quinta-feira, 29 de abril de 2010

ABRIL O MÊS DE AFRODITE

Abril é o quarto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome deriva do Latim Aprilis, que significa abrir, numa referência à germinação das culturas. Outra hipótese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão. É por esta razão que surgiu a crença de que os amores nascidos em Abril são para sempre. Outra versão é que se relaciona com Afrodite, nome grego da deusa Vênus, que teria nascido de uma espuma do mar que, em grego antigo, se dizia "abril" .
Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza e do amor. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos.
De acordo com o mito teogônico mais aceito, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou seus testículos ao mar, que começou a ferver e a espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros ("espuma do mar"), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um dos seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos. Em outra versão (como diz Homero), Dione é mãe de Afrodite com Zeus, sendo Dione, filha de Urano e Tálassa.
Após jogar seus testículos ao mar, Zeus percebeu que algo acontecia no mar e foi aí que Afrodite se ergueu das espumas. O atributo de Afrodite era o espelho, pois ela era muito bonita.
No final do século V a.C., os filósofos passaram a considerar Afrodite como duas deusas distintas, não individualizando seu culto: Afrodite Uraniana, nascida da espuma do mar após Cronos castrar seu pai Urano, e Afrodite Pandemos, a Afrodite comum "de todos os povos", nascida de Zeus e Dione. Entre os neo-platónicos e, eventualmente, seus intérpretes cristãos, a Afrodite Uraniana é vista como uma Afrodite celeste, representando o amor de corpo e alma, enquanto a Afrodite Pandemos está associada com o amor puramente físico. A representação da Afrodite Uraniana, com um pé descansando sobre uma tartaruga, mais tarde foi tida como a descrição emblemática do amor conjugal, a imagem é creditada a Fídias, em uma escultura criselefantina feita para Elis, numa única citação de Pausânias.
Assim, de acordo com a personagem Pausânias no Banquete de Platão, Afrodite é duas deusas, uma mais velha a outra mais jovem. A mais velha, Uraniana, é a "celeste" filha de Urano, e inspira o amor/Eros homossexual masculino (e, mais especificamente, os efebos), a jovem é chamada Pandemos, é a filha de Zeus e Dione, e dela emana todo o amor às mulheres. Pandemos é a Afrodite comum. O discurso de Pausânias distingue duas manifestações de Afrodite, representadas pelas duas histórias: Afrodite Uraniana (Afrodite "celestial"), e Afrodite Pandemos (Afrodite "Comum").
Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido, pois, tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.
Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) dependendo da versão, é filho de Hefesto, Ares ou até Zeus (com Zeus, apenas quando Afrodite é filha de Tálassa), Anteros (com Ares, a versão mais aceita ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio) e Eneias (com Anquises). Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana.
Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuísse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.
Fonte :Wikipédia

As Sete Leis Espirituais do Sucesso

Domingo: A Lei da Potencialidade Pura
… Entrar em contato com o campo da Potencialidade Pura, reservando um momento do dia para ficar em silêncio, para apenas ser. Ficar sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes por dia, aproximadamente 30 min pela manhã e 30 min à noite.
… Reservar um período do dia para comungar a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Ficar em silêncio e assistir o pôr-do-sol, ouvir o ruído do oceano ou de um rio, ou até simplesmente sentir o perfume de uma flor. No êxtase do silêncio e em comunhão com a natureza, desfrutar a pulsação vital das eras, o campo da Potencialidade Pura e da Criatividade Ilimitada.
… Praticar o não-julgamento:"hoje não julgarei nada que aconteça" e durante todo o dia lembrar de não fazer julgamentos.

Segunda-feira: A Lei da Doação
… Presentear a todos com quem mantemos contatos, em todos os momentos e lugares que formos (cumprimentos, flores, orações etc.). Estará assim desencadeando o processo de circulação de energia, de alegria, de riquezas, de abundância, na sua vida e na dos outros.
… Receber agradecido as dádivas que a vida nos oferece (a luz do sol, o canto dos pássaros, as flores, a neve do inverno etc.), estar aberto para receber dos outros, seja um presente material, seja dinheiro, um cumprimento, uma oração.
… Assumir o compromisso de manter a riqueza circulando, dando e recebendo os bens mais preciosos: carinho, afeição,apreço, amor. Desejar, em silêncio, felicidade e muita alegria toda vez que encontrar alguém.

