quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A ESTRUTURA FUNCIONAL DE UM MANTRA


 Segundo Swami Krishnapriyananda Saraswati Mantra Yoga é uma ciência exata. Um Mantra, na religião Hindu, possui   as seguintes seis partes: ele possui um Rishi (um homem auto-realizado), para o qual foi revelado nos primeiros tempos e quem revelou este Mantra para o mundo. Ele é o Drashta, ou o profeta para este mantra. O sábio Viswamitra é o Rishi para Gayatri. Em segundo lugar, o Mantra possui uma métrica (Chandas), os quais governam a inflexão da voz. Em terceiro, o Mantra possui um Devata, ou ser sobrenatural, particular, mais alto ou mais baixo, que informa o seu poder. Este Devata é a deidade quem preside o Mantra.
Em quarto lugar, o Mantra tem uma semente ou Bija. A semente é uma palavra importante, ou uma série de palavras, as quais concedem um poder especial para o Mantra. O Bija é a essência do Mantra. Em quinto lugar, todo Mantra possui sua Sakti. A Sakti é a energia da forma do Mantra, i.e., a forma de vibração que é ativada pelo som. Aquele que carrega o Devata é o adorador. Por último, o Mantra possui um Kilaka, suporte ou pino. O “pino” do Chaitanya-Mantra está escondido no Mantra. Tão logo ele é removido, pelo constante e prolongada repetição do Nome, o Chaitanya que está escondido é revelado; o devoto adquire Darshana do Ishta Devata.
Som e Imagem
O sons são vibrações. Eles despertam formas definitivas. Cada som produz uma forma na palavra indivisível, e a combinação dos sons produzem figuras complexas. A repetição de um Mantra tem um misterioso poder de produzir a manifestação da Divindade, da mesma forma que a divisão do átomo evidencia a tremenda força latente nele. Quando um Mantra especialmente apropriado para um deus particular é corretamente recitado, as vibrações, assim configuradas, geram nos altos planos, uma forma especial, da qual esse deus instila-se na alma no ritmo do ser. A repetição do Panchakshara mantra – Om Namo Sivaya – gera a forma do Senhor Shiva. A repetição de Om Namo Narayanaya, o Ashtakshara Mantra de Vishnu, gera a forma de Vishnu.


EXPLICAÇÃO SOBRE MANTRAS


Os mantras em geral são muito curtos, um breve verso comportando algumas sílabas e com sentido bem claro. Mas eles também podem consistir numa extensa combinação de sílabas aparentemente desprovidas de sentido. Os "sons-semente", formados de uma única sílaba e que terminam quase sempre por uma nasal, como o m ou n, constituem mantras ainda mais complexos e enigmáticos. Dentro desta categoria, o mantra mais conhecido é OM (AUM), palavra que diz-se contém a chave do universo. OM corresponde às três principais divindades - Brahma, Vishnu e Shiva.
Os mantras são compostos de diferentes formas, eles podem ser o produto de uma inspiração comunicada diretamente pelo Cosmos ou podem resultar também de uma meditação, e nesse caso, ser uma emanação do espírito inconsciente de um iogue. Alguns são recolhidos diretamente no akasha, o éter cósmico ou memória universal, por adeptos de altíssimo grau, outros mantras são obras de poetas, cantores ou de místicos. Muitos mantras, considerados dentre os mais eficazes, foram compostos através de um dos vários métodos usados para reduzir a uma curta fórmula hermética toda uma obra importante, este procedimento é, às vezes, utilizado em proporções inimagináveis, é desta forma por exemplo, que um livro sagrado contendo milhares e milhares de versos podem ser resumido num só capítulo. Este capítulo pode, em seguida, ser reduzido a um só parágrafo, depois a um verso e, finalmente, a uma única sílaba . Esta sílaba última tem um poder tão grande que de forma análoga a um micro ponto da moderna computação, encerra a essência de todo o tratado. O domínio desse mantra conferirá imediatamente ao discípulo uma compreensão intuitiva do conjunto do texto.
Além de OM , existem outros mantras do tipo "som-semente", tais com krim, hrim, vam, gam, ram, shrim, yam, etc ..., cujas vibrações são inicialmente concentradas , e depois projetadas seja para o interior de si mesmo, seja para o exterior, na forma de invocações, ordens, bênçãos com o propósito de agir como instrumento de proteção, de poderes curativos e armas de defesa.
Os mantras "internos" são dirigidos para uma parte do corpo, tal como a cabeça, o espaço entre as sobrancelhas, o plexo solar ou os órgãos sexuais, onde produzem vibrações de energias precisas. Dessa forma, os mantras orientais dirigidos para o crânio provocam ressonância nos alvéolos do cérebro, criando um tipo de iluminação mística. Afirma-se mesmo, na mantra ioga, que certos mantras efetuam uma viagem circular no corpo humano, e que suas reverberações provocam o desaparecimento de tecidos usados e gastos, substituindo-os por tecidos novos. Os mantras podem ser dirigidos para uma parte específica do corpo que tenha necessidade de ser revigorada ou curada.
Acredita-se que existe um mantra para todos os estados e todas as doenças e melhor ainda, para todos os problemas, de qualquer natureza. Todos podem ser resolvidos com a entoação dos sons convenientes e apropriados, porque cada mantra é um som, e as vibrações sonoras constituem a própria base do universo. As doutrinas orientais atribuem enorme importância ao conhecimento e uso dos mantras.
É comum admitir que os efeitos de um mantra são reforçados com a repetição do mesmo : a entoação sem fim da fórmula aumenta o efeito de seus benefícios . O mantra age sobre o espírito, permitindo gradualmente ao praticante compreender seu significado profundo. Sua constante repetição, sobretudo quando combinada com os pranayamas, ou técnicas respiratórias, contribui para suscitar um estado de transe e provocar uma iluminação mística. O mantra penetra nos reinos sobrenaturais, e de certa forma, compele os deuses a responder às preces que lhes são feitas. Se uma pessoa repete (com correção) cem mil vezes um certo mantra que objetiva poder , homens e mulheres lhe obedecerão implicitamente ; se essa pessoa o repete duzentas mil vezes , ela poderá dominar todos os fenômenos naturais ; com um milhão de vezes , conseguirá a faculdade de viajar através de todos o universo. Utilizam-se rosários especiais para controlar o número de repetições. São feitos geralmente de grãos secos, enfiados num cordão .
Por meio de um único mantra pronunciado em voz alta, ou murmurado, ou repetido mentalmente, pode obter aquilo que procura, pois todas as coisas são formas de manifestação do som. E o próprio Brahma é o Som do qual se nutre o universo.
 
