mantra.
Em quarto lugar, o Mantra tem uma semente ou Bija. A semente é uma palavra importante, ou uma série de palavras, as quais concedem um poder especial para o Mantra. O Bija é a essência do Mantra. Em quinto lugar, todo Mantra possui sua Sakti. A Sakti é a energia da forma do Mantra, i.e., a forma de vibração que é ativada pelo som. Aquele que carrega o Devata é o adorador. Por último, o Mantra possui um Kilaka, suporte ou pino. O “pino” do Chaitanya-Mantra está escondido no Mantra. Tão logo ele é removido, pelo constante e prolongada repetição do Nome, o Chaitanya que está escondido é revelado; o devoto adquire Darshana do Ishta Devata.
Som e Imagem
O sons são vibrações. Eles despertam formas definitivas. Cada som produz uma forma na palavra indivisível, e a combinação dos sons produzem figuras complexas. A repetição de um Mantra tem um misterioso poder de produzir a manifestação da Divindade, da mesma forma que a divisão do átomo evidencia a tremenda força latente nele. Quando um Mantra especialmente apropriado para um deus particular é corretamente recitado, as vibrações, assim configuradas, geram nos altos planos, uma forma especial, da qual esse deus instila-se na alma no ritmo do ser. A repetição do Panchakshara mantra – Om Namo Sivaya – gera a forma do Senhor Shiva. A repetição de Om Namo Narayanaya, o Ashtakshara Mantra de Vishnu, gera a forma de Vishnu.


EXPLICAÇÃO SOBRE MANTRAS


Os mantras em geral são muito curtos, um breve verso comportando algumas sílabas e com sentido bem claro. Mas eles também podem consistir numa extensa combinação de sílabas aparentemente desprovidas de sentido. Os "sons-semente", formados de uma única sílaba e que terminam quase sempre por uma nasal, como o m ou n, constituem mantras ainda mais complexos e enigmáticos. Dentro desta categoria, o mantra mais conhecido é OM (AUM), palavra que diz-se contém a chave do universo. OM corresponde às três principais divindades - Brahma, Vishnu e Shiva.
Os mantras são compostos de diferentes formas, eles podem ser o produto de uma inspiração comunicada diretamente pelo Cosmos ou podem resultar também de uma meditação, e nesse caso, ser uma emanação do espírito inconsciente de um iogue. Alguns são recolhidos diretamente no akasha, o éter cósmico ou memória universal, por adeptos de altíssimo grau, outros mantras são obras de poetas, cantores ou de místicos. Muitos mantras, considerados dentre os mais eficazes, foram compostos através de um dos vários métodos usados para reduzir a uma curta fórmula hermética toda uma obra importante, este procedimento é, às vezes, utilizado em proporções inimagináveis, é desta forma por exemplo, que um livro sagrado contendo milhares e milhares de versos podem ser resumido num só capítulo. Este capítulo pode, em seguida, ser reduzido a um só parágrafo, depois a um verso e, finalmente, a uma única sílaba . Esta sílaba última tem um poder tão grande que de forma análoga a um micro ponto da moderna computação, encerra a essência de todo o tratado. O domínio desse mantra conferirá imediatamente ao discípulo uma compreensão intuitiva do conjunto do texto.
Além de OM , existem outros mantras do tipo "som-semente", tais com krim, hrim, vam, gam, ram, shrim, yam, etc ..., cujas vibrações são inicialmente concentradas , e depois projetadas seja para o interior de si mesmo, seja para o exterior, na forma de invocações, ordens, bênçãos com o propósito de agir como instrumento de proteção, de poderes curativos e armas de defesa.
Os mantras "internos" são dirigidos para uma parte do corpo, tal como a cabeça, o espaço entre as sobrancelhas, o plexo solar ou os órgãos sexuais, onde produzem vibrações de energias precisas. Dessa forma, os mantras orientais dirigidos para o crânio provocam ressonância nos alvéolos do cérebro, criando um tipo de iluminação mística. Afirma-se mesmo, na mantra ioga, que certos mantras efetuam uma viagem circular no corpo humano, e que suas reverberações provocam o desaparecimento de tecidos usados e gastos, substituindo-os por tecidos novos. Os mantras podem ser dirigidos para uma parte específica do corpo que tenha necessidade de ser revigorada ou curada.
Acredita-se que existe um mantra para todos os estados e todas as doenças e melhor ainda, para todos os problemas, de qualquer natureza. Todos podem ser resolvidos com a entoação dos sons convenientes e apropriados, porque cada mantra é um som, e as vibrações sonoras constituem a própria base do universo. As doutrinas orientais atribuem enorme importância ao conhecimento e uso dos mantras.
É comum admitir que os efeitos de um mantra são reforçados com a repetição do mesmo : a entoação sem fim da fórmula aumenta o efeito de seus benefícios . O mantra age sobre o espírito, permitindo gradualmente ao praticante compreender seu significado profundo. Sua constante repetição, sobretudo quando combinada com os pranayamas, ou técnicas respiratórias, contribui para suscitar um estado de transe e provocar uma iluminação mística. O mantra penetra nos reinos sobrenaturais, e de certa forma, compele os deuses a responder às preces que lhes são feitas. Se uma pessoa repete (com correção) cem mil vezes um certo mantra que objetiva poder , homens e mulheres lhe obedecerão implicitamente ; se essa pessoa o repete duzentas mil vezes , ela poderá dominar todos os fenômenos naturais ; com um milhão de vezes , conseguirá a faculdade de viajar através de todos o universo. Utilizam-se rosários especiais para controlar o número de repetições. São feitos geralmente de grãos secos, enfiados num cordão .
Por meio de um único mantra pronunciado em voz alta, ou murmurado, ou repetido mentalmente, pode obter aquilo que procura, pois todas as coisas são formas de manifestação do som. E o próprio Brahma é o Som do qual se nutre o universo.
 
Ricardo Chioro

OM

O '[[Om]]''' (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que "fecunda" os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. "Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons" (VIII).
"O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman" Mantra Yoga Samhitá, 73.
Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.
Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular. Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.
O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O somlíngua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao a, se transforma numa espécie de o aberto, que vai fechando progressivamente. nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a
No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela gargantaanunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui. e o som se transforma em um m, que em verdade não é exatamente um m, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama
Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um a, não esqueça), a nasalização do m já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra m. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.
Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.
"Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om."
Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes que existem no Yoga. Estimula o ájña chakra, na região do intercílio, sede de manas, o pensamento, e buddhi, a intuição ou consciência superior. Existem sete formas diferentes de vocalizar o Om. Aqui veremos especificamente a sua utilização como dháraní, suporte para concentração.
Além desses bíja mantras principais, aparece ainda sobre as pétalas de cada chakra uma série de fonemas do alfabeto sânscrito são os bíjas menores, que representam as manifestações sonoras do tipo de energia de cada chakra. Desta forma, cada sílaba de cada mantra estimula uma pétala definida de um chakra particular. Este é o motivo pelo qual o sânscrito é considerado língua sagrada na Índia seu potencial vibratório produz efeitos em todos os níveis.

Fonte :Wikipédia

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