Terça-feira: A Lei do Carma ou de Causa e Efeito
… Observar e trazer para a percepção consciente as escolhas que fazemos a todo momento. Ter bem claro que a melhor maneira de se preparar para todos os momentos do futuro é estar plenamente consciente do presente.
… Diante da escolha, pergunte: "quais serão as conseqüências desta escolha?", "esta escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros que serão afetados por ela?".
… Pergunte ao seu coração e perceba a mensagem enviada por ele, através das sensações de conforto e desconforto; diante disso você saberá realizar uma escolha correta espontânea, para si e para os outros.

Quarta-feira: A Lei do Mínimo Esforço
… Praticar a Aceitação, dizendo: "hoje aceitarei pessoas, situações, circunstâncias, todos os fatos como eles se manifestarem". Saber que o momento é como deve ser. Dizer a si mesmo: "minha aceitação será total e completa; verei as coisas como elas são e não como eu gostaria que fossem".
… Assumir a Responsabilidade pelas situações e por fatos que considere problemáticos; isso inclui não culpar a ninguém ou a alguma coisa. Todo problema traz em si uma oportunidade para transformá-lo em algo de imenso benefício.
… Assentar a percepção na Indefensibilidade, desistir da necessidade de defender seus pontos de vista e de convencer os outros a aceitá-los; permanecer aberto a todos os pontos de vista e não se prender a nenhum deles.

Quinta-feira: A Lei da Intenção e do Desejo
… Fazer uma lista de todos os seus desejos. Carregar esta lista para todos os lugares. Olhar para ela antes de mergulhar no silêncio e meditação. Olhar antes de adormecer à noite. Olhar quando acordar pela manhã.
… Liberar a lista de seus desejos e soltar no ventre da criação. Se as coisas não saírem como deseja, há uma razão no plano cósmico para isso.
… Lembrar de praticar a consciência do momento presente em todas as ações. Não permitir que os obstáculos consumam e dissipem a qualidade da atenção no momento presente. Aceitando o presente como ele é, o futuro se manifestará nas intenções e desejos mais caros e profundos.

Sexta-feira: A Lei do Distanciamento
… Comprometer-se hoje com o distanciamento. Dar a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que é. Evitar a imposição rígida de suas idéias de como as coisas devem ser. Não forçar soluções de problemas, criando assim outros. Participar de tudo, mas com envolvimento distanciado.
… Transformar a incerteza em um ingrediente essencial da própria experiência. Na disponibilidade para aceitar a incerteza, as soluções emergirão espontaneamente do próprio problema, da própria confusão, da desordem, do caos. Quanto mais incertas forem as coisas, mais seguro deverá se sentir, porque a incerteza é o caminho da Liberdade. Através da Sabedoria da Incerteza encontrará segurança.
… Entrar no campo de todas as possibilidade e antecipar a excitação que pode ocorrer quando se está aberto a uma infinidade de escolhas. Quando entrar no campo de todas as possibilidades, experimentará toda a diversão, toda a magia, todo o mistério, toda a aventura da vida.
Sábado: A Lei do Darma ou o Propósito da Vida
… Nutrir amavelmente a divindade que hoje habita em você, no fundo de sua alma. Prestar atenção ao espírito que anima seu corpo e sua mente. Despertar desse profundo sono dentro de seu coração. Carregar consigo a consciência da atemporalidade, do ser eterno, em todas as experiências limitadas pelo tempo.
… Fazer uma lista de seus talentos únicos. Depois, outra lista das coisas que adora fazer quando esta expressando esses talentos. Diga então: "quando eu os expresso e os ponho em serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio a abundância em minha vida, bem como na vida dos outros."
… Perguntar a si mesmo diariamente: "como eu posso servir?" e "como posso ajudar?" As respostas a essas perguntas permitirão ajudar e servir a seus semelhantes com amor.

“As Sete Leis Espirituais do Sucesso” - Deepak Chopra)

ORAÇÃO ÁRABE

Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu Deus ! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.

Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.
Ó Deus ! Faze-me sentir que o perdão é maior índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza.

Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.
E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim !

ORAÇÃO DE PROTEÇÃO AO PLANETA TERRA

                          
Excelsos Iluminados Seres das Cidades Espirituais do Brasil e dos demais países do planeta Terra, em nome da Poderosa Presença EU SOU Deus em ação, vos pedimos que derrameis vossas bênçãos em jatos de luz, amor e vivacidade, sobre todos os reinos da natureza, impregnando, especialmente a mente e o coração dos Homens, com amor ao próximo.
Fazei com que a autoridade esteja em mãos de governantes instruídos e fiéis ao plano divino de justiça, amor e serviço. Providenciai para que eles possam orientar honesta e plenamente todos os cargos públicos, sob permanente assistência espiritual. Fazei com que todas as influências sinistras sejam consumidas e banidas da face da Terra, a fim de que os homens possam viver em feliz comunhão humanitária.
Que a benção protetora do Senhor faça com que as nações sejam sensatamente prósperas e ditosas para todo o sempre.
Assim Seja!


http://www.missaoterra.com.br/protecaoterra.htm



PÃO SÍRIO

Pita é o nome grego para o pão sírio, outros chamam de pão árabe ou pão do deserto, já os árabes chamam de khubz. É um pão macio com cavidade no interior, esqueça aquela coisa fofinha do Nordestão.

INGREDIENTES

  • 300g de farinha de trigo
  • 150 a 200ml de água
  • 5g fermento biológico fresco
  • 5g de sal refinado
  • 10g de açúcar refinado
  • 1 grama de melhorador para pães
  • óleo para untar

PREPARO

  • Método Direto - consiste em dissolver o fermento em um pouco da água, geralmente a metade, e acrescentar o restante dos ingredientes deixando açúcar e sal por último. Bater bem e descansar por 15 minutos.
  • Porcione em pedaços de 70g cada. Faça bolas e deixe fermentar até dobrar de volume em superfície untada combertas com filme plástico ou pano úmido.
  • Abra com um rolo em espessura fina, mas não muito, dando formato redondo.
  • Asse à 250°C em forno de pedra e em cima da pedra como para pizza, são necessários somente 3 minutos, um lado fica dourado e outro claro. a medida que for assando vá reservando em recipiente fechado para abafar e não ficar quebradiço. Se quiser croutons basta cortar e assar mais um pouco até dourar e ficar sequinho.
fonte: Apostila Anhembi-Morumbi 2004 e 2009

Um alimento com 12 mil anos


Marrocos é o país que mais pão consome a nível mundial
Um alimento com 12 mil anos
”O pão surgiu juntamente com a agricultura há cerca de 12 mil anos, quando as plantas com grãos começaram a ser cultivadas. Segundo os historiadores, o pão terá surgido juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia, onde actualmente está situado o Iraque.
Acredita-se que os primeiros pães fossem feitos de farinha misturada com o fruto do carvalho a que se chama bolota, landes ou noz. Seriam alimentos achatados, duros, secos e que também não poderiam ser comidos logo depois de prontos por serem bastante amargos. Por essa razão, talvez fosse necessário lavá-los em água a ferver, por diversas vezes, antes de se fazer as broas que eram expostas ao sol para secar.
As broas eram assadas da mesma forma que os bolos, sobre pedras quentes ou cinzas . Em 1800 AC, os egípcios descobriram como torná-lo mais macio. Eles perceberam que a massa, humedecida, após um certo tempo libertava gases, tornando o pão mais poroso. Misturaram então parte de uma massa fermentada com outra fresca, que também fermentou. Assim aprenderam o processo e passaram a fazer o pão fermentado.

A industrialização do pão

O aparecimento da máquina de fazer pão ocorre somente no século XIX, com amassadeiras (hidráulicas ou manuais), com um custo muito alto e também com grande rejeição.
Os consumidores mostraram-se “hostis” com o pão feito mecanicamente. Pouco tempo depois surge o motor elétrico e a reclamação passa a ser dos padeiros. Cada máquina substituía dois padeiros.
Hoje o trigo é tratado em moinhos, é lavado, escorrido e passado por cilíndricos que separam o grão da casca.
O país que mais come pão é Marrocos, sendo que em média cada marroquino come 100 kg de pão por ano.
Jornal da Madeira / Economia / 2010-04-24