Ricardo Chioro

OM

O '[[Om]]''' (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que "fecunda" os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. "Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons" (VIII).
"O pranava — o mantra Om — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman" Mantra Yoga Samhitá, 73.
Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.
Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda, e sempre em ritmo regular. Após a exalação vem uma inspiração nasal prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.
O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O somlíngua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao a, se transforma numa espécie de o aberto, que vai fechando progressivamente. nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a
No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela gargantaanunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui. e o som se transforma em um m, que em verdade não é exatamente um m, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama
Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um a, não esqueça), a nasalização do m já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra m. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.
Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.
"Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om."
Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes que existem no Yoga. Estimula o ájña chakra, na região do intercílio, sede de manas, o pensamento, e buddhi, a intuição ou consciência superior. Existem sete formas diferentes de vocalizar o Om. Aqui veremos especificamente a sua utilização como dháraní, suporte para concentração.
Além desses bíja mantras principais, aparece ainda sobre as pétalas de cada chakra uma série de fonemas do alfabeto sânscrito são os bíjas menores, que representam as manifestações sonoras do tipo de energia de cada chakra. Desta forma, cada sílaba de cada mantra estimula uma pétala definida de um chakra particular. Este é o motivo pelo qual o sânscrito é considerado língua sagrada na Índia seu potencial vibratório produz efeitos em todos os níveis.

Fonte :Wikipédia

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

INICIAÇÃO AO MANTRA



Esta é uma palestra dada por Swami Vishnu Devanandaji, fundador do "International Sivananda Yoga Vedanta Centers" e um dos principais pioneiros na divulgação do Yoga no Ocidente, desde 1957, quando foi enviado com esse propósito pelo seu mestre, Swami Sivananda Saraswati. Nesta ocasião, Swamiji expõe o significado da iniciação (mantra diksha) dentro de uma linhagem espiritual (Guru Shishya Parampara) a um grupo de alunos ocidentais que se preparavam para recebê-la. Assim como Swami Sivananda, Swamiji concedia iniciação a todos que o pedissem, independente de pré-requisitos ou condições especiais.

Iniciação significa literalmente “ignição”. Quando você deseja acender uma fogueira, como começa? Você começa com pequenos gravetos e pedaços de papel, aos pouquinhos acrescentando pedaços de lenha cada vez maiores, até conseguir uma grande fogueira! Porém, quanto fogo você utilizou no início? Somente um palito de fósforo, não é mesmo? Um palitinho de fósforo é capaz de acender toda a energia de fogo contida na lenha. O fogo provém daquilo, e nós não somos nada mais do que energia dormente. Assim como a lenha, o fogo está presente em estado latente. Toda a lenha que é adicionada ao fogo se torna parte dele, aumentando a sua energia. Esse é todo o segredo da iniciação, que consiste em utilizar o mantra como um meio para iluminar ou acender seu coração...

Mesmo antes que o planeta Terra surgisse, a energia do mantra já existia em um determinado estado. Newton nunca inventou a gravidade. Ele simplesmente descobriu a existência de uma energia chamada gravidade. Edison também não criou a eletricidade. A eletricidade já estava lá. O que ele descobriu foi a existência de uma certa energia chamada eletricidade. Da mesma forma, essa energia mântrica sempre existiu, mesmo antes da Criação.

Tudo está em um estado vibratório. Todas as coisas são como ondas de energia. O seu próprio corpo vibra a uma freqüência de onda específica. Você aprende a afinar-se com essas freqüências de onda a fim de obter uma energia, poder ou força específicas. O mantra é um tipo de freqüência carregada de simbolismos místicos e espirituais. A sua mente poderá eventualmente entrar em ressonância com o mantra. E nesse instante você obtém um estado de consciência cósmica ou meditação. Eis a fórmula secreta.

Cada indivíduo deve possuir um mantra que sirva ao seu temperamento em particular. Mas nós não podemos ter quatro milhões de mantras... Assim como para quatro milhões de pessoas não poderíamos cozinhar um número equivalente de receitas!

Qual é o tipo de comida que você prefere? Você prefere algumas preparações mais do que outras, não é mesmo?

O que foi servido hoje durante o desjejum? Granola, iogurte, frutas, pão e manteiga. Alguns de vocês tomaram mais iogurte, outros mais pão com manteiga e outros granola, não é mesmo? Embora a mesma comida tenha sido servida a todos, você ainda preferiu uma variedade dessa comida mais do que a outra. Mas qual é o propósito? Para nutrir o seu corpo você come granola, mais e mais. Pois acontece a mesma coisa com os mantras. Não existe tal coisa como um mantra superior ou inferior. Todos os mantras são iguais, com igual poder de eficácia. Assim como o fogo, todo o fogo queima. Claro, alguns tipos de madeira queimam mais, se não estiverem úmidos. Mas mesmo a madeira úmida termina por queimar.

Na Índia nós sabemos qual mantra é mais apropriado para cada tipo de mente, porque nós conhecemos as deidades. Cada nome possui uma forma e cada forma possui um nome. Nós não podemos utilizar qualquer tipo de palavra como mantra; a forma da palavra utilizada será automaticamente refletida no seu estado mental. Segundo a psicologia do Yoga, a sua mente assume a forma dos objetos nos quais você pensa ou medita. Se você pensa em uma laranja, a sua mente toma a forma dessa laranja para que você possa ter uma percepção mais clara da laranja. Essa é a lei. Disso você deve lembrar-se muito claramente. Então, se eu fico pensando "laranja, laranja, laranja, laranja" a minha mente acaba tomando a forma de uma laranja. Só então a visibilidade e percepção se tornam possíveis. Se não existisse a forma da laranja, mesmo com a sua repetição de "laranja, laranja, laranja", não haveria impacto na mente. A mente não saberia do que se trata, seria apenas uma palavra.

Da mesma maneira, a forma sozinha não é suficiente. Se você visualiza a forma sem o nome laranja, essa forma também não causará nenhum efeito na mente. Você necessita de nome e forma. Se você quer ver "fogo", sem a forma do fogo na sua mente, pode repetir "fogo, fogo...". Ainda assim, não poderá pensar em fogo. Nome e forma vêm juntos.

Se não fosse desse jeito, você poderia usar qualquer palavra para a meditação. Usaria "flor, flor, flor, flor...", mas o seu corpo e mente não podem ser elevados por uma flor, da energia proveniente da flor, da radiação vinda da flor. A freqüência de onda da flor e o objeto flor não obteriam um impacto permanente na sua mente. Somente palavras espirituais podem elevá-lo. Essas palavras espirituais são chamadas mantras. O Ser Supremo é Um, e se chama OM. O mais elevado mantra é OM: A-U-M. Todos os outros mantras emanam de OM. Todos os mantras os quais nós possamos pensar, de fato todas as línguas, se encontram ocultas nessa única sílaba cósmica: OM.

O significado desse OM é na verdade muito difícil para uma mente ordinária compreender. Por essa razão, nós raramente iniciamos alguém em OM, embora seja o mais alto mantra. Isso porque as pessoas ainda não possuem um intelecto elevado e sutil para meditar em uma forma abstrata como OM... Mesmo assim, você pode experimentar meditar em Om se você quiser... Não há nenhuma contra- indicação, pois ele é abstrato. Todos os outros mantras são mais concretos, por terem um nome e uma forma especificas.

Seria você um tipo mais Krishna, Ráma, Shiva ou Devi? Esses são os tipos básicos de personalidade.

É você um chefe de família ou uma dona de casa, interessado em esposa ou marido, filhos, em uma boa família saudável, em união familiar? Você deseja paz no lar e uma verdadeira relação espiritual com seus familiares, você pensa que as crianças devem respeitar os seus pais... Se esse é o estilo de vida com o qual você é mais identificado, então você possui um tipo de personalidade Ráma.

Ráma é o marido e filho ideal, o Deus que destrói os demônios restabelecendo a lei e a ordem.

Ele é ideal em tudo, perfeito. Ele tem apenas uma única esposa para toda a sua vida, não tendo nunca olhado para nenhuma outra mulher durante esse tempo. Essa atitude atrai responsabilidades familiares.

Se você tem este temperamento, medite em Ráma. Receba iniciação no Ráma Mantra.

Outras pessoas são mais introspectas. Elas devem ir ao monte Kailasa, como o Senhor Shiva, que vive perpetuamente nas altas geleiras dos Himalaias, longe de toda confusão. É nos picos nevados que o Senhor Shiva vive e medita. Qualquer devoto interessado deve se deslocar até ele, pois ele próprio não se interessa em correr atrás de nenhum devoto. Ele é um outro introspecto... Se você possui essa atitude, mesmo sendo chefe de familia ou pessoa de negócios, se o seu temperamento é mais circunspeto e a vida social não faz muito sentido para você, querendo apenas estar só e em paz, deve então ser iniciado no Mantra de Shiva.

Uma grande maioria das pessoas corresponde ao tipo de Krishna. Krishna tem todas as características para cada ser humano, desde a infância até uma idade avançada. Em uma só vida, ele desempenhou praticamente todos os papéis que se possa imaginar...

Ele foi um Rei, estadista, músico e professor. Qualquer coisa em que você pense, ele tinha a habilidade de mostrá-la em si próprio, em uma vida. Muitas pessoas com esse tipo de temperamento se identificam com os vários papéis desempenhados por Krishna. Assim, nós concedemos o mantra de Krishna se você se encaixa nesse perfil.

Outras pessoas são mais identificadas pela Mãe. Elas sentem mais afinidade com o poder criativo da energia divina. Elas tem mais amor e compaixão, como uma mãe universal, estão mais próximos do coração materno. Deus também se manifesta como mãe, não somente como pai. Deus engloba todos aspectos, inclusive o feminino. Dessa forma, podemos meditar nesse aspecto através do mantra de Durga ou Devi.

Uma vez escolhida a deidade, o mantra e o Guru, não os mude mais durante a sua vida. Você não troca de professor, e não troca de deidade. Isso é para toda a sua vida. Se você vai receber iniciação, não tente mudar ou tomar um outro mantra. Isso não é bom para você. Se você não acredita em seu Guru (professor ou mestre espiritual), então não tome mantra daquele Guru. Procure encontrar um professor no qual você tenha fé e confiança. Você necessita ter certos sentimentos em relação ao seu Guru para receber os benefícios da iniciação. Somente assim o Guru poderá acendê-lo.

Não é nenhum tipo de mantra comercial que nós estamos dando a você. Não estamos interessados em tomar dinheiro ou o que seja de você. É um antigo costume de oferecer dakshina ao professor. E esse costume ainda prevalece, pois os professores não possuem nenhum tipo de ganho ou capital. Aquilo que lhe oferecem com os seus corações, os professores o utilizam para o bem da Humanidade.