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A LENDA DO WESAK

Existe um vale, situado a uma altitude bastante elevada, no sopé do Himalaia, Tibete. É cercado por altas montanhas em todos os lados, exceto o nordeste, onde existe uma abertura estreita nas serras. O vale é, portanto, um contorno em formato de garrafa com seu gargalo (de garrafa) à nordeste alargando-se muito consideravelmente para o sul. Acima até o extremo norte, perto do gargalo da garrafa, deve ser encontrada uma enorme pedra lisa. Não há árvores ou arbustos no vale, que é coberto com uma espécie de capim, mas as encostas das montanhas estão cobertas de árvores.
Na época da lua cheia de Touro, os peregrinos de todos os distritos vizinhos começam a se juntar, os homens santos e lamas caminham para o vale e preenchem as partes do sul e central, deixando o extremo nordeste relativamente livre. Um grupo se reúne por lá onde estão estes grandes Seres que são os guardiões do Plano de Deus em nosso planeta e na humanidade. A propósito, o nome a que nós chamamos estes seres não importa muito.
O crente cristão pode preferir falar de Cristo e Sua Igreja e se referir a eles como integrantes da grande nuvem de testemunhas que garantem à humanidade a salvação definitiva. Os esotéricos do mundo podem chamá-los de Mestres da Sabedoria, a Hierarquia planetária que, em seus variados graus, são regidos e ensinados pelo Cristo, o Mestre de todos os mestres, o professor tanto dos anjos quanto dos homens. Podemos chamá-los também de Rishis das Escrituras Hindus ou a Sociedade das Mentes Iluminadas, como no ensino tibetano.
Eles são os grandes intuitivos e os grandes companheiros de nossa mais moderna apresentação e são o conjunto da humanidade perfeita que seguiu os passos de Cristo e que penetrou o véu, deixando-nos um exemplo de que devemos fazer como eles fizeram. Eles, com sua sabedoria, amor e conhecimento, permanecem como uma muralha protetora ao redor de nossa raça tentando nos levar, passo a passo (assim como eles mesmos foram conduzidos em seu tempo) das trevas para a luz, do irreal para o real e da morte para a imortalidade.
Este grupo de conhecedores da divindade são os principais participantes no Festival de Wesak. Eles se vão no extremo nordeste do vale, e em círculos concêntricos (de acordo com o estado e grau de desenvolvimento iniciático) se preparam para um grande ato de serviço. Na frente da rocha, olhando para o Nordeste, estão aqueles seres que são chamados por seus discípulos de "Três Grandes Senhores". Estes são o Cristo, que fica no centro, o Senhor das formas vivas, o Manu, que está à sua direita, e o Senhor da Civilização, que fica à sua esquerda. Estes três ficam diante da rocha sobre a qual repousa uma grande bacia de cristal cheia de água.
Um aspecto interessante sobre esta cerimônia e sua realidade é que todos os que sonharam em participar dela estão sempre bem cientes da posição exata, na parte inferior do vale, onde eles estavam. Um dos que me descreveram disse-me sobre estar de pé, perto de uma árvore à qual um cavalo estava amarrado. Outros também pareciam conhecer tão bem onde se encontravam. Alguns poucos perceberam que o local e a posição, dentro do corpo de espectadores, indicavam claramente o estado evolutivo do participante.
Atrás dos Mestres agrupados, seriam encontrados adeptos, iniciados e trabalhadores mais antigos no âmbito do plano de Deus, os discípulos e aspirantes mundiais em seus diversos graus e grupos (“tanto dentro quanto fora do corpo”, para citar as palavras de S. Paulo) que constituem nesta época o Novo Grupo de Servidores do Mundo. Aqueles presentes em seus corpos físicos caminharam até lá por meios ordinários. Outros estão presentes em seus corpos espirituais e em estado de sonho. O "sonho" - que mais tarde eles relatam não pode ser o reconhecimento físico e a recordação de um acontecimento espiritual interno?
À medida que a hora de lua cheia se aproxima, uma quietude se estabelece sobre a multidão e todos olham para o nordeste. Certos movimentos ritualísticos acontecem no qual os Mestres agrupados e seus discípulos de todas as categorias ocupam posições simbólicas e formam, no solo do vale, tais símbolos importantes como a estrela de cinco pontas, com o Cristo em pé no ponto mais alto, ou um triângulo, com o Cristo no ápice, ou uma cruz, e outras formações conhecidas, todas as quais têm um significado profundo e poderoso.