Os estudantes podem oferecer qualquer coisa: frutas, flores, dinheiro, aquilo que eles possuírem ou puderem para contribuir ao bem estar do professor ou da sua organização. Isso é permitido.

Mas você não pode vender um mantra sob encomenda e pedir “Eu quero tal e tal coisa pelo mantra...”. Essa demanda não pode ser feita pelo professor. É contra todo crescimento espiritual. Nenhum mantra pode ser vendido nem ser fabricado, assim como não existe nenhum novo mantra. Nós não podemos criar nem dar diferentes mantras a cada indivíduo. Isso não é possível. Ninguém pode fazê-lo e se auto-denominar um Guru espiritual.

É freqüentemente perguntado: “Devemos manter os mantras secretos?”. Você deve mantê-lo secreto no sentido de não expô-lo a todo o mundo de uma forma banal. Porém, se alguém quer saber mais e existe um real propósito por trás da curiosidade, você pode dizer, não há nenhum mal... Esse é o único segredo.

Então, o que você faz depois da iniciação ao mantra? A iniciação sozinha não é suficiente. Ela apenas acende o fogo. E nós estamos utilizando apenas um pequeno palito de fósforo para acender o fogo, não é mesmo? Bem, suponhamos que acabamos de acender o fogo com um fósforo, mas não temos os gravetos, papel e outros materiais para mantê-lo. O que acontece? Ele se apaga... O fósforo e a ignição não possuem mais nenhum valor então. Imediatamente após acender o fogo, você deve adicionar mais e mais lenha para torná-lo cada vez maior e maior... Você faz uma bela fogueira que lhe dará força e energia, não apagando tão facilmente.

Quanto mais vezes você repetir, mais o fogo cresce. Chegará, então, um nível, um nível muito elevado onde você está quase meditando a um nível transcendental. Naquele nível, a sua mente automaticamente entra em meditação. No momento em que você começa Om Namah Shivaya, a sua mente vai direto a um estado elevado de meditação. Não existe mais som em nenhuma forma, vocal ou telepática. Somente o som transcendental vibra. A vibração de Om Namah Shivaya, Om Namah Shivaya continua intensamente. O poder daquela energia está agora vibrando a um nível muito alto; aquilo é chamado de meditação.

Como principiante, você inicia o mantra verbalmente. Então, parte para a repetição mental. Essa é mais forte que a verbal. Eventualmente, você entra lá onde o som e o nome se fundem num estado telepático. Então você transcende mesmo esse penetrando em estado de energia invisível no qual você se torna um com a forma na qual você medita. Você e Shiva, você e Krishna, se tornam um e o mesmo. Você se torna o objeto da meditação, assim como a sua mente toma a forma da laranja ao ver a laranja. Você se torna Krishna ao ver Krishna, ou se torna Shiva.

Mas eles não são diferentes deidades. Shiva não é diferente de Krishna, nem Krishna diferente de Ráma ou Ráma diferente da Devi, ou Deusa. Eles são todos uno.

De acordo com a sua relação e temperamento, você escolhe aquele em que é mais fácil meditar.

Repita o mantra após receber a iniciação. Não o deixe cair. Medite regularmente.

Compreenderam?

OM TAT SAT

Extraído do livro Swami Vishnu Devananda - Portraits of a Yogi e traduzido por Gopala (Julio Falavigna).

Todos os direitos reservados ao International Sivananda Yoga Vedanta Centers.

 

sábado, 11 de setembro de 2010

MANTRA - OM GAM GANAPATAYE NAMAHA

Om Gam Ganapataye Namaha
Este mantra é um dos mais conhecidos no hinduismo e fácil de pronunciar. É uma invocação a Ganapati (outro nome de Ganesha) e serve para remover os obstáculos, tanto materiais como espirituais. Este mantra atua muito rápido, vale a pena experimentar. Aqui vai um texto copiado de um livro para você ver um exemplo deste mantra em ação:
O experimento
Ao longo dos anos, aprendi muitos mantras para resolver os problemas que a vida criou para mim. Para que você tenha uma idéia de como isso pode funcionar, vou contar como a prática de um mantra me ajudou num período particularmente difícil.
Em 1980, ocorreram muitas mudanças na minha vida. Durante oito anos, eu havia sido ministro-residente de um centro espiritual filiado a uma organização espiritual da Índia, mas sediada em Washington, D.C.
Eu gostava de ser útil e minhas responsabilidades em geral eram agradáveis. Entretanto, a forma como o líder indiano estava conduzindo a organização passou a me incomodar cada vez mais, por apresentar um comportamento inadequado em questões referentes a sexo, dinheiro e poder. Eu vacilava entre permanecer ou abandonar a organização e essa preocupação me deixava nervoso.
Um dia, numa de minhas habituais sessões de duas horas de meditação, eu vi um relógio que marcava um quarto para as doze horas. Aquela visão mostrava-me que às doze horas, a relação pela qual eu vinha esperando desde muito tempo atrás chegaria. Resolvi esperar um pouco mais antes de tomar a decisão de deixar o centro. Na realidade, aqueles quinze minutos acabaram sendo mais de seis meses. Depois de seis meses, uma mulher chamada Margalo chegou à organização. Em duas semanas, deixei o centro para ir morar com ela. Um ano depois, já casados, decidimos juntos abandonar totalmente a organização.
Quando me envolvi com a organização, eu trabalhava como produtor de televisão. Logo depois de entrar para ela, passei a lecionar radiofusão, por tempo integral, na George Washington University. Em 1980, entretanto, vencido o prazo do meu contrato temporário e, recém-casado, eu refletia sobre minhas opções profissionais. Margalo sugeriu que deixássemos Washington, D.C., e fôssemos morar em sua antiga casa no sul da Califórnia. Eu não vi nenhum motivo para recusar. Uma vez lá, eu sabia que teria de iniciar uma nova carreira. Mas, apesar de todos os meus esforços para encontrar um trabalho em Los Angeles, a capital da mídia do mundo ocidental, as portas da televisão mantiveram-se fechadas e eu fui obrigado a aceitar trabalhos esporádicos. Eu lutava para encontrar algum tipo de equilíbrio entre minha procura desestimulante de uma nova profissão e minha nova vida feliz com minha mulher.
Durante meus anos de sacerdócio, eu havia usado mantrans quase exclusivamente durante as sessões de meditação para aumentar a concentração e estimular a introvisão espiritual. Para qualquer problema secular, eu recorria às orações que havia aprendido em minha formação judaico-cristã nas igrejas Presbiteriana e Metodista. A prática de mantras não requer o abandono da organização religiosa a quel pertencemos, nem das nossas raízes ou de outras práticas espirituais. Embora continue me considerando cristão, eu já estudei muitas tradições religiosas e, com o passar dos anos, fui acrescentando novas práticas religiosas de origens hinduísta e budista a meus hábitos diários, para compor uma espiritualidade pessoal voltada para a compaixão e o serviço. O mantra é uma prática espiritual complementar incrivelmente eficaz, que pode enriquecer a sua vida.
No meu caso, os resultados obtidos por meio de orações eram esporádicos, mas eu os havia aceito. Naquele período profissionalmente difícil de minha vida, entretanto, decidi aplicar um mantra à minha situação para ver se me ajudava. Escolhi um mantra que me pareceu apropriado para as minhas dificuldades no plano material e decidi dedicar-me a ele por quarenta dias. Escolhi uma prática de quarenta dias porque quarenta é um número recorrente na literatura religiosa. Jesus andou no deserto por quarenta dias. Noé flutuou sobre as águas por quarenta dias. Moisés errou pelo deserto por quarenta anos. Com Buda foi um pouco diferente, pois permaneceu sentado sob a Árvore Bodhi por 43 dias até alcançar a iluminação. No hinduísmo védico, quarenta dias é o período estipulado para a prática concentrada de um mantra. No catolicismo romano, a novena, uma disciplina diária de oração utilizada pelos fiéis em busca de solução para seus problemas, é, às vezes, praticada durante cinco, quarenta e 54 dias, embora tradicionalmente seja uma prática de nove dias.
Eu achei que precisava de uma quantidade considerável de tempo para que a prática do meu mantra atuasse sobre quaisquer que fossem as forças que estavam me impedindo de encontrar trabalho. A intenção que criei na minha mente era de encontrar um emprego estável no qual eu pudesse dar uma contribuição aos outros e me rendesse um salário para viver. Como muitos mantras para a solução de problemas são genéricos por natureza, o mantra que escolhi foi para a remoção de obstáculos:
Om Gam Ganapataye Namaha
“Om e saudações àquele que remove obstáculos do qual Gam é o som seminal.”
Entre as seitas védicas e hinduístas, este mantra é universalmente reconhecido como extremamente eficaz para a remoção de todos os tipos de obstáculo. Como eu não sabia o que estava me impedindo de encontrar um emprego fixo e remunerado, meu objetivo era remover qualquer obstáculo, interno ou externo, espiritual ou físico, que estivesse no meu caminho.
Nos quarenta dias seguintes, repeti o mantra o máximo de vezes possível, algumas vezes em silêncio, outras em voz alta. Enquanto realizava tarefas domésticas, eu repetia o mantra. Dirigindo, eu ia entoando o mantra no carro. Enquanto comia ou preparava a comida, eu o repetia. Enquanto adormecia, continuava repetindo o mantra pelo máximo de tempo possível. Ao despertar, começava imediatamente a recitá-lo. Se estava com outras pessoas, recitava-o em silêncio. Se estava sozinho, entoava-o em voz moderadamente alta. Tornei-me uma máquina de entoar o mantra Om Gam Ganapataye Namaha.
Eu gostava da sensação que o mantra me proporcionava. Seu ritmo instalou-se rapidamente em minha consciência e, depois de duas semanas, constatei que o mantra se iniciava sozinho quando eu estava ocupado com alguma outra coisa. Quando acordava no meio da noite, podia ouvi-lo ressoando fracamente em algum compartimento nas profundezas da minha mente. Ele se integrara ao meu corpo e à minha mente como um alimento espiritual.
Depois de três semanas trabalhando com o mantra, fui convidado para realizar uma cerimônia védica para um grupo em Santa Ana. A cerimônia durou cerca de uma hora e, quando acabou, circulei entre os convidados para conversar e comer petiscos. Com um pequeno grupo, a conversa acabou indo parar na pergunta “E o que você faz para viver?” Expliquei, um pouco constrangido, que tinha vindo recentemente para a Costa Oeste e que ainda não havia me fixado em nada.
O bate-papo continuou e depois de um tempo uma mulher do grupo disse que sua empresa estava procurando alguém para trabalhar num projeto de marketing pelos próximos três meses. Perguntei o que a empresa fazia e ela respondeu que um serviço de assistência médica que se ocupava de medicina familiar, medicina ocupacional e atendimento de emergência. Eu não tinha nada a ver com a área de saúde e disse isso a ela.
Sem se importar com isso, a mulher insistiu para que eu lhe telefonasse para marcar uma hora na semana seguinte. Concordei, mais por educação e com a consciência de que devia explorar as possibilidades – mas sem nenhuma esperança real de que aquilo resultaria num emprego para mim.
Quando cheguei à empresa, fui recebido pelo chefe da mulher que eu havia conhecido, Rick, que me entrevistou por cerca de dez minutos. Eu achei que estava descartado, uma vez que mostrara não entender nada daquele ramo, mas para grande surpresa minha, ele finalizou sua breve entrevista com: “Eu acho que você vai se dar bem. Mas preciso que os médicos aprovem. Por favor, espere aqui.”
Os médicos me aprovaram e, dentro de alguns minutos, eu já havia preenchido alguns formulários e me tornado um representante de marketing da clínica deles, para realizar trabalho de campo com base num contrato provisório de três meses. O salário era modesto, mas era melhor do que trabalhar esporadicamente ou aguardar o telefone tocar, de maneira que fiquei agradecido. Durante todo o tempo, eu continuei recitando o mantra em silêncio.
Depois de vários dias dando telefonemas de negócios, eu aprendi o suficiente para perceber que o material de marketing de que dispunha para sustentar meus telefonemas era péssimo. Eu não conseguia tirar isso da cabeça e comecei a me sentir cada vez mais estúpido toda vez que fazia uma chamada. Finalmente, percebi que eu tinha de fazer algo.
Nessa altura, eu estava no trigésimo dia de prática do meu mantra. Nessa noite, refiz todo o material, resumindo-o em três desenhos e usando as cores do prédio e o familiar caduceu, símbolo da medicina. Quando cheguei ao escritório na manhã seguinte, procurei o médico a quem relatei e expus rapidamente o que tinha em mente. Ele parou de repente, fitou-me e disse para encontrá-lo na sala de reunião dentro de uma hora. Quando entrei na sala de reunião, lá estava Rick, junto com a mulher que havia sugerido que me candidatasse ao emprego, o médico que havia me entrevistado e dois outros médicos que eram sócios da empresa. Inseguro, percebi que teria de fazer uma apresentação. O médico que havia convocado a reunião disse, “Mostre-nos o que você fez”.
Depois de dez minutos de apresentação improvisada, os médicos me pediram para deixar a sala por alguns minutos. Nervoso, aquiesci. Quando fui chamado de volta, meu chefe disse, “Parabéns, você é nosso novo diretor de marketing. Mande imprimir alguns cartões e também esse material que você desenhou o mais rapidamente possível”. Eu estava em estado de choque, mas continuava interiormente repetindo o mantra Om Gam Ganapataye Namaha.
Concluí meus quarenta dias de prática do mantra sem nenhum outro incidente. Dentro de trinta dias, eu estava envolvido num projeto de marketing com a participação de um hospital local. A enfermeira que era diretora de marketing do hospital era amistosa e tecnicamente muito competente. Trabalhamos bem juntos. Quando estava quase no final do projeto, ela me perguntou se eu não me importaria em dizer quanto eles me pagavam. Não me importei e disse a verdade. Ela franziu o cenho e disse, “Eles estão lhe pagando uma bagatela”.
Quando o projeto em conjunto foi concluído, meu chefe nos parabenizou a ambos pelo ótimo trabalho. Depois de apertar a mão dele, a enfermeira apontou na minha direção e disse, “Você sabe que esse cara é muitíssimo mal pago. É melhor você tomar alguma providência antes que alguém lhe faça uma proposta e ele vá embora”. Fiquei espantado, mas meu chefe respondeu como o bom profissional que era. Deu uma risadinha e disse: “Não se preocupe, cuidaremos bem dele”. Em trinta dias, tive um aumento de 40%.
Isso foi no início de 1983. Trabalhei nessa empresa durante quase sete anos. Tive inúmeros aumentos e sentia que meu trabalho era valorizado. Finalmente, eu saí quando meu supervisor decidiu abrir seu próprio negócio e fez-me uma proposta para ir com ele.
Eu atribuí o meu êxito na procura de emprego ao mantra que pratiquei. Sua eficácia causou uma profunda impressão em mim e comecei a dar um novo valor ao poder das fórmulas espirituais para a solução de problemas cotidianos. Comecei a recomendar o uso de mantras a outras pessoas com problemas e funcionou surpreendentemente bem.
Indiquei esse mesmo mantra a um amigo meu de Washington, que havia acabado de deixar sua carreira no exército. Ele havia estudado gemologia e estava a fim de encontrar um trabalho nessa área. Entretanto, depois de meses de procura em muitas cidades, ele não conseguira encontrar o emprego que queria. Recomendei a ele que começasse a repetir o mantra Om Gam Ganapataye Namaha o máximo de vezes possível durante dez dias. No décimo primeiro dia, realizei uma cerimônia de limpeza energética para ele. Dentro de três dias, ele recebeu várias propostas de emprego e começou bem sua nova carreira.
Thomas Ashley Farrand em “Mantras que Curam”