Isso tudo é feito ao som de certas palavras e frases esotéricas cantadas, chamadas mantras. A expectativa de espera, na multidão de expectadores, torna-se muito grande e a tensão é real e crescente. Através de todo o corpo das pessoas, parece haver sentido o estímulo ou vibração potente que tem o efeito de despertar as almas dos presentes, fundindo e misturando o grupo em uma só unidade, e que levanta todos em um grande ato de demanda espiritual, prontidão e expectativa. É o ápice da aspiração do mundo, centrada no grupo de espera. Essas três palavras - demanda, prontidão e expectativa – descrevem melhor a atmosfera que rodeia as pessoas presentes neste vale secreto.
O canto e a tecelagem rítmica crescem mais fortemente e todos os participantes e a multidão assistem erguendo os olhos ao céu em direção à parte estreita do vale. Apenas alguns minutos antes da hora exata da lua cheia, ao longe, um pontinho minúsculo pode ser visto no céu. Ele vem se aproximando cada vez mais, e cresce em claridade e definição do contorno até que a forma do Buda pode ser vista, sentado em posição característica de pernas cruzadas, vestido com o seu manto cor de açafrão, banhado em luz e cor, e com sua mão estendida em bênção. Quando ele chega num ponto exatamente sobre a pedra grande, pairando ali no ar sobre as cabeças dos três Grandes Senhores, um grande mantram, usado apenas uma vez por ano, no Festival, é entoado por Cristo, e todo o grupo de pessoas no vale se encanta.
Esta Invocação cria uma grande vibração ou pensamento atual de tal potência que atinge, a partir do grupo de aspirantes, discípulos e iniciados, ao próprio Deus. Ele marca o momento supremo do esforço espiritual intenso durante todo o ano, a vitalidade espiritual da humanidade e os efeitos espirituais passados durante os meses seguintes. O efeito desta Grande Invocação é universal ou cósmico e serve para nos vincular com aquele centro cósmico da força espiritual da qual todos os seres criados vieram. A bênção é derramada e Cristo - como representante da humanidade – recebe-a, por encargo, para distribuição.
Assim, diz a lenda, o Buda retorna uma vez por ano para abençoar o mundo transmitindo, através de Cristo, a vida espiritual renovada. Lentamente, em seguida, o Buda se afasta para longe, até que novamente apenas um pontinho fraco pode ser visto no céu, e isso eventualmente desaparece. A bênção cerimonial completa, desde o momento da primeira aparição à distância até o momento em que Buda desaparece , leva apenas oito minutos.
O sacrifício anual do Buda para a humanidade (por Ele retornar somente a um grande custo) acabou, e ele volta novamente para aquele lugar elevado, onde trabalha e espera. Ano após ano, Ele volta a abençoar; ano após ano, a mesma cerimônia se realiza. Ano após ano, ele e seu irmão grande, o Cristo, trabalham na mais estreita cooperação para benefício espiritual da humanidade. Nestes dois grandes Filhos de Deus têm-se centrado dois aspectos da vida divina e eles agem em conjunto como guardiões do maior tipo de força espiritual para a qual a nossa humanidade pode responder. Através de Buda, a sabedoria de Deus é derramada. Através de Cristo, o amor de Deus se manifesta à humanidade. Esta Sabedoria e este Amor são derramados sobre a humanidade em cada lua cheia de Maio.
Então, diz a história antiga, tal é a lenda que está por trás deste feriado popular no Oriente. Este é o fato: se ousarmos acreditar e ter a mente aberta o suficiente para reconhecer sua possibilidade. Trata-se, para o Ocidente, de uma espécie de idéia nova que solicita a readequação de algumas das nossas crenças mais acalentadas. Mas, se ela puder ser apreendida e compreendida, surgirá em nossa consciência uma nova visão e a possibilidade da raça tocar conscientemente hoje uma nova fonte de abastecimento e um novo centro de força espiritual.
Para algumas pessoas (no mundo), este Festival significa a clareza e definição de certas idéias assim como uma grande oportunidade oferecida. As idéias que ela representa poderiam ser enumeradas como segue:
Em primeiro lugar, este festival une o passado com o presente de uma maneira que nenhum outro festival, relacionado com qualquer das grandes religiões do mundo, já fez. Ela representa uma verdade viva e uma oportunidade presente. Em seu serviço mútuo à raça, Buda e Cristo trazem esta conexão que mistura o Oriente com o Ocidente e nos une em toda uma tradição cristã, budista e hindu juntamente com a aspiração de todos os crentes no mundo de hoje, ortodoxo e heterodoxo. As distinções religiosas desaparecem.