http://caminhodomeio.wordpress.com/

GANESHA CHATURTHI


Ganesha Chaturthi
O festival é observado durante o mês de Bhadra (meados de agosto a meados de setembro no quarto dia da quinzena brilhante luas, ou período de lua nova no mês lunar de Bhadrapada) e é o mais grandioso e mais elaborado de todos, especialmente no o estado ocidental da Índia de Maharashtra, onde dura 10 dias, encerrando no dia de 'Ananta Chaturdashi'.
A Grandiosa Celebração:
Uma estátua natural de barro de Ganesha é feita uma semana antes do dia de Ganesh Chaturthi. No dia do festival, é colocada em plataformas elevadas ou decorada e deixada ao ar livre. Durante a adoração se invoca vida no ídolo enquanto se entoa mantras. Este ritual é chamado "pranapratishhtha". Depois a estatua é ungida com cumcum ou pasta de sândalo (chandan de rakta). Por toda a cerimônia, hinos védicos e stotram de Ganesha são cantados.
No final de 10 dias, a imagem é levada às ruas em procissão acompanhada com dança, cantos, para ser imersa num rio ou no mar, simbolizando um adeus ao Senhor para sua viagem de volta a sua morada em Kailash, levando com ele o azar de todo homem.
Oferendas de pudim ou doce são feitas junto a orações para que Ele possa remover todos os obstáculos do caminho espiritual.
Este é um dia auspicioso para se fazer resoluções espirituais e orar ao Senhor Ganesha por força espiritual interior e atingir êxito em todos os nossos empreendimentos.



Ganesha,  é casado com Siddhi (Força Mística) e Buddhi (Discernimento), tem um irmão menor chamado Kartykeya, também chamado de Skhanda ou Muruga. Filho de Lord Shiva e Parvati. Ele é o senhor das hostes luminosas que combate os demônios em todos os lugares, e seu veículo é o rato (Mushika). No simbolismo oriental, ele é associado às plêiades, e também é considerado um protetor dos trabalhadores espirituais de todos os lugares.
Ganesha, o elefante que tem cabeça de Deus é invocado no pricipio de cada tarefa para buscar seu auxilio em remover obstáculos e assegura sucesso. Ganesha é conhecido como o ‘Removedor de Obstaculos’ de seu caminho. Meditação no desenho geometrico do Yantra de Ganesha, inspirará e assistirá o devoto para alcançar equilibrio. Este yantra deverá ser colocado de frente a porta.

"Om Gam Ganapataye Namaha"
Aquele que deseja algo pode alcançá-lo através de 1000 recitações desse texto. Aquele que esparge Ganapati com esse texto torna-se eloqüente. Aquele que recitar este mantra transforma-se em um conhecedor de Vidya (a ciência sagrada). Está dito no Atharva: “quem se dirige em direção a Brahmavidya (o conhecimento do Absoluto) nunca teme”. Aquele que cultua com grãos tostados, torna-se famoso e inteligente. Aquele que cultua com alimento doce, ganha o fruto desejado. Aquele que cultua com samit e ghi, tudo alcança, tudo ganha. Aquele que tenha recitado esse texto em um eclipse solar, em um grande rio ou na frente de uma imagem, torna-se realizado no mantra. Torna-se livre dos grandes obstáculos. É livre dos grandes infortúnios.
O mantra Om Gam Ganapataye Namah é repetido 108 vezes durante o puja e todos devem usar roupas claras, preferencialmente brancas, que são mais receptivas e renovadoras de energia.












Nota importante: Bhaadra ou Bhadrapada ( Hindi : bhaado भादों, sânscrito : bhaadrapad भाद्रपद) é um mês do calendário hindu . No calendário nacional da Índia civil (civil Shaka), Bhaadra é o sexto mês do ano, com início em 23 de agosto e termina em 22 de setembro. No Nepal é Bikram Sambat , Bhadra é o quinto mês.

No calendário religioso lunar, Bhaadra pode começar em cada lua nova ou na lua cheia em torno da mesma época do ano, e geralmente é o sexto mês do ano. O festival de Ganesh Chaturthi , comemorando o aniversário de Ganesha , é observada a partir do Bhadrapada 40-10 na quinzena brilhante e é o principal feriado do ano em Minas Gerais . Por Shaka calendário, a quinzena escura do Bhadrapada está reservado para o culto dos mortos. Este período é conhecido como Pitru Paksha .

No solar calendários religiosos, Bhaadra começa com o dom s entrada "em Leo , e normalmente é o quinto mês do ano.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CHANCELER DA LEMÚRIA - O QUE ESTÃO VIVENDO

Por Alexiis, recebido em 8 de setembro de 2010, em Bariloche, Argentina.





São 6:00 da manhã, e não é necessário que eu faça uma grande introdução já que, frente a mim, aparece a imagem do Chanceler da Lemúria.

Amado Chanceler, se você tem algo para me comunicar, bem vindo seja, espero poder lhe receber sem que minha voz seja um problema; fico esperando...



Sim, Alexiis, tratarei de fazer a mensagem o mais concreto possível, estou a par de tudo o que anda lhe acontecendo ultimamente, não somente porque você é de origem lemuriana, mas também por todos os seus antecedentes; você é uma figura importante para nós.

Em muitíssimas vidas, você ajudou a Humanidade, ajudou como boa lemuriana, com as características correspondentes, e agora, novamente, há tempo já – ou seja, concretamente desde o ano de 2005 – você está inteirada de que é de origem lemuriana. E desde então, sei que você compilou toda a informação que pôde conseguir, e, sem embargo, também estou a par de que nos últimos dias você obteve uma informação maior, que lhe impactou, pois, por causa da mensagem do mestre Kryon, você soube que os lemurianos foram muito mais anteriores, muito mais antigos que os de Atlântida. Isto lhe deu todo um novo enfoque com relação ao que você realmente é.*

Você é o que representa a maneira de ser lemuriana, pois não é simplesmente que representemos um povo ou uma raça, vai muito mais além, é todo um enfoque de ver a vida e de haver trabalhado de uma maneira muito distinta à do resto da Humanidade. Não irei repetir agora todos os detalhes do que você leu, pois este não é o sentido desta mensagem.

O sentido é que, ultimamente, você esteve passando por grandes mudanças, que lhe afetaram da seguinte maneira: como você mesma diz, não lhe atraem as mensagens curtas, sem maiores sentidos, mas o que você está esperando e o que veio para preparar, são mensagens profundas, mensagens que realmente ajudem a Humanidade em seu despertar e em seu avanço rumo à Luz, e, fundamentalmente, para a tomada de consciência de quem realmente são.

Deixo a seu critério reunir estas duas coisas, ou seja, o que você escreveu anteriormente, junto com a mensagem que eu lhe estou dando, porém, é necessário que todos, que, como você, estão conscientes da origem que têm, saibam que vocês estão passando por mudanças maiores ainda, pois ser lemuriano representa muito mais que ser simplesmente um humano que está ascendendo à 5ª Dimensão.