Em segundo lugar, este Festival assinala o ponto alto de bênçãos espirituais em todo o mundo. É um tempo de um fluxo incomum de vida e de estimulação espiritual e serve para vitalizar a aspiração de toda a humanidade.
Em terceiro lugar, no momento do Festival e com o esforço unido do Cristo e Buda, trabalhando em estreita cooperação, é aberto um canal de comunicação entre a humanidade e Deus, por onde o amor e a sabedoria de Deus podem se derramar a um mundo de espera e necessidade. Falando simbolicamente, e recordando que os símbolos sempre velam uma verdade, pode-se afirmar que, no momento da lua cheia, é como se uma porta se escancarasse de repente,o que em outros tempos, estaria fechada. Através dessa porta, aspirantes e discípulos podem contatar energias que não são facilmente acessíveis de outro modo. Através desta porta, uma aproximação com aqueles guias da raça pode ser feita, o que, em outras vezes, não era possível. A partir disto, todos os que estão em ambos os lados da porta podem se beneficiar e assim será de forma cada vez mais crescente.
Na época da lua cheia de Touro, é como se uma "porta para o céu" fosse aberta (ainda falando simbolicamente), de modo que o contato possa então ser feito com aquelas vidas maiores que são para a nossa Hierarquia planetária o que são para a humanidade. Uma vez que isto for reconhecido, será possível desenvolver uma Ciência de Aproximação a verdades mais profundas e forças de vida que estão ocultas por trás de um véu. Esta Nova Era irá revelar. É parte da verdadeira técnica emergente do Caminho e do progresso espiritual.
Mais uma vez, neste grande momento de expansão da consciência torna-se possível o que não era possível em outros tempos. Discípulos e iniciados em todos os lugares podem ser ajudados e estimulados espiritualmente a tomar os grandes passos que chamamos de iniciações e que permitem a humanidade penetrar um pouco mais profunda e conscientemente nos mistérios do reino de Deus. Eles revelam claramente a maravilha da divindade, a beleza do divino em cada indivíduo e um pouco do Plano ao qual a humanidade é conformada e com o qual ela pode cooperar.
Retornando ao drama no Himalaia: Quando o Buda desaparece novamente, a multidão fica de pé e a água na bacia é distribuída em pequenas porções aos Mestres, iniciados e discípulos, e eles então seguem o seu caminho para o local de serviço. A multidão, que trouxe todas as suas pequenas xícaras e vasos de água, bebem a água e a compartilham com os outros. Nesta linda “comunhão numa cerimônia de água”, temos apresentado, em símbolo, uma indicação da Nova Era que está hoje sobre nós, a Era de Aquário, a era do condutor de água.
É a era do "homem levando um jarro de água", como Cristo disse no episódio anterior ao serviço de comunhão que Ele iniciou. Nesta cerimônia, é perpetuada em nós a história da universalidade do amor de Deus, a necessidade de nossa purificação individual e a oportunidade de compartilhar uns com os outros aquilo que pertence a todos. A água, que foi magnetizada pela presença de Buda e de Cristo, carrega certas propriedades e virtudes de uma natureza útil e curadora. Assim, abençoada, a multidão se dispersa silenciosamente, os Mestres e discípulos retornam com força renovada para se encarregar, por mais um ano, de serviço ao mundo.
Hoje, essa lenda ou essa relação com um acontecimento espiritual verdadeiro e vital, está lentamente caminhando para o Ocidente; lá ela suscita o reconhecimento, curiosidade, admiração ou questionamento por parte de muitos. Parece, a alguns aspirantes do ocidente, que é chegado o tempo quando o Ocidente e o Oriente podem se reunir em um grande festival de comunhão de almas. Em uníssono uns com os outros e sob a orientação do Buda, que veio trazer luz para o Oriente, e do Cristo que veio para trazer luz para o Ocidente, eles podem pedir e suscitar tal bênção e revelação espiritual que o futuro imediato demonstra que é assim tão necessário - paz na terra e boa vontade aos homens. Assim, podemos dar início a uma era de fraternidade e compreensão que permitirá a cada indivíduo ter mais tempo, livre do medo, para encontrar Deus para si mesmo.
Assim, o maior evento sobre o nosso planeta, do ponto de vista das verdades espirituais, e aquele que tem o maior efeito sobre a raça humana é, pois, o Festival de Wesak. Sua influência esteve lá sempre, mas desconhecida da maioria. Agora, sua influência deve ser reconhecida e utilizada conscientemente.

A mensagem original pode ser vista no site:
http://pathoflight.com/web/moon/wesaklegend.html

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