Vocês têm um compromisso maior, vocês têm, uma vez bem despertos, uma capacidade muito maior de ajudar aos demais, e tudo isso, todas estas mudanças, inclusive físicas, que isto representa. É o que você está passando. Assim que, nem você, nem outros que estejam em situações similares, devem se desesperar pelo que estão passando a nível físico, a nível emocional, ou a nível de sentirem-se, quiçá, mais sozinhos do que nunca.

É coisa sabida que o trabalhador da Luz, em muitos casos, se sente muito isolado, porque não é compreendido pelo resto da Humanidade. Isto, inclusive, pode afetá-lo a nível familiar, a nível de trabalho, em todos os níveis – isto é coisa sabida.

Porém, dentro deste grupo, vocês, que são realmente lemurianos, se destacam ainda mais, pois sua diferença é maior. E Alexiis, vejo que isto lhe está custando, então lhe peço que interrompa um segundo a mensagem. Eu sei que se você tomar água, neste caso, irá ajudar a seguir adiante; por favor, interrompe e continuamos.

–Obrigada, amado Chanceler, por haver me dado esta oportunidade; continuo lhe escutando e tratando de transmitir.

Sim, os momentos que vocês estão vivendo não são fáceis. Não importa em que parte do Planeta se encontrem. Porém, vocês, em geral, estão mais despertos, têm uma maior percepção das coisas, e, como em seu caso, lhe está desperto o sexto sentido, o qual faz com que você perceba as mudanças que se produzem na Mãe Terra, e, o que você ainda não aprendeu, todavia, é receber esta informação, este conhecimento, porém, sem que isso lhe afete o corpo físico.

Sei que você, Alexiis, assim como tantos outros, têm que trabalhar intensamente consigo mesmos. É um trabalho muito grande, porém, imprescindível. Vocês, a longo prazo, não podem se ver afetados pelos fatos que ocorrem em outra parte do mundo.

Isto não quer dizer que se pretende que vocês sejam insensíveis. Não, vocês podem perceber, inteirar-se, dedicar-se a mandar Luz e Amor, porém, têm que evitar que seu corpo físico seja afetado, isto é o que não pode ser.

Então, têm muito trabalho adiante, e, em seu caso, novamente, não se preocupe se, neste momento, você não recebe o fluxo enorme de mensagens que já recebeu. A intenção é que você não deixe de ser, agora, o que chamam “la maestra del jardín de infantes” [A professora do jardim de infância], porém, você está se preparando para o trabalho maior, para o qual você é capaz, e que vai lhe chegar nos momentos adequados.

Todos vocês, meus queridos amigos e irmãos lemurianos, estão passando por situações difíceis, de uma ou outra índole, porém, também se lhes está abrindo a memória, também lhes acontece, como aqui a Alexiis, que a cada momento encontrem um pedacinho de informação adicional que lhes faz se darem conta de quem vocês realmente são. Isto é o importante, darem-se conta de quem são, e, ao saberem disto, também a seu momento, irão saber a maior responsabilidade que têm: uma responsabilidade que vocês contraíram naqueles tempos distantes.

Eu creio que, com isto, hoje, esclareci um pouco a situação do que você está passando e tantos outros, que não se animam a comunicar o que vivem. Isto é a coisa boa em seu caso, Alexiis: você compartilha tudo o que vive, e, com isto, ajuda outros a verem que não estão sozinhos em suas vivências.

A todos vocês, lhes mando meu imenso Amor e Luz, e bem vindos, queridos filhos lemurianos.

Eu sou o Chanceler da Lemúria.



*[Sobre este importante assunto, aconselho o – não é exagero dizer – glorioso livro chamado: “A Irmandade dos Sete Raios”, autor: Brother Philip, Editora Cavalo Branco, 1974 ou 1976. Desde já também, a fim de elucidar alguma dúvida sobre o assunto, o grande continente de Mu antecedeu, em sua glória, à Atlântida. Lemúria é “apenas” uma das últimas ilhas (porém, que ilha imensa) de Mu a soçobrar no fundo das águas. E, igualmente, Lemúria e Atlântida afundaram quase juntas, podemos imaginar que Atlântida afundou praticamente após os últimos restos de Lemúria. Poseidonis, como muitos devem saber, foi a última parte de Atlântida, a mais conhecida, e que provavelmente se localizava perto do Estreito de Gibraltar, sendo, portanto, aquela terra a que se refere Platão. Nota do Trad.]




-Traduzido por José Paulo. Santa Bárbara dOeste, SP. jpcambraia2@gmail.com
-Site original de Alexiis: http://alexiis-vozdelaluz.blogspot.com/
-Página da mensagem “Chanceler da Lemúria – O que estão vivendo”: http://alexiis-vozdelaluz.blogspot.com/2010/09/mis-vivencias-y-canalizacion-del_08.html
















[Nota: As fotos são de Yonaguni, cidade submersa que fica perto da pequena ilha de Yonaguni, a sudoeste de Okinawa, uma outra ilha, maior, do Japão.

Yonaguni tem, segundo as datações, NO MÍNIMO 15.000 anos. Ou seja, é anterior até que o último degelo, que ocorreu entre 12 e 11.000 anos atrás (ou 10-9.000 a.C.).

Ora, as civilizações mais antigas conhecidas são talvez a Índia e a China, que "surgiram" por volta de 5.000 a.C., ou seja, há 7.000 anos atrás.

Há 15.000 anos só se pensava haver pedra lascada e sílex, por assim dizer. Pensava-se estarmos no período Paleolítico. Parece evidente que, se houve uma civilização que produziu construções do porte das que se vê nestas fotos, então alguma coisa está errada no conhecimento produzido pelas academias científicas ao redor do mundo.

Parece evidente, ainda, que houve civilizações muito mais antigas do que se parece pensar, e que continuam, insistentemente, a serem ignoradas pelos acadêmicos e catedráticos, pois podem por em risco o conhecimento confortavelmente estabelecido e assentado por estes.]
http://traduzindoalexiis.blogspot.com

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails